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gilmar vicente s
3 críticas
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1,0
Enviada em 7 de outubro de 2020
O filme só tem dois pontos positivos: O elenco e a fotografia, de resto nada se aproveita mesmo com a boa atuação do dito elenco! Não é um filme pra quem tem mais de 15 anos ou espera pelo menos um bom enredo já que se trata da irmã do Sherlock Holmes! Mas o ponto mais negativo é a quebra da quarta parede que acontece quase o tempo todo e é feito de maneira amadora e quase infantil...nota 2
O filme tinha potêncial para ser mais do que foi. A ideia de ter uma história sobre a irmã do Sherlock Holmes é bastante interessante, mas não foi bem executada. O roteiro se baseia no uso muito exacerbado de clichês, super exposisão desnecessária e, também desnecessárias, várias quebras da quarta parede. Isso tudo joga o filme lá pra baixo. O grande ponto alto do filme é Millie Bobby Brown, mostrando talento e muita carísma.
“Enola Holmes” traz uma abordagem mais informal e descontraída para figuras já consagradas do universo do detetive criado por Arthur Conan Doyle. A produção têm a intenção de agradar e atrair o público jovem, e para isso, aposta em retratar a jornada de amadurecimento da jovem Enola Holmes (Millie Bobby Brown). Ela está sozinha pela primeira vez e têm que aprender a se virar. A protagonista é cativante e tem uma personalidade forte, Enola não exita em confrontar seus irmãos mais velhos Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock (Henry Cavill). No dia do seu aniversário de dezesseis anos sua mãe Eudoria (Helena Bonham Carter) desaparece e essa é a fagulha que inicia a trama de auto-descoberta e investigação da garota. Em sua busca pela mãe a detetive acaba salvando o jovem lorde Tewkesbury (Louis Patridge) e assim seu primeiro caso “cai” literalmente em seu caminho.
A trama parte da ideia de busca da figura materna e assim permite que a personagem expanda seus horizontes e viva experiências se descobrindo a cada etapa do percurso. Para isso o diretor Harry Bradbeer escolhe um enfoque dinâmico e ágil. Harry recentemente trabalhou na série “Fleabag”, alguns aspectos e elementos narrativos muito utilizados na série repercutem nesta obra, que têm sua história baseada em uma série de livros “Os Mistérios de Enola Holmes” da autora Nancy Springer. Seguimos em um ritmo acelerado que nos leva a vários cenários diferentes acompanhados por uma trilha sonora que ajuda a deixar a investigação mais dinâmica. Millie Bobby Brown é carismática e consegue trazer a arrogância dos Holmes ao mesmo tempo em que nos cativa e deixa interessados em suas buscas e experiências. Suas constantes quebras da quarta parede inicialmente surgem como uma interação simpática e funciona em prol da narrativa. Porém ao decorrer do filme se torna um elemento repetitivo e didático.
São poucas as sequências em que a investigação é o destaque, e as constantes explicações da protagonista deixam tudo ainda mais banal. Sabemos tudo o que ela pensa, tudo o que ela faz e tudo o que pretende fazer. O caso é simples, e já na metade da trama é possível saber seu desfecho. Outro recurso utilizado ao extremo são os flashbacks de Enola e sua Mãe. É um acerto do longa focar na jovem Holmes e tirar de cena seus irmãos mais famosos. Henry Cavill e Sam Claflin estão bem muito bem em seus personagens, são elegantes e trazem uma abordagem mais clássica para os irmãos. Mesmo com poucas participações eles geram interesse e chamam atenção. Por causa disso, talvez fosse mais interessante que os personagens tivessem menos importância no roteiro. Mycroft vê a irmã como uma “criatura selvagem” e está constantemente irritado com ela. Sherlock segue suas investigações frias e no decorrer dos acontecimentos passa dar atenção a irmã, porém de início é indiferente a ela.
As constantes explicações de tudo que vemos em tela incomoda. Elas vão além dos mistérios e passam também pelo texto da obra. Todas as reflexões sobre a emancipação feminina, sobre os abusos que mulheres sofriam na época e a luta por direitos iguais são bem vindas e necessárias. Mas poderiam ser menos didáticas, a impressão que fica é de que o roteiro a todo momento está com medo de que o espectador não esteja entendo seus acontecimentos e suas importantes discussões. O texto enaltece a todo momento a emancipação feminina, por isso, incomoda um pouco que em alguns momentos Enola precise de resgates e ajudas de personagens masculinos, principalmente nas figuras do lorde Tewkesbury e de Sherlock Holmes.
Eudoria cria sua filha para que se torne uma mulher independente e forte. E isso acontece. “Enola Holmes” funciona como o primeiro episódio de uma série, introduz uma protagonista carismática e com personalidade que pode e deve se aventurar em seus próprios mistérios e investigações.
Filme destinado ao infanto-juvenil. Trama fraca, e roteiro se perde no 2 ato. O filme até pode divertir as crianças, e ao mesmo tempo tenta fazer uma crítica social e também tenta ser feminista, mas passa uma mensagem muito fútil, sem profundidade. Millie Bobby Brown podia estar melhor no papel. Filme de fim de domingo que só ficou famoso pela atuação de Millie.
O filme é divertido, mas as soluções narrativas deixam um pouco a desejar. Alguns trechos são muito forçados e outros dificilmente críveis. No geral, é um bom início para uma possível série de filmes que podem, facilmente, superar este primeiro, ainda mais por retirar a necessidade de tempo de tela para apresentar a personagem que este filme teve.
Filme muito divertido,enredo simples e funcional,produção de alto calibre,elenco fantástico,trilha sonora ótima,protagonista extremamente carismática,são duas horas que passão voando.
O filme Enola Holmes é sem dúvidas um dos poucos acertos da Netflix. Trazendo para o elenco nossa querida Millie Bobby Brown que fez um grande papel em Stranger Things, apesar de ser papéis nada semelhantes. No filme Enola Holmes, nós vemos Bobby Brown de uma forma mais solta, e que papel foi esse, o filme simplesmente me cativou do começo ao fim, não só pela atuação dos personagens mas pela fotografia a trilha sonora, que deixa a obra simplesmente muito agradável de se ver. Com uma historia simples, Enola rouba a cena e muitas vezes nos fez esquecer que esse filme se traspoiler: ta da irmã mas nova de Sherlock Holmes, ou seja como se fosse uma obra independente.
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