O Rei
Média
3,9
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34 Críticas do usuário

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Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de novembro de 2019
Diante de uma mortal doença que acomete o rei Henrique IV (Ben Mendelsohn), o rebelde Hal (Timothée Chalamet) precisa assumir precocemente o trono deixado pelo pai. Agora sob o título de Henrique V, o jovem tem em mãos a complicada tarefa de apaziguar os ânimos de seus seguidores e, ao mesmo tempo, planejar a delicada tarefa de controlar as constantes provocações do franceses acerca da legitimidade de seu trono.

Tocada sem preocupações financeiras pela produtora Plan B e a Netflix, o longa O REI traz para as telinhas um breve apanhado histórico sobre o complicado reinado da coroa inglesa, aqui no período situado no início do século XV. O rei Henrique V conhece bruscamente a alta cúpula da monarquia e como a teia que controla cada artimanha é tecida minunciosamente visando muito mais interesses pessoais do que coletivos. Os bastidores não são realçados em detalhes pontuais e históricos, muitas vezes obscurecidos em prol de liberdades artísticas que visam um melhor desenvolvimento narrativo, o que por um lado tende a ser funcional no contexto do entretenimento.

A famosa batalha de Azincourt tem destaque no terceiro ato e, embora não tenha a devida grandeza histórica traduzida nas telas, ainda sim é competente ao representar a essência do que ocorreu no período. O diretor David Michôd explora bem os cenários e os belos figurinos que criam uma boa ambientação de época, além de ter um bom elenco capitaneado pelo ótimo Timothée Chalamet, Joel Edgerton e um divertido Robert Pattinson quase como participação especial.

Não há dúvidas que o maior mérito do filme reside na transcrição do cotidiano de Henrique V e como cada decisão tem um peso não só em sua vida, mas também nas diversas outras pessoas, sejam elas próximas ou inimigas. As consequências impostas ao monarca chamam atenção pela dureza, frieza e retidão sem atenuadores, gerando grandes resultados que nem sempre são esperados ou planejados com grande cuidado.

Como adaptação histórica o filme tem pouco a oferecer aos amantes da precisão, mas tem diversão na medida para quem curte um bom filme de época que inspira-se em ocorridos reais. Os interesses políticos e as crenças nas pessoas são bem traduzidas pelo personagem Sir John Falstaff na seguinte fala: "um rei não tem amigos, mas inimigos e seguidores", sendo essa a máxima que permeia cada momento revelador do longa.
Paulo F.
Paulo F.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de novembro de 2019
Um ótimo filme de época.
Um filme com boa trama, bons atores e boa direçāo.
Me surpreedeu.
Vale a pena assistir.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 25 de setembro de 2024
“O Rei”, filme original da Netflix dirigido por David Michôd, é uma adaptação livre das peças históricas de William Shakespeare, especialmente de "Henrique IV" e "Henrique V". A obra se destaca não apenas pela sua narrativa envolvente, mas também pela profundidade das atuações, a riqueza do roteiro, a trilha sonora marcante e a fotografia impressionante, que juntos constroem uma experiência cinematográfica memorável.

A performance de Timothée Chalamet como o príncipe Hal é um dos pilares do filme. Chalamet traz uma complexidade emocional ao seu personagem, retratando a jornada de um jovem que luta entre a pressão das expectativas familiares e seu desejo de se afastar do legado violento de seu pai. Sua transformação de um príncipe rebelde e despreocupado para um rei consciente de suas responsabilidades é magistralmente construída ao longo do filme. Ao lado dele, Joel Edgerton, na pele de Falstaff, oferece uma atuação robusta e carismática, proporcionando alívio cômico e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a amizade e a lealdade em tempos de guerra. O elenco de apoio, incluindo Ben Mendelsohn como o rei adversário e Robert Pattinson como o príncipe desonesto, contribui significativamente para a narrativa, adicionando camadas de tensão e complexidade à história.

O roteiro, escrito por David Michôd e Edgerton, é uma adaptação inteligente que preserva a essência do material original, ao mesmo tempo em que o torna acessível a uma audiência contemporânea. A trama é rica em conflitos políticos e dilemas morais, oferecendo uma crítica sutil à natureza do poder e da guerra. A construção dos diálogos é habilidosa, mesclando elementos poéticos com uma linguagem mais direta, o que facilita a conexão do público com os personagens. A narrativa fluída permite um desenvolvimento orgânico dos acontecimentos, levando o espectador a refletir sobre as consequências das ações de Hal e as complexidades da liderança.

A trilha sonora, composta por Nicholas Britell, é outro destaque do filme. As composições são sutis, mas impactantes, criando uma atmosfera que complementa as cenas de batalha e os momentos de introspecção. A música de Britell intensifica as emoções transmitidas pelos personagens, desde a tensão crescente durante as batalhas até os momentos de vulnerabilidade de Hal. Essa combinação de sonoridade e narrativa contribui para a imersão do público no mundo medieval retratado na tela.

A fotografia, a cargo de Adam Arkapaw, merece destaque especial. Arkapaw utiliza uma paleta de cores sombria e uma iluminação cuidadosamente planejada que refletem o tom sério e muitas vezes melancólico da história. As cenas de batalha são coreografadas de forma impressionante, capturando a brutalidade e a confusão da guerra de maneira visceral. Além disso, os ambientes históricos são retratados com riqueza de detalhes, desde os castelos imponentes até os campos de batalha empoeirados, criando uma autenticidade visual que transporta o espectador para a época.

“O Rei” é uma obra que transcende o mero entretenimento, oferecendo uma reflexão profunda sobre o poder, a identidade e os dilemas que cercam a liderança. A combinação de atuações excepcionais, um roteiro inteligente, uma trilha sonora envolvente e uma fotografia deslumbrante resulta em uma experiência cinematográfica rica e significativa. O filme não apenas captura a essência do drama shakespeariano, mas também ressoa com questões contemporâneas, fazendo de “O Rei” uma obra relevante e impactante. Para aqueles que apreciam narrativas complexas e cinematografia de alta qualidade, este filme é, sem dúvida, uma recomendação imperdível.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de novembro de 2019
Muito bom! Filme que conta com um elenco excelente, nomes como Timothée Chalamet que aqui tem performance de óscar e merece ser indicado, ainda temos os Joel Edgerton, Sean Harris, Ben Mendelsohn e Robert Pattinson todos esses estão muito bem. Temos aqui um roteiro de qualidade, fotografia e direção de arte de primeira qualidade, temos ressalvas para trilha sonora que por muitos momentos é praticamente esquecida, não marca e falta energia ou seja para um grande épico necessita se de uma grande e aqui é falha.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 275 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2022
Muito bom, esse The King! Ótimas cena de batalha. Diáligos bem interessantes, principalmente no final. A cena entre o Rei e sua futura esposa, curta e intensa, é realista e carregada de dramaticidade. O filme talvez tenha pecado um pouco em relação a alguma historicidade, aqui e acolá, mas sem maiores prejuízos. A argumentação ficcional, em apoio e em torno da ideia central (e histórica), no fim das contas, é boa. Timothée tem ótima atuação como Henrique. Assisti pela segunda vez. Leva 4 estrêlas!
Robert Barboza
Robert Barboza

8 seguidores 74 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de outubro de 2020
Uma grande produção que teve com resultado um excelente filme. Com ótimas cenas de batalhas e bons diálogos, além de um enredo bem ajustado, The King é mais uma boa obra original Netflix
Suélen S.
Suélen S.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de dezembro de 2019
Ótimo filme. Ótima trama, maravilhosa atuação do protagonista, merece indicação ao Oscar. Eu recomendo.
Roberta C.
Roberta C.

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de novembro de 2019
Muito bom! Vale a pena assistir! A história se desenvolve de forma interessante, construindo muito bem os personagens, com uma atuação excelente de Timothée Chalamet!
Diálogos inteligentes que prendem a atenção, intercalados por cenas de ação. Recomendo!
Steven Daniel da Silva santos
Steven Daniel da Silva santos

1 seguidor 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de abril de 2025
Um bom filme medieval, figurino excelentíssimo, se quiser se entreter. Este filme é excelente, não espere precisão histórica em algumas coisas, mas ainda é um bom filme.
Tarciso T.
Tarciso T.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2023
Timothée Chalamet traz uma construção de personagem diferente da costumeira neste tipo de filme. Ele nos apresenta um Rei jovem, que não está preocupado com justiça ou vingança, mas sim, em simplesmente não repetir o mesmo caminho que seu pai trilhou. O filme é um pouco arrastado para o público em geral, e contém poucas cenas de batalhas que normalmente habitam nesse gênero, mas a narrativa é muito bem construída. Robert Pattinson com pouco tempo de tela, surpreende. A fotografia e a trilha são muito boas.
Gostei muito do que vi.
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