Era uma Vez em... Hollywood
Média
3,9
1570 notas

218 Críticas do usuário

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Alexandre S
Alexandre S

92 seguidores 150 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Mesmo estando longe do inesquecível Pulp Fiction, Tarantino volta com seu humor irreverente e debochado, tendo DiCaprio e Brad Pitt uma otima performance, da ironia no detalhes. Finaliza com mérito!
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2019
"Era uma vez em Hollywood" é sobretudo em primeira instancia uma homenagem. Homenagem á época dourada do cinema dos anos 60, uma homenagem a Clint Eastwood, Sergio Leone ,John Wayne, Giuliano Gemma, Henry Fonda e a muitos, muitos outros atores e diretores que marcaram a época, mas principalmente, uma homenagem a promissora atriz Sharon Tate, assassinada de forma repentina e cruel no final dos anos 60 pelos seguidores de Charles Manson. Tal ponto nos leva a outra etapa do filme, a cruel e deliciosa vingança proposta por Tarantino.


O longa tem um roteiro conturbado, uma enrolação entre os dois primeiros atos, além de personagens sem desenvolvimento e muitas cenas que ficam completamente alheia ao plot principal, porém, uma dessas cenas, tem um sentido maior que servir ao roteiro, elas servem como uma homenagem, e cumprem seu papel, mas isso não exime o nono filme do Tarantino, famoso pelos roteiros e já indicado ao óscar por tal quesito de deixar tantas arestas e enchimento de tela durante as quase três horas de longa, porém, os outros quesitos técnicos e artísticos são tão bons que essas quase três horas passam voando.



Em termos de atuação, não temos erros, todo o cast do filme é espetacular, deste os principais até os grandes astros, como por exemplo Brad Pitt, que está extremamente a vontade e se divertindo em seu papel, o ator, que se entrega a idade e ao seu personagem faz uma ótima atuação e pode pintar no óscar como coadjuvante, Leonardo DiCaprio também está otimo, fazendo uma atuação extremamente efusiva e dramática, ele não fez nada muito diferente do que já fez em outros papeis, mas mesmo assim é ótimo, Margot Robbie também está bem, e quem merece outro destaque, embora tenha uma curta participação é Margaret Qualley, fazendo uma sensual, sombria e assustadora personagem que serve como pivô de apresentação a seita de Manson, outro personagem que pouco aparece mas está ótimo é Mike Moh como BruceLee.


Tecnicamente o filme apresenta erros, como principalmente, em transições, cortes e continuidade, porém a grande maioria parece ser de forma proposital, como uma espécie de assinatura controversa do Diretor, os outros pontos, como ambientação, composição de cenário estão espetaculares, uma fotografia extremamente quente, que combina com a ótima ambientação seiscentista da obra. Outro ponto fortíssimo é a trilha sonora, que aqui se faz presente de modos bem diferentes, temos musicas clássicas de outros filmes da época, musicas pop da época, trilhas incidentais, e sempre que um personagem entra no carro, temos a radio da época tocando, um pequeno, lindo e maravilhoso detalhe, uma trilha que talvez não fique tão marcante como Kill Bill ou Pulp Fiction, mas que nos conquista pela diversidade, criando um contexto único a obra, que não fica só na trilha, o som do filme em geral é muito bem editado, tais quais os ângulos de câmera usado pelo Tarantino, o diretor sabe muito bem como filmar seus atores e tirar o máximo de suas atuações só usando as câmera, porém, a montagem do filme apresenta problemas de coesão e continuidade como já citado.


Quando assistimos "Era uma vez em Hollywood" sentimos o amor de Tarantino ao cinema, isso fica claro, o diretor quis homenagear de todas as formas possíveis os gêneros que marcaram a época da sétima arte, e faz um filme sobre filmes, para amantes de filmes, isso cria um distanciamento com o publico que está por fora desse universo, o excesso de referencias visuais, fotográficas e sonoras não faz sentido para o grande publico, que fica sem saber exatamente qual núcleo da historia ele deve acompanhar, visto que tudo parece uma criação de contextos para falar e homenagear o cinema, uma grande salada de fruta cujo o roteiro aparece discretamente aqui ou ali, isso é um problema. Porém o amor pelo cinema aqui exposto não me deixa desgostar desse longa, muito pelo contrario, apesar de alguns problemas, é um filme feito para nós que amamos cinema guardamos no coração.


"Era uma vez em Hollywood" está longe de ser perfeito. porem o longa de quase três horas é uma dedicação de amor a sétima arte e tudo que a envolve, musicas, coreografias, atores e gêneros, uma dedicação, uma carta aberta que traz colírios aos olhos dos amantes da telona, o publico geral pode não sentir a mesma coisa e ficar muito perdido e entediado durante o longa, mesmo com o ótimo elenco, mas não podemos negar, é um filme legal que cumpre seu objetivo e com certeza estará na lista de favoritos de muitos, se você gosta de cinema, você precisa assistir "Era uma vez em Hollywood" .
Edivan C
Edivan C

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Filme muito bom. Ótimo roteiro, com um final que é a marca registrada de Tarantino. Certamente há outros filmes do diretor que são superiores a este, a exemplo do último, “Os oito odiados”, porém mesmo assim, o filme é ótimo.
Isabel
Isabel

7 seguidores 48 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2019
Reunião de DiCaprio e Pitt sob a direção de Tarantino,com sutilezas numa era de revolução e declinio
Sidney  M.
Sidney M.

29.816 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de setembro de 2019
Depois de procurar entender mais sobre as referencias que o filme abordou, ao assisti-lo novamente consegui entende a sua grandeza. Opinião mudada, filmaço!
Luciano R
Luciano R

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de agosto de 2019
Quando 2:40h da sua vida passam num estalar de dedos e você nem percebe o tempo, é sinal de que a coisa estava muito boa.
É claro que você já tem que ir ao cinema sabendo quem é Charles Manson (isso não é spoiler). O pano de fundo do filme é uma tragédia que certamente ainda é dolorida nas entranhas hollywoodianas e dá um imenso frio na espinha de se imaginar o desfecho. Mas o filme é engraçado e divertidíssimo. Como fechar essa equação? Seria polêmico e seria tabu, se não fosse Tarantino.
Esse filme são vários filmes num só. Todos eles brilhantes. É uma sucessão de esquetes geniais, algumas delas antológicas. Está lá a enxurrada referencial (e auto referencial) que não deixa a gente piscar nem um segundo.
O elenco especialíssimo abre sorrisos a cada primeira aparição. Di Caprio “rouba a cena” (ao roubar a cena no filme dentro do filme). É metalinguagem com uma genialidade que só a dupla Tarantino / Di Caprio conseguiria fazer.
Tragam os Oscares para esses homens!
Chumbens J
Chumbens J

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de agosto de 2019
ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD
(Once Upon a Time... in Hollywood - 2019)

Quentin Tarantino é um sujeito que não gosta da mesmice.

Quando, ainda jovem, trabalhando em uma locadora de filmes na Califórnia, resolveu escrever roteiros de filmes que saíssem da normalidade padrão da época, onde misturaria humor e violência extrema com muito sangue (o chamado gore). Daí surgiram os roteiros de “Amor à Queima-Roupa (1993)” e “Assassinos por Natureza (1994)”. Contudo, não satisfeito com o rumo incerto de seus roteiros nas mãos dos outros, resolveu dirigir seus próprios trabalhos. Começou por “Cães de Aluguel (1992)” que foi seguido de outros sucessos estrondosos.

Tarantino sempre gostou de explorar seus personagens, mas sem perder a oportunidade de colocá-los nas mais inusitadas e selvagens situações. Eis que resolveu inovar novamente. Desta vez dentro de seu próprio universo. Passou a achar mais interessante a busca pelo personagem em tudo o que ele representa e que pode mostrar, sem se preocupar tanto com o aonde isso pode levá-lo. Experimentou um pouco disso, de leve, em "Jackie Brown (1997)", mas voltou atrás, talvez devido a baixa recepção do público. Quase duas décadas depois fez novamente em “Os Oito Odiados (2015)”, dessa vez um pouco mais.

Eis que em seu novo trabalho resolveu que é isso que ele deseja fazer, surpreendendo a muitos com uma história que não se importa tanto com desfechos, mas sim com o amor ao cinema e seus personagens, tanto dentro quanto fora das telas.

Na trama, ambientada na Los Angeles de 1969, e que dura apenas três dias (um final de semana em fevereiro e um dia em agosto), temos três figuras marcantes: Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um famoso ator de TV que está com a carreira em declínio por ter tentado de forma fracassada migrar para o cinema, não aceitando que os tempos são outros e que a fila anda para todos no cruel mundo de Hollywood, apesar de ainda conseguir papéis na TV. Cliff Booth (Brad Pitt), antigo dublê de Dalton que hoje serve de seu faz tudo e amigo de todas as horas, não se incomodando com nada e sempre sorridente. Por fim temos Sharon Tate (Margot Robbie), jovem atriz em início de carreira que adora passear pela cidade, ir a festas badaladas e ter a sorte de ser mulher do diretor Roman Polanski no auge de seu estrelato. Os três vivem tranquilamente, mas o perigo vem rondando suas vidas, pois esse ano foi marcado por crimes brutais na cidade, sendo o maior deles atribuído a Charles Manson e sua seita.

Se a carreira de Tarantino fosse representada por fases da vida, filmes como Pulp Fiction (1994), Kill Bill (2003-2004) e Bastardos Inglórios (2009) seriam sua juventude e “Era uma vez em Hollywood” a fase realmente adulta. Fase essa que chegou de vez e sem possibilidade de volta (já que pretende fazer apenas mais um filme autoral).

Sendo assim, alguns fãs mais fervorosos do gore produzido pelo diretor em outros filmes podem ficar um pouco decepcionados, tendo em vista a expectativa criada durante duas horas de apresentação de personagens para na hora final (é, o filme tem três horas) não sentirem-se totalmente saciados, apesar do gore estar lá.

Contudo, tem muito Tarantino sim no filme, seja pela sempre e ótima trilha sonora de seu arquivo pessoal, pelas referências ao cinema, pelas mudanças da história de figuras reais como Bruce Lee e até mesmo pelo estranho fetiche por pés que nunca falta em seus filmes.

Quentin Tarantino é um sujeito que não gosta da mesmice, mas só em algumas coisas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐
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