Hereditário é um filme de horror dirigido e roteirizado por Ari Aster (mesmo não acreditando que sua obra seja um filme de terror) e vem sendo considerado “a experiência mais assustadora desde O exorcista”. O filme acabou sendo ignorado pelo oscar de 2019. O filme conta a história de uma família Graham que acaba perdendo sua avó, Ellen. Após a partida da matriarca, coisas estranhas começam a acontecer com a família, em especial com a sua neta caçula e solitária, Charlie (Milly Shapiro), por quem sempre teve uma maior proximidade. Aterrorizados, a família busca formas para superar o luto e seguir em frente sem serem afetados pela sombra da avó falecida. É fato que o filme foi vendido como uma trama de terror que vai oferecer um “algo a mais” e de fato oferecer, pois aqui se fugiu dos clichês rasos do gênero e de soluções fáceis. De fato, o roteiro do filme preferiu focar mais na tragédia familiar do que propriamente o terror, as cenas de horror são apenas respingos para impactar. E lembrando que o terror aqui é muito mais psicológico. Apesar de envolver contos, misticismo e religião, é tudo deixado a base de interpretação. A direção poderia ter apostado mais no horror, pois foram nesses momentos que o filme ficava mais interessante. Isso aconteceu pela falta de profundidade dos seus personagens, nenhum deles são cativantes. Existe ainda parte do público que não compreendeu o filme, por realmente ter sido confuso, uma vez que Aster acaba deixando peças do seu quebra-cabeça ao longo do filme, mas são peça pequenas, detalhes que vão se passando. Mas tudo está vinculado a seita secreta em que a avó fazia parte.
Esqueça os terrores baratos que vemos por ai, esqueça jump squares, monstros, autuações nada verossímeis e toda quanto é balela presente na maioria dos terrores. Hereditário é um filme excelente, o roteiro é muito bem estruturado, a trilha sonora é agonizante, a cada cena de pavor o coração parece que irá sair pela boca pois você nunca sabe o que Ari Aster preparou na cena seguinte. As atuações também são excelentes o que é muito raro em filmes do gênero. O mais bacana disso tudo é que Ari Aster não se preocupa em ter de agradar a grande massa do público acostumada com o terrorzinho barato, o longa parte para vários caminhos podendo ter várias e várias interpretações. Um ótimo filme, agonizante e apavorante durante suas duas horas, mas um detalhe, não é indicado para qualquer um. Uma pena não ter um pouco mais de investimento, visto que as moscas do sótão ficaram bem mal feitas.
Amo tanto filmes de terror que e sei que a maioria é sempre tão ruim que quando surge um bom, até duvido e custo acreditar. Hereditário é um desses, O último filme que me surpreendeu antes desse tinha sido A Bruxa e mesmo sendo completamente diferente, trazendo seu próprio demônio exclusivo e ideia de inferno, o filme mesmo deixando algumas coisas vagas e sem explicação, conseguiu ser excepcionalmente bom, diria que faria mais jus a obra uma série de episódios pra ser melhor explorado.
Até gostei do filme apesar de eu ter achado fraco e com problemas de roteiro e continuidade. o final foi péssimo. Fora isso, é um bom passatempo pra quem gosta do gênero de terror...
Temos os filmes ruins, os filmes horrorosos e temos os filmes que ficam ainda abaixo disso. Hereditário é o exemplo perfeito. Algumas considerações importantes : Qualquer nota além de 1 estrela, entendemos que as pessoas perderam completamente o senso crítico ( e do ridículo também). Outro aspecto que deve ser citado. Os boletos chegam para todos. Até para Toni Collete e Gabriel Byrne.
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