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Numa época em que a gente vive envolvido em medo, raiva e desconfiança, Um Lindo Dia na Vizinhança me pareceu um filme feito para todos nós. É leve, agradável de assistir, sem grande produção, e ainda assim me tocou fundo, sem nunca ser piegas.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Mr. Rogers abre o programa perguntando se você gostaria de ser vizinho dele, enquanto troca de sapatos. Parece um gesto pequeno demais para carregar alguma coisa. Não é. Em inglês, empatia se diz assim: calçar os sapatos do outro.
O filme passa boa parte do tempo fazendo uma coisa que o cinema raramente trata como ação: escutar. Rogers não invade, não diagnostica, não oferece frase pronta. Pergunta e permanece. E, pouco a pouco, essa presença simples obriga um homem ferido e desconfiado a encarar a raiva, o rancor e o perdão que escondia atrás da própria dureza.
O que mais me pegou foi perceber como nós, adultos, lidamos com os próprios sentimentos quase como as crianças que assistiam ao programa. Adultos com crianças interiores feridas, vestindo máscaras, vivendo personagens, às vezes quase marionetes de nós mesmos.
Talvez a delicadeza nos constranja justamente porque derruba as máscaras que a força ajuda a conservar.
Na análise completa eu falo do que só acontece quando alguém está inteiramente disponível para os sentimentos do outro, e sobretudo para os próprios. De por que isso é tão difícil de fazer de um jeito saudável, às vezes até cafona. E de por que, mesmo assim, faz do mundo um lugar melhor.
Gentileza gera gentileza.
A análise completa você encontra no site Humanidade Retratada.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Mr. Rogers abre o programa perguntando se você gostaria de ser vizinho dele, enquanto troca de sapatos. Parece um gesto pequeno demais para carregar alguma coisa. Não é. Em inglês, empatia se diz assim: calçar os sapatos do outro.
O filme passa boa parte do tempo fazendo uma coisa que o cinema raramente trata como ação: escutar. Rogers não invade, não diagnostica, não oferece frase pronta. Pergunta e permanece. E, pouco a pouco, essa presença simples obriga um homem ferido e desconfiado a encarar a raiva, o rancor e o perdão que escondia atrás da própria dureza.
O que mais me pegou foi perceber como nós, adultos, lidamos com os próprios sentimentos quase como as crianças que assistiam ao programa. Adultos com crianças interiores feridas, vestindo máscaras, vivendo personagens, às vezes quase marionetes de nós mesmos.
Talvez a delicadeza nos constranja justamente porque derruba as máscaras que a força ajuda a conservar.
Na análise completa eu falo do que só acontece quando alguém está inteiramente disponível para os sentimentos do outro, e sobretudo para os próprios. De por que isso é tão difícil de fazer de um jeito saudável, às vezes até cafona. E de por que, mesmo assim, faz do mundo um lugar melhor.
Gentileza gera gentileza.
A análise completa você encontra no site Humanidade Retratada.
Um lindo dia na vizinhança é um filme de drama, que contou com a direção de Marielle Heller
e roteiro de Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster. O filme recebeu 1 indicação ao Oscar de 2020: melhor ator coadjuvante ( Tom Hanks). Na trama, Lloyd (Matthew Rhys), que é um jornalista investigativo de uma importante revista, recebe a tarefa de entrevistar uma figura excêntrica e conhecida da TV americana que é Fred Rogers (Tom Hanks). Criador do programa infantil "Mister Rogers", bastante popular na década de 1960, Fred parece não querer oferecer uma simples entrevista para Lloyd. A princípio parece que o filme vai direcionar sua narrativas para o famoso Mister Rogers, que comandou um programa infantil de 1968 a 2001, mas a história a ser contada é de Lloyd. Isso muda a ideia das cinebiografias comuns, deixando o homenageado com una tarefa importante na trama, mas nao sua centralidade. O roteiro foi baseado em um artigo escrito por Tom Junod, em 1998, para a revista Esquire e usa sua estrutura para fortalecer a sua narrativa. Assim, Junod é rebatizado no filme para Lloyd. Lloyd enfrenta uma partenidade até então ok ao lado de sua esposa Andrea (Susan Kelechi Watson). Mas o roteiro nao perde tempo ao mostrar a sua fragilidade, que é o contato com o seu pai Jerry (Chris Cooper), que abandonou ele e sua irmã no leito de morte de sua mãe. Curioso que a trama mostra que a sociedade crer que basta você ser pai/mãe é capaz de lidar com assuntos relacionado a isso. Assim, Lloyd acaba saindo das matérias investigativas para uma curta e simples entrevista para um apresentador infantil com um programa a décadas em exibição. Percebemos o quanto Lloyd ao tentar fazer a entrevista ( em etapas) não levava jeito, além de Fred não facilitar bem as coisas, pois o interesse do apresentador era muito mais conhecer o jornalista. Existe uma ótima química entre ambos os personagens, mas não num aspecto de fruição da história da trama, mas o incomodo em alguns cenas em que Fred causava ao colocar o dedo na ferida de Lloyd, especialmente sobre assuntos relacionados a paternidade e consequentemente ao seu pai. Além de abordar a questão de saber lidar com seus sentimentos e emoções, o chamado por para fora. Tal choque tbm se dar pelo mundo fabulesco que Rogers vivia, ele é assim sem máscaras não é um personagem, enquanto Lloyd era um homem quebrado. Importante mencionar, que mesmo o roteiro nao focando em Fred, ficamos sabendo que por meio de sua esposa, ele nao era perfeito e tinha seus defeitos (falta de controle de raiva), mas pouco mencionados. Parece que o roteiro jogou na nossa cara que não aceitamos pessoas assim diante da nossa frieza e da frieza do mundo, assim como Lloyd. Fred parecia funcionar com um tipo de mentor para Lloyd, embora ele nao aceitasse tão facilmente isso. Afinal, precisava encerrar a entrevista e nao queria tocar em temas tão sensíveis. Ao poucos Lloyd foi percebendo que a matéria ficaria longa pela nao complexidade que era Fred, mas pela profundidade do que foi abordado nas entrevistas.
Os enquadramentos das tomadas de cenas na direção são muito aconhecegantes. Vemos uma maquete de uma grande cidade, com carros, aviões, estradas, prédios com luzes acessas e depois apagadas e logo, a câmera foca na cena em questão. Demonstrando que aquela cidade é a cidade pensada por Rogers, no seu programa, em sua vida. No mais, Rogers tenta deixar para Lloyd uma filosofia de vida muito simples: aceita as pessoas ao seu redor como elas são, vc nao pode muda-las e quem elas são tbm faz parte do que vc é e não é. O filme é de fato um conto de fadas, mas que abraça o verdadeiro en sua moral.
e roteiro de Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster. O filme recebeu 1 indicação ao Oscar de 2020: melhor ator coadjuvante ( Tom Hanks). Na trama, Lloyd (Matthew Rhys), que é um jornalista investigativo de uma importante revista, recebe a tarefa de entrevistar uma figura excêntrica e conhecida da TV americana que é Fred Rogers (Tom Hanks). Criador do programa infantil "Mister Rogers", bastante popular na década de 1960, Fred parece não querer oferecer uma simples entrevista para Lloyd. A princípio parece que o filme vai direcionar sua narrativas para o famoso Mister Rogers, que comandou um programa infantil de 1968 a 2001, mas a história a ser contada é de Lloyd. Isso muda a ideia das cinebiografias comuns, deixando o homenageado com una tarefa importante na trama, mas nao sua centralidade. O roteiro foi baseado em um artigo escrito por Tom Junod, em 1998, para a revista Esquire e usa sua estrutura para fortalecer a sua narrativa. Assim, Junod é rebatizado no filme para Lloyd. Lloyd enfrenta uma partenidade até então ok ao lado de sua esposa Andrea (Susan Kelechi Watson). Mas o roteiro nao perde tempo ao mostrar a sua fragilidade, que é o contato com o seu pai Jerry (Chris Cooper), que abandonou ele e sua irmã no leito de morte de sua mãe. Curioso que a trama mostra que a sociedade crer que basta você ser pai/mãe é capaz de lidar com assuntos relacionado a isso. Assim, Lloyd acaba saindo das matérias investigativas para uma curta e simples entrevista para um apresentador infantil com um programa a décadas em exibição. Percebemos o quanto Lloyd ao tentar fazer a entrevista ( em etapas) não levava jeito, além de Fred não facilitar bem as coisas, pois o interesse do apresentador era muito mais conhecer o jornalista. Existe uma ótima química entre ambos os personagens, mas não num aspecto de fruição da história da trama, mas o incomodo em alguns cenas em que Fred causava ao colocar o dedo na ferida de Lloyd, especialmente sobre assuntos relacionados a paternidade e consequentemente ao seu pai. Além de abordar a questão de saber lidar com seus sentimentos e emoções, o chamado por para fora. Tal choque tbm se dar pelo mundo fabulesco que Rogers vivia, ele é assim sem máscaras não é um personagem, enquanto Lloyd era um homem quebrado. Importante mencionar, que mesmo o roteiro nao focando em Fred, ficamos sabendo que por meio de sua esposa, ele nao era perfeito e tinha seus defeitos (falta de controle de raiva), mas pouco mencionados. Parece que o roteiro jogou na nossa cara que não aceitamos pessoas assim diante da nossa frieza e da frieza do mundo, assim como Lloyd. Fred parecia funcionar com um tipo de mentor para Lloyd, embora ele nao aceitasse tão facilmente isso. Afinal, precisava encerrar a entrevista e nao queria tocar em temas tão sensíveis. Ao poucos Lloyd foi percebendo que a matéria ficaria longa pela nao complexidade que era Fred, mas pela profundidade do que foi abordado nas entrevistas.
Os enquadramentos das tomadas de cenas na direção são muito aconhecegantes. Vemos uma maquete de uma grande cidade, com carros, aviões, estradas, prédios com luzes acessas e depois apagadas e logo, a câmera foca na cena em questão. Demonstrando que aquela cidade é a cidade pensada por Rogers, no seu programa, em sua vida. No mais, Rogers tenta deixar para Lloyd uma filosofia de vida muito simples: aceita as pessoas ao seu redor como elas são, vc nao pode muda-las e quem elas são tbm faz parte do que vc é e não é. O filme é de fato um conto de fadas, mas que abraça o verdadeiro en sua moral.
Floyd (Rhyes), jornalista da Esquire, recebe de sua editora, Lorraine (Makkena), a incumbência de entrevistar o apresentador de programa infantil, conhecido como Mr. Rogers (Hanks). Durante a escrita de um ensaio muito mais longo que o encomendado, e vários encontros com Rogers, Floyd tem que lidar com o grande recalque emocional de sua vida, o pai Jerry (Cooper), que abandonou a ele, a irmã e, sobretudo a mãe, quando esta se encontrava em situação terminal.
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Amei. Não somos perfeitos, mas podemos colaborar! Experimentar olhar a vida pelo ângulo do próximo nos ajuda a crescer.
Filme leve. Aborda o tema das Emoções humanas de maneira leve, didática com doses de intensidade. Tom Hankz, como sempre, dá show de atuação.
Filme agradável , para você assistir com a família. Baseado na vida de um cara, que fez a "diferença" na vidas das pessoas. Haja vista, que ganhou ate medalha do congresso americano
Vale muito a pena
Vale muito a pena
acalenta o espirito assistir uma obra dessas, e sem comentarios para Tom Hanks, como sempre ele É o personagem
Eh meio paradinho, mas achei bonitinho. Pode assistir. Fica no meio termo entre água com açúcar, filme cult, biografia e auto ajuda.
Com uma atuação ímpar de Tom Hanks e uma abordagem cinematográfica peculiar, o longa se mostra extremamente leve e fofo. Apesar de alguns momentos se tornar cansativo, a trama ser baseada em fatos reais faz valer a pena! Recomendo!
Tom Hanks em mais uma aula de interpretação, apesar de não ser um grande filme, mas com bons diálogos e cenas hilárias valem a pena a experiência.
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