O Rei
Média
3,9
259 notas

34 Críticas do usuário

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Steven Daniel da Silva santos
Steven Daniel da Silva santos

1 seguidor 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de abril de 2025
Um bom filme medieval, figurino excelentíssimo, se quiser se entreter. Este filme é excelente, não espere precisão histórica em algumas coisas, mas ainda é um bom filme.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 25 de setembro de 2024
“O Rei”, filme original da Netflix dirigido por David Michôd, é uma adaptação livre das peças históricas de William Shakespeare, especialmente de "Henrique IV" e "Henrique V". A obra se destaca não apenas pela sua narrativa envolvente, mas também pela profundidade das atuações, a riqueza do roteiro, a trilha sonora marcante e a fotografia impressionante, que juntos constroem uma experiência cinematográfica memorável.

A performance de Timothée Chalamet como o príncipe Hal é um dos pilares do filme. Chalamet traz uma complexidade emocional ao seu personagem, retratando a jornada de um jovem que luta entre a pressão das expectativas familiares e seu desejo de se afastar do legado violento de seu pai. Sua transformação de um príncipe rebelde e despreocupado para um rei consciente de suas responsabilidades é magistralmente construída ao longo do filme. Ao lado dele, Joel Edgerton, na pele de Falstaff, oferece uma atuação robusta e carismática, proporcionando alívio cômico e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a amizade e a lealdade em tempos de guerra. O elenco de apoio, incluindo Ben Mendelsohn como o rei adversário e Robert Pattinson como o príncipe desonesto, contribui significativamente para a narrativa, adicionando camadas de tensão e complexidade à história.

O roteiro, escrito por David Michôd e Edgerton, é uma adaptação inteligente que preserva a essência do material original, ao mesmo tempo em que o torna acessível a uma audiência contemporânea. A trama é rica em conflitos políticos e dilemas morais, oferecendo uma crítica sutil à natureza do poder e da guerra. A construção dos diálogos é habilidosa, mesclando elementos poéticos com uma linguagem mais direta, o que facilita a conexão do público com os personagens. A narrativa fluída permite um desenvolvimento orgânico dos acontecimentos, levando o espectador a refletir sobre as consequências das ações de Hal e as complexidades da liderança.

A trilha sonora, composta por Nicholas Britell, é outro destaque do filme. As composições são sutis, mas impactantes, criando uma atmosfera que complementa as cenas de batalha e os momentos de introspecção. A música de Britell intensifica as emoções transmitidas pelos personagens, desde a tensão crescente durante as batalhas até os momentos de vulnerabilidade de Hal. Essa combinação de sonoridade e narrativa contribui para a imersão do público no mundo medieval retratado na tela.

A fotografia, a cargo de Adam Arkapaw, merece destaque especial. Arkapaw utiliza uma paleta de cores sombria e uma iluminação cuidadosamente planejada que refletem o tom sério e muitas vezes melancólico da história. As cenas de batalha são coreografadas de forma impressionante, capturando a brutalidade e a confusão da guerra de maneira visceral. Além disso, os ambientes históricos são retratados com riqueza de detalhes, desde os castelos imponentes até os campos de batalha empoeirados, criando uma autenticidade visual que transporta o espectador para a época.

“O Rei” é uma obra que transcende o mero entretenimento, oferecendo uma reflexão profunda sobre o poder, a identidade e os dilemas que cercam a liderança. A combinação de atuações excepcionais, um roteiro inteligente, uma trilha sonora envolvente e uma fotografia deslumbrante resulta em uma experiência cinematográfica rica e significativa. O filme não apenas captura a essência do drama shakespeariano, mas também ressoa com questões contemporâneas, fazendo de “O Rei” uma obra relevante e impactante. Para aqueles que apreciam narrativas complexas e cinematografia de alta qualidade, este filme é, sem dúvida, uma recomendação imperdível.
Isabela Martins
Isabela Martins

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2024
Criei uma conta somente para comentar este filme.
Não conheço a obra de Shakespeare da qual o filme carregou sua inspiração ( apesar de já ter ouvido resenha)
Eu particularmente gostei muito do filme, justamente pelo fato de conseguir compreender a obra e a tragédia Shakespeariana por trás da história.
Tentarei ser breve em minha análise.
Hal, se apresenta como um jovem que se auto exila da presença do Rei, seu pai, e que sempre está cercado de bebidas e farras. Apesar de ser o filho mais velho, com direito ao trono, ele não aspira por tal título devido ao seu ressentimento com seu pai e a sua intolerância com o regime de guerras civis que ocorreram durante seu reinado.
A cena que é notoriamente a mais importante é a de seu pai morrendo, e ele expressando todo seu ressentimento no leito de morte de seu pai, com a declaração fulcral de que agora como Rei ele seria um governante totalmente oposto aos ideais de seu pai.
Os eventos o levam a se tornar rei.
Temos sensação de um crescimento de uma personalidade severa, apesar de jovem, que vai conquistando aos poucos o respeito de seus ministros e súditos, Hal deixa claro sua aversão pelas guerras, e queria um reino que promovesse a paz.
Outra cena importante, é em que sua irmã lhe dá um conselho, para não confiar em ninguém.
Por fim temos alguns eventos que o levam a declarar guerra contra a França, há algumas execuções de amigos próximos, e há um grande assalto contra o território francês, resultando em uma guerra sangrenta.
Temos a personalidade forte do Delfim da França que sucumbi na guerra. Por fim o Rei francês se rende e se torna seu sogro, mais adiante sua noiva, a princesa expõe a versão francesa dos fatos que o levam a perceber que toda a guerra foi uma manobra política interna de seus ministros, ou seja, uma conspiração e manipulação dos fatos para que o Rei investisse nessa grande luta contra os franceses em contrapartida, terras e muitos rendimentos haveriam de lucrar.
Conclusão, um Rei jovem, inexperiente, que criticava seu pai pelas guerras civis, fez igual a ele, ou até pior. Sangue inocente derramado, se sentiu manipulado e incapaz de reparar todo o dano. Aí que está a tragédia, ele fez pior do que o pai, e nós assistimos toda essa história com a sensação de que nascia um Rei bravo, forte, cavalheiro que defenderia sua honra e a da Inglaterra. Hal foi feito de bobo, e talvez tenha perdoado seu pai, mas seria impossível agora reparar toda sua miserável ação que culminou na perca de muitos homens, inclusive de seus amigos, tudo por ambição de seus ministros. Realmente, uma tragédia Shakespeariana. spoiler:
Tarciso T.
Tarciso T.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2023
Timothée Chalamet traz uma construção de personagem diferente da costumeira neste tipo de filme. Ele nos apresenta um Rei jovem, que não está preocupado com justiça ou vingança, mas sim, em simplesmente não repetir o mesmo caminho que seu pai trilhou. O filme é um pouco arrastado para o público em geral, e contém poucas cenas de batalhas que normalmente habitam nesse gênero, mas a narrativa é muito bem construída. Robert Pattinson com pouco tempo de tela, surpreende. A fotografia e a trilha são muito boas.
Gostei muito do que vi.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 278 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2022
Muito bom, esse The King! Ótimas cena de batalha. Diáligos bem interessantes, principalmente no final. A cena entre o Rei e sua futura esposa, curta e intensa, é realista e carregada de dramaticidade. O filme talvez tenha pecado um pouco em relação a alguma historicidade, aqui e acolá, mas sem maiores prejuízos. A argumentação ficcional, em apoio e em torno da ideia central (e histórica), no fim das contas, é boa. Timothée tem ótima atuação como Henrique. Assisti pela segunda vez. Leva 4 estrêlas!
Robert Barboza
Robert Barboza

8 seguidores 74 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de outubro de 2020
Uma grande produção que teve com resultado um excelente filme. Com ótimas cenas de batalhas e bons diálogos, além de um enredo bem ajustado, The King é mais uma boa obra original Netflix
Júlia Rigaud
Júlia Rigaud

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de junho de 2020
Diferente do habitual frenesi dos filmes históricos, recheados por lutas e reviravoltas de roteiro, The King trabalha as relações interpessoais de seus personagens e o peso da coroa para aquele que se encontra na difícil missão de sustenta-la.
Através de uma abordagem íntima, a história mostra o processo da posse da coroa do Henrque V (Timothée Chalamet), um jovem que não desejou o cargo e talvez, por esse motivo, fosse tão adequado para tal. Vemos aqui um homem que busca se manter pacífico em um ambiente cercado de interesses e manipulações. Para além do recorte histórico, The King é um estudo de personagem onde o nosso protagonista lida com o paradoxo de suportar uma extrema solidão enquanto é o centro das atenções.
As cenas de combate são compostas de belos planos-sequências, que com a ausência de trilha sonora expõem um nível de realidade que muitas vezes abafa a romantização das conquistas históricas. O questionamento dos personagens sobre as batalhas mostram o quanto as motivações para uma guerra podem ser subjetivas, enquanto que toda a violência e o horror são reais.
Através de diálogos inteligentes e íntimos, o filme especula como conflitos nacionais podem ter implicações emocionais e até que ponto a vaidade e a ganancia criam movimentos políticos disfarçados de propósito social.
Thayanne Matos
Thayanne Matos

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de maio de 2020
Fui surpreendida pelo roteiro desse filme e, principalmente, pela atuação de Timothée Chalamet. Não é uma super produção, nem conta com cenas de batalha maravilhosas para os mais exigentes, mas conta com ótimos diálogos e muita entrega e expressividade de Timothée. Pode até não marcar sua vida, mas é uma obra excelente e que retrata aspectos mais profundos da monarquia.
Ageu M
Ageu M

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de janeiro de 2020
O filme possui uma perfomance incrível, é realmente excelente, entrega auguns pontos de vista, inclusive a fotografia, trilha sonora e atuações como de Sean Harris. Sem dúvida entre as atuações mais dignas de elogios e de notas fica para sean Harris seu papel encaixou-se no ponto exato no filme o jeito de falar, de como andar e seus pontos dramáticos, vai deixando o espectador obcecado pelo Real motivo de traição e ambição.
Mais o filme erra no ponto da história, concentrando apenas em uma parte da história do rei Henrique V, um rei novo sem ambições concentrando apenas na paz, e deixando-se levar em uma briga. O filme cerca um ótimo talento e percepções para a critica.
Suélen S.
Suélen S.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de dezembro de 2019
Ótimo filme. Ótima trama, maravilhosa atuação do protagonista, merece indicação ao Oscar. Eu recomendo.
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