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MichaellMachado
1.123 seguidores
538 críticas
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4,0
Enviada em 26 de setembro de 2025
Não é filme de terror, esquece. É um suspense psicológico que te mostra o quão podre a ambição pode ser, com uma direção seca, sem frescura. Sim, é longo. Mas o ritmo te prende. A história é densa, o visual é classudo, impecável. O final é inevitável e pesado.
Você espera tudo do filme e não tem nada... não acontece um drama, nem um suspense, nem um romance. .. 2 horas e meia de tédio! Abandonei o filme quase no final. Não vale o tempo perdido
Esperava mais desse filme. Principalmente com um elenco incrível e com um diretor tão eficiente como Guillermo del Toro. O filme tem muitas qualidades mas o desenvolvimento é lento e não apresenta um bom desfecho .
O Beco do Pesadelo é um suspense psicológico bem interessante. Não é o melhor de Guillermo del Toro, mas... é Guillermo del Toro. No decorrer dos primeiros 20 minutos podemos desistir do filme, pois não causa expectativa. Porém, começamos a ser surpreendidos com a história, que gira em torno de um homem meio misterioso que se envolve com uma trupe num circo de charlatães que enganam as pessoas. Stanton Carlisle, interpretado por Bradley Cooper, aprende truques telepáticos e passa a enganar as pessoas, ganhando muito dinheiro. Vigarista, manipula pessoas tristes pelas perdas de seus entes queridos; ele faz contato com o além, com pessoas mortas, trazendo alento aos parentes. Com ajuda de uma misteriosa psicóloga, engana um poderoso e perigoso magnata, e a coisa se complica. E o fim do filme, tem tudo a haver com seu início. Um filme de 2h30, que além de Bradley Cooper, atuam Cate Blanchett, Toni Collette, Willem Dafoe, Ron Perlman e Rooney Mara. Disponível no Prime Vídeo. O IMDb o avalia com nota 7. E eu também atribuo nota 7. E 4 estrelas.
Excelente. O filme até parece o desenho da vida de muitas pessoas neste mundo, vivem de destruir os outros. Pra todo começo tem um fim, e todo fim é um começo. (Sendo honesto eu não poderia nem mesmo tentar reduzir a nota pois assisti de forma errada, pedaço aqui, pedaço ali, um dia um pouco, tempos depois... Então tentando ser justo... Vale ver de novo).
Seria esse filme a dramatização da máxima "aqui se faz, aqui se paga"? Ou talvez um teste para ver quem descobre porque, afinal, a advogada quis fazer o que fez com o "charlatão", quando bastaria denunciá-lo? Será que ela queria se provar como "a vilã do ano"? Ou ainda um experimento para testar até onde Del Toro pode ir para produzir um filme chato e esquisito?
Guilhermo del Toro é didático. "O Beco do Pesadelo" é bem produzido, bem dirigido, tem uma fotografia com uma paleta de cores e iluminação que remete a um Reembrant e um roteiro que, embora bem feito, poderia ser mais ágil em certos momentos. Apenas o citado didatismo de del Toro antecipa ocorrências que seriam mais impactantes se mantivessem o fator surpresa. Exemplo: Pete discorrendo sobre os porquês de ter abdicado do seu número impõe ao espectador, medianamente atento, uma antecipação do proceder de Stanton a partir daí. Excelentes atuações, cenários e figurinos alicerçam uma história que nos prendem à poltrona.
“O Beco do Pesadelo”, filme dirigido e co-escrito por Guillermo del Toro, está centrado em torno da sua personagem principal, Stanton Carlisle (Bradley Cooper): um homem sem perspectivas e envolto em certo mistério, que cai de paraquedas numa companhia de artistas circenses - local onde encontra abrigo, faz amizades e descobre o dom de desenvolver atividades que envolvam a telepatia.
Está claro, desde o primeiro momento de “O Beco do Pesadelo” que Stanton tem ambição. Ao descobrir a telepatia, ele enxerga, também, uma oportunidade para manipular as pessoas. Alçando voos mais altos, ele deixa para trás o circo; e, numa cidade maior, evolui o seu show, passando a influenciar emocionalmente o seu público, atuando como o vigarista que, na essência, ele é.
Além do costumeiro esmero técnico dos filmes dirigidos por Guillermo del Toro, um outro elemento chama a atenção em “O Beco do Pesadelo”. Boa parte de seus personagens são moralmente questionáveis. Alguns deles, como Zeena (Toni Collette), entendem e respeitam os seus limites. Outros, como o próprio Stanton e a psicóloga Lilith (Cate Blanchett), querem sempre ir além, no entendimento de que a sua esperteza os salvarão. No meio disso, temos as Molly Cahill (Rooney Mara) da vida, que são as verdadeiras vítimas dessa história, com as suas crenças na salvação dos manipuladores.
A pegadinha, em “O Beco do Pesadelo”, é que Guillermo del Toro, em nenhum momento tenta humanizar Stanton. Pelo contrário, o peso de seus atos são uma sombra sentida em cada cena. O erro capital de Stanton foi não ouvir as pessoas ao seu redor. Ao final do filme, frases como as de Pete (David Strathairn), o seu mentor, ecoam na nossa mente, principalmente aquela em que ele diz: “quando um homem acredita em suas próprias mentiras, começa a acreditar que tem o poder, ele fica cego. Porque, agora, ele acredita que tudo é verdade. E as pessoas se machucam - pessoas boas e tementes a Deus. E, então, você mente. Você mente. E, quando as mentiras acabarem, aí está a face de Deus, olhando diretamente pra você. Nenhum homem pode fugir de Deus, Stan”.
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