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Kelvi Andrade
3 críticas
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0,5
Enviada em 19 de maio de 2020
Filme horroroso, que nojo! Realmente revoltante, algo que no meio se tornou totalmente sem sentido! Não recomendo!!! Sinceramente pessimo, tempo perdido!
O filme é bom porém sem desfecho. Ficamos sem saber o q acontece com o doutor, pq o pai do garoto estuprador já havia ameaçado ele e com ctz ele iria ligar a morte do filho a ele, ainda mais q tem uma cena q mostra ele nas câmeras da boate. Isso eu fiquei sem entender! Outra vacilo foi o doutor não ter extraído o vídeo do celular do garoto q ele roubou, salvava no pc dele e depois levava para a polícia.
A rapaziada critica o filme porquê é muito acostumada com aqueles enredos onde tudo sempre acaba bem no final, só que a vida não é bem assim não !!! Bom filme pra quem gosta de realidade e odeia clichês. Bom para nos fazer refletir como as pessoas agem nos seus momentos de máximo estresse... Não dou 5 estrelas pois o roteiro ás vezes me pareceu meio travado....
spoiler: Fiz questão de criar uma conta para tecer essa crítica porque, depois de ler tantos comentários que demonstram falta de compreensão do filme, eu não poderia deixar de pontuar algumas questões.
O filme traz uma discussão interessantíssima sobre o senso de ética e justiça que permeiam a sociedade. Com isso, a história nos apresenta logo de início uma linda relação de pai e filho. Nos apegamos aos personagens porque a narrativa foca nessa vida familiar.
Quando o filho é espancado, nos deparamos com o primeiro ato de violência. O pai, inconformado pela violência cometida contra seu amado filho, começa a nutrir um sentimento de raiva. A princípio, busca provas para apresentar à polícia. Contudo, como as provas são obtidas ilegalmente, a polícia não pode aceitar e ainda o prende. Esse acontecimento marca o rompimento com a crença na justiça, agravando a sensação de raiva e injustiça.
A partir desse momento, o pai se vê sozinho e decide fazer "justiça" com as próprias mãos. Depois de inúmeros dilemas se é certo fazer algo - a maioria desses dilemas ficam visíveis nas feições e comportamentos -, resolve matar um dos garotos que espancou seu filho.
O filme chega a ser catártico nesse momento, pois, ainda que saibamos que vingança com as próprias mãos nunca é a melhor alternativa, compactuamos com o acontecimento por acompanharmos todo o sofrimento do pai.
O brilhantismo da obra, contudo, vem ao final. Quando a ex-namorada mostra cenas de um estupro praticado pelo mesmo garoto que fora espancado, fica claro o motivo do espancamento. Todo o sentimento de "solidariedade" ao pai vai por água abaixo e só nos resta questionamentos importantes, tais como: É correto fazer justiça com as próprias mãos? Temos conhecimento de todos os fatos? Conhecemos as pessoas que nos cercam? Elas sempre merecem defesa, não importa o que façam?
Como pudemos perceber, o filme aborda muitas questões e mexe com o espectador por vários motivos. É como se fôssemos traídos durante a história, Acreditávamos que o garoto era uma boa pessoa, porém foi capaz de estuprar a ex-namorada, a quem o pai, depois de saber toda a verdade, ainda trata mal e a manda embora. Essa cena revela justamente como vítimas de estupro são tratadas, além de escancarar toda a hipocrisia envolvida. Afinal, o pai buscava justiça, inclusive foi capaz de fazê-la com as próprias mãos, mas quando descobriu que seu filho era o causador de tudo aquilo, que era um estuprador, seu sentimento de "justiça" desapareceu, a ponto de agredir a real vítima, colocando-a para fora e apagando a única prova do estupro. Vemos aqui revelada a hipocrisia, uma justiça seletiva.
Enfim, o filme é muito bom. O suspense é constante. Há, sim, pontos que ficam aquém do esperado, como trilha sonora e algumas cenas que eram longas desnecessariamente. No entanto, o enredo é bem construído, com pistas ao longo dos acontecimentos, e que, ao final, escancara a sociedade hipócrita em que vivemos.
Filme horrível. Reforça o estigma de "olho por olho, dente por dente", que deveria ter ficado no passado. Além disso, a abordagem do núcleo familiar é feita de forma muito branda, deixando a vingança do pai tomar muito espaço do filme. Chega a ser absurda a ideia de um filme que mostra o lado de um homem que adoeceu (devido às pressões da sociedade, da família e da situação) e tenta torná-lo "menos culpado" por estar buscando a "justiça". Como diz o ditado: A JUSTIÇA É A VINGANÇA DOS FORTES. A VINGANÇA É A JUSTIÇA DOS FRACOS.
As pessoas não entendem a mensagem do filme. Ele faz referência ao fato de a vingança só levar a desgraças. Primeiro que a menina que foi estuprada deveria ter ido a polícia (entendo que isso é difícil por causa do trauma, mas é o certo a fazer para evitar situações como essas). Se ela tivesse feito isso, os responsáveis iriam pagar pelo que fizeram legalmente. Segundo que mesmo que o pai tenha agido de forma errada ao atropelar o menino da moto, a delegada deveria ter olhado o vídeo no celular pq isso levaria aos responsáveis pelo espancamento, já que se caracterizava como uma prova do crime, mesmo que não possa ser usada em tribunal devido às circunstâncias, ainda assim levaria aos culpados que poderiam, então, ser interrogados. Nesse momento o pai se revoltou e deixou de acreditar na polícia. Mas, obviamente, haviam outras formas dele buscar justiça ao invés de matar o culpado. No final, foram todas questões de vingança: o Marcos que estuprou a namorada pra se vingar da traição, o namorado que espancou o ex da menina pra se vingar dele por ela e o pai que matou o responsável pelo filho estar em coma pra se vingar também. Apesar de tudo, consigo entender a reação do pai no final, pq se a menina tivesse contado o que aconteceu desde o início e tivesse ido a polícia, ele não teria matado o garoto. Naquele momento ele perdeu completamente a cabeça.
Um filme que traz a realidade nua e crua. Pois é meus camaradas bem vindo ao mundo real. Esse tipo de filme nos faz pensar que sociedade queremos .. o da justiça? O da impunidade? De fingir que não acontece nada debaixo dos nossos próprios nariz? O pessoal que fuma uma acha que a droga vem da farmácia da esquina? a impunidade está debaixo de nossos olhos.. e o que fazemos.. nada...Esse tipo de filme não é para os que gostam de filme de super herói... Mas sim para os que vê o cinema como uma forma de cultura que nos faz pensar, refletir... Gostando ou não do início , do meio , e do fim...
Bom, se eu pudesse dá um conselho, seria, não perca tempo. A temática seria interessante, mas o filme acaba sendo um desastre, sabe aquele tipo que vemos e pensamos, poxa diretor, pra que isso? É exatamente assim, muitos erros e falta de nexo, ora parece que está indo tudo bem, ora desanda tudo. Não reclamo do final, porque retrata como é a realidade, mas o decorrer mesmo, falhas grotescas.
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