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Diego Galindo
1 crítica
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2,0
Enviada em 1 de abril de 2020
Não gostei... fraco demais. Apesar de mostrar as diferenças sociais através dos níveis do poço, é um filme que deixa uma lacuna enorme, não tem fim, nao podemos afirmar se o resultados das ações modificaram as pessoas e se foi entendido pela administração da forma como os personagens esperavam. Uma das maiores lições que o filme deixa que julgo importante é que podemos ser mais solidários sem depender de campanhas vindas de outras pessoas ou entidades.
Este filme é como uma obra de arte, um quadro pintado para criticar a sociedade atual e todo sistema político, econômico, social, religioso...️piramidal! Não é qualquer um que pode interpretá-lo e entender o diálogo, muito menos redirecionar suas críticas na vida e na sociedade. Não é um filme para se divertir, mas sim para refletir... quem pode mudar esse sistema? Quem tenta mudar chega ao fundo do poço e não tem como mais voltar... DEUS NOS LIVRE!
O filme tem uma trama sensacional. Prende sua atenção e te faz ansear pelo que vem pela frente.
Além disso, tem uma metáfora sensacional. Você pode dar múltiplas interpretações para essa metáfora.
O fim, no entanto, me decepcionou. Acredito que foi um sentimento que atingiu a grande maioria de quem viu, mas que também não tira o brio do desenrolar do filme.
Para as metáforas, segue:
spoiler: A administração (Deus), está acima de todos, sempre nos oferecendo o melhor, e que, conforme descemos (para o fundo dos infernos), vamos chegando ao pior de cada indivíduo. Ou seja, a perfeição está em Deus e vamos nos destruindo conforme nos afastamos dele. Contudo, no fundo do poço se encontra a verdadeira esperança (inocente e limpa), apesar das circunstâncias.
Se olharmos os personagens, cada um tem uma caricatura. O protagonista é a luta do ser humano comum tentando se superar, buscando absolvição, tendo empatia, caindo na tentação, buscando se proteger, buscando proteger outros, gerando empatia e caindo enquanto tenta subir. Seu primeiro colega de cela é o narcisista, pois pensa somente em si próprio, somente valoriza a si próprio e se utiliza dos demais para deu próprio benefício. Sua próxima colega é a pessoa arrependida, buscando salvar a si mesma e aos outros. Seu último colega é a pessoa de fé, transformado em um mártir como Joanna D'arc.
Outra analogia é que o protagonista é O Messias que se sacrificou por todos, seu colega negão é a Fé pura, o idoso a Lógica, a chinesa a Justiça com as próprias mãos e a criança a esperança inocente.
Ao longo dos andares vemos também os 7 pecados capitais. A soberba (colega se cela que diz que tudo é óbvio), a avareza (de quem está nos andares de cima e do homem com dinheiro), a luxúria (dos que buscam estuprar), a preguiça (da mulher com os travesseiros e dos homens na piscina), a inveja (dos que estão nos níveis mais abaixo), a gula (dos que estão nos andares intermediários), a ira (da chinesa contra o mundo).
É uma obra prima. O filme pode ser enxergado de várias formas e visões diferente. Olhando pelo lado espiritual e até psicológico, os níveis são como na nossa vida. Algumas frentes de nós acabam se esbanjando da vida que nos é apresentada todos os dias, e as vezes algumas dessas camadas/niveis que são os sonhos, desejos são esquecidas e acabam "comendo só o resto" do tempo e da dedicação que sobra, já que as vezes doamos o nosso tempo e dedicação a outras coisas, como os prazeres, o trabalho, etc. Observe que no fundo do poço tinha uma criança que precisava emegir, essa criança é o subconsciente, quase todas as crenças dizem que devemos como crianças. Muitos criticam de forma negativa por enxergar somente a questão social.
filme aborda a insensatez humana e a falta de solidariedade para os que estão em situação de maior vulnerabilidade social. Claustrofóbico, tenso e violento.
Um filme incrível, com profunda crítica social. Realmente não foi feito para ser assistido e sim para ser digerido, analisado, dissecado. spoiler: O final não diminui em nada o peso social da obra, entendo como uma representação do fim incerto daqueles que tentam desmembrar um sistema perverso.
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