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    O Farol
    Média
    3,7
    348 notas e 75 críticas
    distribuição de 75 críticas por nota
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    75 críticas do leitor

    Vitor Araujo
    Vitor Araujo

    Segui-los 2719 seguidores Ler as 590 críticas deles

    3,5
    Enviada em 5 de janeiro de 2020
    Conto estilizado, antigo, preto e branco, referenciando o terror antigo de marinheiros, criaturas e loucura em um farol em uma ilha deserta. Um filme maluco, paranóico, boa atuação, misterioso. Gostei, bem filmado e com muitas interpretações. Yaaar.
    Nelson J
    Nelson J

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    2,0
    Enviada em 12 de janeiro de 2020
    filme visceral, mas muito fraco. Arrastado, sombrio e com final tipo Os pássaros sem inspiração. Nada de interessante.
    Bruno Campos
    Bruno Campos

    Segui-los 463 seguidores Ler as 257 críticas deles

    5,0
    Enviada em 22 de janeiro de 2020
    Obra-prima, soberbo. Muito superior ao seu filme anterior ("A Bruxa", muito bom, mas com problemas), o diretor aqui entra para o grupo de grandes da atualidade. Inspirado no noir hiper claustrofóbico de Ingmar Bergman, com pássaros de Hitchcock, entre outras referências, Robert Eggers conduz o brilhante Willem Dafoe e o aqui muito bom Robert Pattinson num erotismo pré-sexual à iminência de um ataque de nervos. O suspense psicológico, com micro toques de fantasia, acerta de ponta a ponta.
    Rafael L.
    Rafael L.

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    1,0
    Enviada em 24 de março de 2020
    Não façam isso com suas vidas, assistir essa bomba! Tem que gostar muito de cinema, foi o que me fez assistir. O filme é bizarro, lento, sem pé nem cabeça, dois homens enlouquecidos e esquecidos numa ilha de pedra com um farol e gaivotas.
    Pedro O.
    Pedro O.

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    1,0
    Enviada em 23 de março de 2020
    Mais um filme elogiado, considerado uma "obra-prima" por muitos e que se revela uma decepção! Tedioso, chato e confuso... nem as boas atuações de Dafoe e Pattinson conseguem salvar esse filme!
    Gerson R.
    Gerson R.

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    5,0
    Enviada em 2 de janeiro de 2020
    Em apenas seu segundo trabalho nos cinemas, Robert Eggers consegue mostrar uma criatividade e intensidade como poucos fazem – se em seu trabalho anterior, o polêmico e surpreendente A Bruxa, ele impactava pela abordagem temática forte sobre o preconceito contra a emancipação das mulheres, o diretor e roteirista agora tem a seu lado um fundo alegórico mostrado de uma maneira bem mais forte – algo que está presente do primeiro ao último frame deste O Farol.

    Assim como Darren Aronofsky fez com o seu também polêmico Mãe, Eggers usa uma metáfora e simbolismo com alguma outra história clássica para nos apresentar sua nova trama – se Aronofsky contava com a bíblia, Eggers conta com a mitologia grega – além de semelhanças com obras literárias do terror de autores como Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft, tudo isso para traçar um paralelo para descrever o sentimento de solidão dos homens – em especial, um reflexo disso sobre a masculinidade tóxica, o desejo de procurar ser o “melhor do bando”, o machismo, a grosseria que os indivíduos tanto exalam – e, se é que existe um ponto deste filme que se assemelhe com A Bruxa – é importante ressaltar que trata-se de uma obra bem diferente deste outro trabalho – talvez o próprio desejo impuro do homem em ver a mulher como mero objeto – e, acredite: o cineasta faz tudo isso contando com apenas dois atores em cena.

    O Farol conta a história do jovem Ephraim Winslow (Pattinson), contratado pelo veterano faroleiro Thomas Wake (Dafoe), para ajuda-lo na manutenção de uma pequena ilha próxima ao litoral britânico, no final do século XIX. Estranhando o comportamento grosseiro e arrogante de Thomas, logo Ephraim começa a ficar obcecado em querer saber o que o companheiro tanto esconde no topo do gigantesco farol da ilha – em meio a isso, sendo atormentado pelas aves do local, além de estranhas visões e sonhos misteriosos.

    Creio que apenas pela sinopse, é notório captar o clima que Eggers esta disposto a passar – isso ainda é escancarado pela decisão primorosa de filmar o longa em preto e branco e no formato de imagem 1:19:1 (que é quase o mesmo das antigas Tv’s de tubo, mais próximo de um quadrado do que do retângulo da maioria das produções atuais) – é praticamente impossível não encarar O Farol como um pesadelo visual renascentista – que vai se assemelhar com pinturas famosas clássicas e do cinema italiano das décadas de 40 e 50, ou de obras como o clássico O Sétimo Selo de Ingmar Bergman e do expressionismo alemão, como no cinema mudo, com O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, como exemplos.

    É preciso mencionar desde já que o trabalho sonoro aqui é valioso: os sons emitidos pelo farol e as aguas batendo nos rochedos da pequena ilha não deixam de soar assustadores, como se o local fosse um ser vivo – ou um monstro mesmo – e, dentro da casa onde os dois personagens aparecem, é louvável o trabalho da direção de arte em fazer o ambiente soar sombrio e sujo, trazendo veracidade na personalidade do Thomas de William Dafoe – algo que, sem o uso de cores, poderia ser mais difícil de demonstrar – mas ao utilizar sombras nos cantos dos corredores, nas frestas entre as madeiras que formam as paredes do local ou o simples assoalho cheio de furos, estabelecem bem a insalubridade do ambiente – que só é mudada quando temos um lapso de visão do que haveria dentro do topo do tal farol – ali, obviamente, a claridade culmina – em uma representação visual que comentarei mais a frente.

    Eggers é tão inteligente em sua abordagem, que, para apresentar os dois personagens, ele não necessita de nenhum dialogo – os dez primeiros minutos de filme praticamente não possuem nenhuma fala – tudo para vermos o inicio da relação dos dois, através de suas rotinas diárias no trabalho e alimentação – e, obviamente, não poderíamos deixar de falar do trabalho incrível dos dois atores – Robert Pattinson mais uma vez demonstra todo seu talento, ao mergulhar em um personagem complexo, que de uma aparente timidez e seriedade, vai aos poucos demonstrando suas reais facetas (e segredos), que formam sua real persona – enquanto que William Dafoe se mostra como um ser incrivelmente arrogante, grosseiro e vulgar – capaz de ser exigente com seu subordinado apenas por capricho e crueldade, muitas vezes. Mas o mais bizarro é que de um contato tão errante e infernal, acaba aparecendo doses surpreendentes de amizade – em meio as bebedeiras, cantorias e discussões dos dois – o personagem de Dafoe parece estar por trás de tudo que acontece na ilha, parece saber de tudo – e é isso que vai intrigando cada vez mais o Ephraim de Pattinson – que nunca ganha as respostas que quer – se misturando a uma fuga misteriosa de seu passado, que Thomas não hesita em tentar trazer a tona quando pode – uma verdadeira relação de amor e ódio (mais para o ódio, podemos dizer)

    Que nos traz a temática estabelecida por Eggers, que citei no inicio;

    spoiler: A maneira criativa que o diretor faz isso exige algum conhecimento externo por parte do espectador para a compreensão – recomendo pesquisar sobre a mitologia grega, principalmente a história de Prometheus e Zeus (ou Proteu) – enfim, O Farol é sobre solidão e auto conhecimento; mas também uma critica contra o machismo estrutural – e uma boa maneira de refletir isso é colocando dois homens heterossexuais em um ambiente fechado e obriga-los a serem o mais próximo possível de serem amigos. Sendo assim, o filme pode ser visto sob duas óticas diferentes: uma contando com a visão critica ao machismo e sua busca por superar seu próximo na sociedade ou uma alusão alegórica que se assemelha a busca de fogo (conhecimento) por parte de Prometheus – em ambas as visões a mitologia estará presente. Enfim, minha humilde visão seria assim: Ephraim é Prometheus, o filho de Zeus que quer buscar o fogo do pai, para dar aos humanos – Thomas pode ser uma mistura do próprio Zeus ou de seu outro filho, Proteu – o personagem de Dafoe faz varias citações a deuses gregos do mar (e, enquanto é agredido por Ephraim, no final, ele é visto como uma criatura do mar, com tentáculos e traqueias), além é claro que ameaça o personagem de Pattinson com algum tipo de maldição da mitologia também – assim como Zeus fazia contra Prometheus, quando seu filho lhe desobedecia em algo. Assim, quando Ephraim/Prometheus finalmente entra no Farol, que representa o topo do conhecimento, e toca no fogo/luz, ele cai – pois não aguentou o que sentiu ali – e, como punição, é condenado a ficar trinta mil anos tendo o fígado devorado por uma águia – a ultima cena do filme é exatamente isso, substituindo a águia pelas gaivotas que habitam a ilha. A metáfora é simples, mas o que a deixa complexa é justamente os detalhes que Eggers coloca dentro dela. A solidão dos dois, a falta de relacionamento com mulheres – isso é inserido dentro do mito de Prometheus – o que nos traz a sereia, vivida pela Valeriia Karaman – desde que chega ao local, Ephraim é atordoado com as visões de sereias e de uma figura de gesso em seu quarto, com o formato das mitológicas criaturas meio mulheres, meio peixes. Isso é uma evidente metáfora de como a figura das mulheres é vista pelos homens como “ameaça” ou como “objeto” – as sereias tem a fama de levar os homens para o mar e mata-los – representando o pensamento do homem de achar que as mulheres querem se aproveitar deles – além de mostrar uma a sereia com uma enorme e estranha vagina, representando, talvez, o medo de ser zombado pelas mulheres durante o sexo – e, como objeto, fica claro isso nas duas cenas onde Ephraim se masturba vendo a pequena figura de gesso – na segunda vez que isso acontece, fica evidente a intenção de fazer o farol ser a representação de um pênis – Eggers o filma inclinado, para depois rodar a câmera, dando a impressão de um movimento de ereção – sob esta ótica, tem-se a entender a super valorização que o homem dá ao seu órgão genital, tendo-o como uma “ferramenta” capaz de fazê-lo ser desejado ou importante – nesse aspecto, a curiosidade de Ephraim é a representação da busca de status do homem, de ser “famoso entre as mulheres”, digamos assim – tal pretensão faz o homem até esquecer de quem ele realmente é ou do que faz – e Thomas está disposto a não dividir isso, como todo “bom machista”, que prefere usufruir mais de prazeres com as mulheres do que os outros homens. Ou seja, Ephraim não é Ephraim, mas sim um assassino que está fugindo da policia e do passado, sem pouco se importar com a vida do homem que matou – mesmo sempre se lembrando disso – ele está mais preocupado em se sentir bem do que em se redimir – demonstrando o egoísmo do homem diante do mundo – algo que tem até a haver com a forma com que trata a natureza – o personagem de Pattinson detesta as aves do local, chegando a matar brutalmente uma – isso tudo nos leva a ter a luz do farol como uma busca de prazer, que pode ser comprovado na hora que vemos Thomas nu no topo do farol, ou quando realmente parece estar fazendo sexo com uma criatura parecida com um polvo – já quando Ephraim chega até o topo e toca na lâmpada do farol, ele, inicialmente, fica encantado, mas logo exclama de dor e cai – ainda sobre a história mitológia, a luz representa o conhecimento, o saber para os seres humanos – quando o homem não sabe o que quer ou pensa que sabe, geralmente quando o conhecimento verdadeiro é revelado, ele não o suporta, não o entende, exatamente por isso, ele se desespera – e não a toa, a queda da escada não deixa de ter um aspecto de decida ao inferno, culminando com a já citada última cena, onde ele é castigado eternamente por não ter compreendido e aproveitado o verdadeiro significado do conhecimento que adquiriu – sendo castigado pela própria natureza, que tanto maltrata - ora, a masculinidade não é a coisa mais importante do mundo. O Farol é, também, um painel do que a inconsequência da masculinidade toxica traz ao mundo – a cena em que, após as bebedeiras (outro vicio do homem) e danças, os dois personagens quase se beijam, mas quase se batem antes disso, mostrando o orgulho do homem machista em manter sua masculinidade “intacta” – mesmo que sozinhos ali, sem ninguém ou a sociedade os vendo ou julgando, o pensamento fechado e destrutivo não dá espaço para evitar a homofobia – o homem preconceituoso é tão orgulhoso que não pode aceitar a homossexualidade, de nenhuma forma. Ainda é visível tais sentimentos de repulsa a mulher quando Thomas fala de sua ex esposa – ele prefere estar no mar sozinho do que estar próximo de sua mulher – representando, possivelmente, como alguns homens só sabem ver as companheiras como um mero apoio ou, lamentavelmente, como incômodos.


    Todos esses simbolismos, criatividade e criticas, tornam o Farol um dos grandes filmes de 2019 – um trabalho para agradar quem está atrás de um filme que faz pensar – e, acredite, mesmo que você não pegue todas as referências do filme de uma só vez, as imagens perturbadoras e seus mistérios ficarão em sua cabeça – algo que somente as grandes obras-primas do terror conseguem fazer.
    DUDU SILVA
    DUDU SILVA

    Segui-los 19 seguidores Ler as 110 críticas deles

    2,0
    Enviada em 13 de janeiro de 2020
    Filme chato e muito cansativo, as unicas coisas que se salvam nesse filme é a atuação do willem dafoe e do robert pattinson e o visual do filme
    Margarete Vale
    Margarete Vale

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    1,0
    Enviada em 31 de janeiro de 2020
    Uma pessoa comum, como eu, se sente enganada quando após tantas críticas positivas resolve assistir ao filme. O péssimo dos péssimos. Não vou pra cinema pra ficar contando os minutos que faltam para acabar essa coisa dita "cult".
    Anderson  G.
    Anderson G.

    Segui-los 976 seguidores Ler as 293 críticas deles

    4,0
    Enviada em 4 de janeiro de 2020
    "O Farol" novo filme do diretor Robert Eggers traz consigo uma complicada visão e conceito de terror, que mescla em uma concha de retalhos de diversos conceitos do aclamado gênero, com uma boa direção e ótimas atuações, o filme que parece ter saído do seculo passado não é para qualquer publico. 

    O roteiro nos traz a historia de dois marinheiros que atracam em um isolado farol para realizar manutenções no mesmo, os faroleiros então se veem presos em uma rede de acontecimentos que flertam com o sobrenatural, o alcoolismo, a abstinência sexual e o isolamento são pontos de aprofundamento de ambos os personagens que os fazem a ficar a beira da loucura.

    Seu primeiro ato é magistral, porém seu segundo e terceiro vão perdendo a qualidade, o longa pinta como um filme de monstros, depois somos submetidos a um forte terror psicológico que envolve até mesmo o telespectador, brincando diversas vezes com a visão do mesmo sobre os acontecimentos, mas no fim, temos um terror cósmico, um ótimo terror cósmico, que fala além do desespero de ambos os personagens, fala sobre o poder absoluto da natureza e suas ramificações, fala sobre o além da compreensão humana e seus desejos, temos um estilo que flerta muito com o conto de o conto de cthulhu de Hp lovecraft e seu universo criado.

    A direção de Robert é muito boa, o diretor americano tem o tino perfeito para o terror, sabe posicionar perfeitamente suas câmeras visando uma crescente construção de tensão e também sabe aproveitar algo que é fundamental em um filme de terror, o som, o filme apresenta uma mixagem de som assustadoramente perfeita, equalizando e aumentando todo e qualquer som criado no ambiente, amplificando gritos e causando tensão na edição do som, com constantes barulhos de ventos e chuva, além das ondas do mar e a trilha sonora incidental, além disso, a ótima escolha por uma fotografia preta e branca escura, priorizando uma gravação nos moldes antigos e aparentemente com câmeras antigas, causando uma maior identificação e temor com o exibido em tela. 

    Toda composição de cenário e design de produção do longa é ótima, mas outro destaque são as atuações, Robert Patisson está muito bem, fazendo um personagem imerso na loucura própria e ambiental, o ator parece sofrer em tela, e até sentir verdadeiras dores e sentimentos a cada queda ou lesão , a direção ajuda muito nesse engrandecimento, mas mesmo assim é uma ótima atuação, Willem Dafoe também está ótimo, como sempre, o ator faz um velho rabugento e misterioso, o ator some em meio ao seu personagem e assusta com sua atuação e principalmente na maravilhosa execução de seus monólogos e frases, ambos atores, apesar da forte concorrência desse ano, merecem uma indicação ao oscar. 

    O novo longa do diretor de "A bruxa" tem muitos acertos e semelhanças com seu ultimo filme, como o isolamento geográfico e o acobertamento do monstro em si, a criação de suspense através da trilha e direção também se encontra presente, porém temos pontos negativos, como a dificuldade de objetividade na hora de delimitar o conceito de seu filme de terror, visto, que só chegamos a um entendimento - mesmo que não seja claro - após o termino da película, outro ponto é o alivio cômico que em alguns momentos quebra todo o clima narrativo, enfim, "O Farol" é bom, tem direção e atuações ótimas e se prensarmos com um horror cósmico, é um dos melhores do gênero, mas mesmo assim ficamos com uma sensação que o filme poderia ser melhor se tivesse menos problemas de execução. NOTA: 8/10
    Carlos Henrique S.
    Carlos Henrique S.

    Segui-los 9140 seguidores Ler as 809 críticas deles

    4,0
    Enviada em 2 de janeiro de 2020
    Podemos dizer que o horror vive um bom momento nos cinemas,muitos filmes ultimamente aderem o estilo horror psicológico e atmosférico e muitos novos diretores seguem isso,caso do Robert Eggers que em 2016 lançou o excelente A Bruxa e aqui faz seu segundo filme em que o simbolismo e a construção da loucura é o ponto forte.Se trata de um projeto ambicioso,o diretor optou por contar a história em uma ambientação atmosférica filmado em preto e branco e formato de tela não convencional.E ainda mais,contar apenas com 2 atores em seu elenco,poderia sim dar errado mas felizmente tudo funciona.O roteiro escrito pelo próprio Robert Eggers e co escrito pelo seu irmão Max Eggers aborda a questão da loucura com muitos significados e portanto não se trata apenas da perca de uma consciência mas também algo da mitologia.Sendo assim temos um filme minimalista que procura apresentar os personagens e seu passado de maneira progressiva,então temos um desenvolvimento da loucura com base na relação e os mistérios guardados por ambos,nesse processo os simbolismos possuem um erotismo carnal forte.Ambos os protagonistas tem atuações fortíssimas,Willem Dafoe funciona como uma figura misteriosa,manipuladora e até bem agressivo,uma atuação impressionante assim como o Robert Pattinson que é o ponto instável mentalmente e tem um passado um tanto quanto estranho,suas alucinações são o ponto forte,uma das melhores de sua carreira.O filme possui uma direção precisa,com uma atmosfera visual desconvidativa e suja que é realçado pelo trabalho com a câmera cheio de movimentos suaves e tracking shots que te manipulam ainda mais,além da experiência sensorial realçada pela qualidade sonora que é muito boa.The Lighthhouse não é para todos,tem um ritmo cadenciado e muita simbologia,mas se você entrar na vibe vai gostar pois é bem dirigido,escrito e interpretado,uma forte experiência sensorial.
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