A Mula
Média
4,1
375 notas

63 Críticas do usuário

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Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

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3,0
Enviada em 25 de maio de 2019
Não é dúvida para ninguém que Clint Eastwood é um cara importantíssimo na história do cinema,ele tem muitos filmes conhecidos em seu currículo uns até níveis de obra prima,outros nem tanto,mas ele tem um grande nome tanto atuando quanto dirigindo e em 2019 eis que temos uma "Biografia" de um ex guerrilheiro de segunda guerra que começa a trabalhar para um cartel de drogas mexicano,mesmo sem a mesma mão na massa ainda é um filme eficiente.O filme é baseado em fatos,e narra a peculiar história de um ex guerrilheiro cheio de problemas pessoais que acaba começando a trabalhar como contrabandeador de drogas interestadual.Narrativamente o filme segue uma linha comum do gênero apresentando e impondo dificuldades que façam com que o ponto central do filme aconteça,quando ocorrido ele fica com um tom meio forçado mas que ainda dá pra engolir.O roteiro trabalha muitas situações superficiais demais e comprometem a narrativa de certo ponto como é o caso da relação com a filha e a neta dele que estão no filme apenas por estar,aliás,um dos problemas é a mal distribuição de tempo entre os personagens como é o caso da Taissa Farmiga,Michael Peña e Laurence Fishburne.Outros grandes nomes são muito mal utilizados como é o caso do Bradley Cooper e o Andy Garcia que estão pouco operantes.Quem realmente tem um bom arco é o próprio protagonista que tem seus momentos e a relação com a Dianne Wiest que tem boas atuações e se tornam a principal fonte emotiva do filme.O andamento é muito bom de inicio mas vai caindo no mais do mesmo e a falta de algo novo colocado a trama fica nítido e assim o ritmo é bem vagaroso na metade mas dá uma pequena subida no terceiro ato que é ok.A Mula é um filme que fala de valores e o sentimento de aceitação de seus erros e o quando importante é a família.
José Ricardo A
José Ricardo A

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de abril de 2019
CINEMA: ”A MULA” de CLINT EASTWOOD - Ouvir uma pessoa de idade sempre é prazeroso. Ouvir um homem com 88 anos de idade, lucido, reflexivo e ativo na direção e no papel principal de um longa metragem uma experiencia essencial. Na ficção, é conhecer e “ouvir” alguém, um idoso de 90 anos, portador de moralidade ambígua, que viveu para o trabalho - cultivo e comércio de flores - e colocou a família em terceiro plano. E quando experimenta a falência da sua prioridade, em prol do restabelecimento da vida perdida, aderi ao crime organizado, desempenhando o papel de “mula”. Esse é o argumento do filme que assisti e partilho. Uma obra de consistência ímpar. O filme tem inspiração num caso concreto, noticiado na imprensa americana. Nas mãos de CLINT EASTWOOD o argumento se expande, desconforta, inquieta e abre a visão. No plano intimista, a gente conhece um idoso que casou, teve uma filha, divorciou e se ausentou. De início, não vai ao casamento da filha. Na ocasião, comemora um reconhecimento social como florista, num bar, com “amigos”, pagando a bebida de todos na casa, inclusive de dois nubentes e seus convidados. No plano social, um velho que adere ao crime e que ao longo do filme, em razão da sua eficiência, serenidade e vida pregressa, ganha a confiança do cartel, a indiferença da polícia, realiza mais e mais transporte de droga. O crime é realizado, sem deixar rastros de materialidade e de autoria. A droga, cada vez mais avolumada, é distribuída pelo Estado americano de Illinois. A experiência de quem viveu bastante se alia ao crime sem conflitos pessoais e éticos. Essa ao meu ver é o tema subjetivo do diretor e que incomoda muito a gente, enquanto expectador. O “velho” transporta droga, como se estivesse transportando alimento, em compasso com sua idade, ouvindo e cantando música. Em meio a essa “calmaria”, a serviço do crime, esvazia uma abordagem, protege os traficantes imigrantes, encontra e interage com diferentes “tipos”, come e satisfaz a libido com mulheres jovens. O crime, claro, resgata sua honra social e garante padrão, inclusive caridade social com amigo. O velho, apesar das “virtudes” com a sociedade, não tem destreza e presença com os familiares. O filma, claro desnuda seu interior e o da sociedade, a partir da família abandonada. Quem desconfiaria de um homem de 90 anos? Que ao longo de sua vida, foi um florista de sucesso, ganhador de prêmios, ex-combatente de guerra, que nunca cometeu infração de trânsito, socializado. Nem a família supõe. Os únicos que sabem de sua vida secreta sou eu, você e os criminosos. Com essa matéria humana nas mãos, o diretor mostra a visão distorcida da sociedade, que releva o caráter pelo envelopamento social da pessoa. Aproveita o ensejo para mostrar, com sutileza, que o mexicano culpado sistematicamente pelo Trump, como corruptor, não poderia praticar a traficância, senão contasse com a logística de um americano. Apesar desse contexto, o FOCO principal do diretor é a indiferença e desvinculo do idoso para com sua vida familiar. E nessa tarefa o filme é grande e virtuoso, inseri a expectador no flanco das vítimas, e também em comunhão com os sentimentos de privação afetiva de cada familiar: filha, esposa, genro. Com eles ficamos estarrecidos com o abandono emocional. A “casa”, como é natural “cai” e nessa prisão, sob ameaça do crime, o velho é redimido com coragem pessoal. O desfecho surpreende e emociona. E tudo isso, sem exagero, pirotecnia, com roteiro enxuto e atuações marcantes, seja do ator principal, seja dos coadjuvantes. A idade do ator e diretor trouxe visão, serenidade, mas também a certeza de que a experiência não blinda o homem de erros. Em suma a vida continua sendo complexa! OBRIGATÓRIO!
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de abril de 2019
O filme é uma reflexão de Eastwood sobre o período em que passa: sua velhice. Como se quisesse dizer ao mundo todo como se sente em relação à sociedade, modernidade e moralidade. Enquanto o mundo está a todo vapor, ele observa com um cuidado maior o que acontece ao seu redor. E isso está refletido no filme. Tanto os personagens quanto o espectador são reféns do ritmo gradativo do personagem principal. Esse é um ponto positivo para o roteiro.
O desenvolvimento da trama, por sua vez, tem um excesso de situações óbvias e os diálogos são expositivos. Percebe-se a importância que o diretor quer dar ao tema Tempo, mas ele perde tempo tentando guiar o que o espectador deve sentir. Isso contribui para que sua direção seja inefetiva, já que o filme carece de grandes momentos.
Apesar disso, é interessante acompanhar a inusitada história e a reflexão sobre tempo, família e trabalho é valida.
Marcio S
Marcio S

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de abril de 2019
Assisti hoje. Achei muitos furos no filme. Ficou surpreso ao saber que carregava drogas mesmo recebendo pacotes de 100 dólares. A edposa de8xou a desejar tambem so na h9ra da morte que ficou amiguinha do mula. Os atores fo cartel fracos. Nao rolou nem um tiro. Ele assumiu a culpa e 9 cartel continuou traficando. O policial ao desconfiou do velhinho quando deu uma nota de 100 e não pediu o troco. Se colocasse um microfone na garrafa térmica pegaria todo o cartel. Mostrou que os mexicanos que são os traficantes. Mas tem lição de moral b9a sobre 9s valores da família. E terminou como começou plantando lírios. E deu um mau exemplo para os idosos como uma forma de ganhar dinheiro fazendo o mal.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de abril de 2019
Um homem de quase 90 anos com problemas econômicos aceita trabalhar no transporte de drogas para um cartel mexicano em Illinois. Com o dinheiro fácil que consegue, ele tenta ajudar seus parentes, mas um agente da Narcóticos o acompanha.

mais uma sensacional história real com atuação e direção de Clint Eastwood só aí já dá para gente saber que não poderia sair coisa ruim, o filme é realmente muito bom gostei muito e recomendo⭐⭐⭐
José P
José P

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2019
Um filme morno, com um ritmo muito lento. Fotografia bonita e trilha sonora idem. Sai no meio do filme. Muito obvio. Não conseguiu transmitir realidade e as tentativas de transmitir emoção não funcionam, são artificiais. Atuações medianas.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de fevereiro de 2019
Clint dá certa classe aos filmes, mas este tem pontos bem fracos. Ele faz um idoso que faz sexo com duplas de mulheres e que perde sua plantação de lírios que recebera vários prêmios. Bem sucedido com as mulheres e com o trabalho, mas um desastre como marido e pai. Após sua falência por não se atualizar com o ecommerce ele vira mula. O ridículo é que no início ele aparenta não saber o que transporta e fica perplexo ao perceber que são drogas. Há uma mensagem de que a família é o mais importante. Raso, mas funciona.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2019
A Mula é um filme que tem um objetivo claro que é a jornada de um senhor de noventa anos que aproveita a chance de ganhar algo físico, só que na verdade está em busca de algo para seu interior, trás uma narrativa simpática e ajudada pela atuação solta e leve de Clint Eastwood. Peca em abrir portas demais que não às fecham quando não servem mais para desenvolver o protagonista, só que no geral entrega algo tranquilo, ancorado da simpatia de Eastwood e sem muitas ambições que não seja demonstrar que o ator ainda consegue atuar e que o personagem era mais que perfeito para ele interpretar. Ficou bom.

Para ler a crítica completa no ParsaGeeks, link a seguir: http://www.parsageeks.com.br/2019/02/critica-cinema-mula.html#more
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