Era uma Vez em... Hollywood
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3,9
1570 notas

218 Críticas do usuário

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Derek
Derek

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4,0
Enviada em 4 de setembro de 2019
Filme feito pra quem realmente gosta de cinema. São tantas referências a outros filmes e atores que tornam "Era uma vez..." uma bela homenagem do diretor. Esse não é um filme de consumo em massa como tantos que estão saindo na mesma época. Talvez até para os fãs do Tarantino este não seja um grande filme. Porem entrega no fim, como o apresentador da tv anuncia antes do ultimo ato do filme, "o que vocês vieram ver"... spoiler: sangue
.
Anderson L
Anderson L

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de setembro de 2019
Era uma vez em Hollywood se arrasta um pouco mais que "Os oito odiados". É um filme que pouco empolga, provavelmente empolgará apenas os fãs de Tarantino. A história do assassinato de Sharon Tate vira uma "estória" (palavra excluída da nossa flor do lácio na última reforma), e não chega a ser sequer contada.
Não é tão simples dizer se o filme é bom, ruim ou apenas regular. Destaco a "cena do sequestro", em que DiCaprio interpreta um ator decadente e se emociona com os elogios do diretor. spoiler:
Rosangela Machado
Rosangela Machado

8 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de agosto de 2019
A homenagem inesperada que Tarantino faz a Polanski só entende quem passou dos cinquenta ou quem é cinéfilo. É um filme de memória, é uma grande homenagem ao cinema primitivo, como os atores lidavam com a carreira e a fama, tão distante dos modelos tecnológicos atuais. A temática do diretor se repete, na perspectiva de falar do ser humano e suas contradições, sentimentos adversos que embrulham uma única pessoa. De forma caricatural, como é o seu estilo, Tarantino faz uma grande homenagem ao cinema, seus grandes atores e diretores, sem deixar de falar de um momento histórico cheio de contradições, que incluem sonhos e fantasias, traduzidas pela violência, seu principal pilar., .
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 23 de agosto de 2019
Do cinema recente de Tarantino, este chega perto de ser o seu melhor. Bem superior aos bem feitos porém maçantes Os Oito Odiados e Django Livre, porém não chega perto da maestria de Bastardos Inglórios(na minha opinião seu melhor filme). Eu concordo com muitas das críticas que fazem dos filmes recentes do excêntrico cineasta, é bem verdade que ele trocou a experimentação, ousadia, pela construção narrativa meticulosa ala Hollywood clássica, mas acredito que se trata apenas de uma evolução natural que todo grande realizador passa. Afinal, pessoas e seus gostos mudam com o tempo. No começo de sua carreira, porralouquice : Tiro, porrada, bomba e o caralho, filmes ousados e inovadores que mudaram o jogo na indústria e marcaram gerações ( Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill vol. I & II ). A acomodação do diretor nos últimos anos, optando por filmes mais tradicionais estruturalmente e dançando conforme a música da indústria é evidente, mas também é absolutamente inegável o valor das obras mais recentes do cineasta, principalmente no visual e técnica. Em tudo que ele se limitou em comparação as suas obras mais antigas, ele também se aprimorou na mesma medida em diversos outros aspectos. Era Uma Vez em Hollywood encerra( por assim dizer ) a trilogia das fábulas revisionistas de Tarantino, iniciada há 10 anos com Bastardos Inglórios e expandida há 7 em Django Livre. Apenas do ponto de vista técnico, o diretor nunca esteve melhor, com uma reconstrução de época praticamente perfeita, realmente impressionante como reavivaram a Los Angeles de 1969. (quase) todo elenco está muito bem, nenhuma atuação antológica, mas todos os astros principais estão bem a vontade em seus papéis e entregam o que o roteiro pede deles. DiCaprio está bem como o ator decadente Rick Dalton, mas sua escalação não deixa de parecer um "miscast" às vezes, eu particularmente acho que um ator mais velho cairia melhor no papel. Mas quem rouba a cena mesmo é Brad Pitt, neste que parece ser o papel que marca uma mini ressureição do ator do cinema este ano. Margot Robbie não tem muito de espetacular para fazer com sua personagem, mas está convincente. Enfim, não é o melhor filme do icônico diretor, mas é uma boa diversão contracultural tarantinesca que todo cinéfilo fã dele curte. E o terceiro ato é simplesmente sensacionalmente maluco. NOTA: 8
Murilo
Murilo

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4,5
Enviada em 22 de agosto de 2019
Quem foi assistir este filme sabendo o tipo de obra q o Tarantino faz, provável gostou do filme. Uma história dentro de outra historia e no final pura criatividade e arte. Show.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de junho de 2025
Eu vou manter abaixo a crítica original, mas digo que após ver uma segunda vez, com um pouco mais de conhecimento sobre a época, aumentei a nota. É fantástico. Ainda não gosto de como Bruce Lee foi tratado, mas por outro lado, que final satisfatório.
Era uma vez... difere de outros filmes do Tarantino. Não é uma história cheia de ação e violência. Não é o melhor filme de Tarantino, mas talvez seja o filme que ele sempre tenha sonhado em fazer. Uma homenagem à uma Hollywood a qual ele é apaixonado, uma mistura de realidade e ficção.
Dicaprio traz a melhor performance o filme, elevando as cenas em que atua. Pitt tem o melhor personagem, um anti herói divertido e durão. Robbie interpreta Sharon Tate. Embora, em primeiro momento, as cenas dela pareçam pouco importantes, elas homenageam Tate, mostrando como era promissora a carreira da atriz. Tarantino errou feio na retratação de Bruce Lee, que é mostrado no filme como uma pessoa arrogante e que provoca brigas, o contrário do que se sabe sobre ele.
No desenrolar do filme não vemos uma missão clara para os personagens, não sabemos exatamente o que devemos torcer para acontecer, mas isso não chega a ser um problema, uma vez que nos sentimos tão confortáveis vendo a história desses personagens. Porém, para um filme de 2h40, talvez isso tenha tornado um pouco cansativa a experiência.
Mas isso é corrigido com o final. Quando os eventos derradeiros chegam, é exatamente o que...não esperávamos. spoiler: Tarantino reescreve a história de uma maneira brilhante e com seu estilo. Nessa história temos um final feliz pra Sharon Tate, temos os vilões psicopatas mortos de uma maneira que deixa óbvio é o diretor do filme e, como não tivemos alguém levando tiro nos órgãos genitais, tivemos alguém tendo seus órgãos genitais devorados por um cachorro.

Diferente de tudo que já vimos do Tarantino e ao mesmo tempo com a cara do Tarantino.
Diniz L
Diniz L

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4,5
Enviada em 22 de agosto de 2019
Apenasincrivel, filme genial baseado em uma tragédia q abalou Hollywood na época, pudera ter sido assim?! Matado esses assassinos!!! Quem critica negativamente não faz nem ideia no q o filme está baseado, antes de julgar, estude sobre filme, o pq ele foi feito, baseado em q?! Rico em detalhes uma belíssima homenagem aos pessoas q não tiveram chance, uma mãe q não pode ver ser filho nascer. As musicas como sempre apaixonantes, ahhh sou fã Tarantino ele uns dos gênios que nascem a cada 100 anos, ♥️✨
Michael W.
Michael W.

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4,0
Enviada em 21 de agosto de 2019
O filme surpreende com a proposta, saí da sala de cinema com a sensação de que foram tantas, as referências, que preciso ver no mínimo mais uma vez para sacar todas.
A narrativa envolve e por muitas vezes pode parecer "arrastada", mas compensa com o clímax. E que clímax!
Para quem conhece o período histórico em que se passa o filme, entender o direcionamento que o Tarantino dá ao ocorrido é quase como lavar a alma, em seu melhor estilo. E sobre a obra parecer chata... Ok, até entendo, eu mesmo me peguei bocejando algumas vezes, durante o terceiro ato, mas depois entendi que em muitos momentos o ponto ali foi nos apresentar e desenvolver dois personagens e seus lifestyles, personagens estes humanos, pessoas "comuns", sem megalomanias. É um filme pé-no-chão. Sem cenas épicas como as de Django, sem uma trilha sonora memorável como a de Kill Bill, sem diálogos envolventes como os de Pulp Fiction, mas com sua própria característica.
O filme não se prende ao que o diretor já vinha trazendo, ele entrega o que propõe.
Como comédia ele agrada, as piadas são expositivas e sarcásticas, a violência e a fotografia são um show à parte e as atuações dispensam elogios. Sem dúvidas o filme me ganhou.
Para fãs do cineastra e aspirantes, recomendo bastante. Para quem gosta de filme mais palatável e fácil de degustar, passe longe.
PH Bentes
PH Bentes

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de agosto de 2019
Era Uma Vez em Hollywood definitivamente é um filme para quem gosta e entende de cinema. Talvez, por isso, as críticas estejam tão divididas, seja na imprensa ou entre os cinéfilos [fãs ou não de Tarantino].
O nono filme do diretor é uma aula de cinema para quem realmente ama a sétima arte. Os planos sequências, ângulos, fotografia e edição parecem sugerir uma nova personagem, a própria Los Angeles dos anos 60’s, um fetiche que já se repetiu em outra obra de Tarantino.
É inevitável que todo filme que o diretor estreie seja comparado a Pulp Fiction [sua obra-prima]. Se o primeiro se imortalizou pela sua violência desenfreada e um roteiro genial não linear, o último trabalho do cineasta será conhecido por ser um dos menos violentos e, ao mesmo tempo, seguir por uma linha reta de maturidade e nostalgia.
Para quem conhece bem o diretor, as semelhanças entre as duas obras são as constantes referências a cultura de cada tempo e o impecável desenvolvimento de suas personagens. Em “Era Uma Vez”, Tarantino repete aquilo que o diferencia dos demais: a implementação de todos os recursos cinematográficos para a construção das personagens.
Aqui, o cineasta dedica boa parte do filme a desenvolver os arcos das protagonistas, interpretados por Di Caprio, Pitt e Robbie, que acabam por se convergirem a um final que não podia ser menos “tarantinesco”.
É justamente nos minutos finais do filme que o telespectador mais sensível percebe que o discurso da violência não precisou vir carregado de sangue e barbárie, mas em uma construção minuciosa e [que D’us nos perdoe] quase justificável.
Basicamente, é uma resposta a uma indústria que sempre ensinou e espirrou violência nas telas dos cinemas e da televisão. Violência essa que é usada nos minutos finais para encerrar uma era em Hollywood, onde a inocência foi violada e os ideais corrompidos.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Quem me conhece minimamente sabe que Tarantino é um dos cineastas que mais admiro pela miscelânea cinematográfica que atestam seu padrão de qualidade. Seus filmes são sempre surpreendentes na forma com que ele narra suas histórias rocambolescas. Todos seus filmes são excepcionais ao seu modo, o que é algo plenamente admirável e raro na indústria do cinema. Claro que filmes tidos como menores e mais “modestos” como À Prova de Morte e Jackie Brown, que me parecem mais despretensiosos que os demais de sua filmografia, estão ali para mostrar o talento de Tarantino ao dirigir seus atores e mostrar seu talento como roteirista e mestre de cenas violentas. Agora, seus filmes mais famosos e, invariavelmente mais pretensiosos, têm em sua companhia Era Uma Vez Em... Hollywood. Trata-se de uma fábula tarantinesca que demonstra mais uma vez o amor do cineasta por filmes. Ele homenageia e, com seu cinismo habitual, também ri de si mesmo numa ode a Hollywood, mostrando seu lado cruel e lúdico em quase três horas de duração. Além de prezar pela técnica impecável, que desde Kill Bill sobressai aos olhos, ele aqui nos brinda com uma narrativa um tanto irregular, mas ainda assim bem construída devido ao seu talento em contar histórias e prender a atenção mesmo quando não há muita ação envolvida. Seus diálogos até me pareceram mais brandos, embora sempre ácidos e bem pensados. Há cenas extremamente bem construídas que valorizam o trio de protagonistas: Leonardo DiCaprio está mais uma vez excelente, em um personagem bem complexo e difícil, onde retrata um astro em decadência, mas sensível e humanizado, sem o glamour de celebridade que povoa o imaginário da maioria das pessoas; Brad Pitt, com sua canastrice corriqueira, interpretando um dublê eficiente e amigo, que acaba se metendo numa história paralela bem intrigante; e a excepcional Margot Robbie, que além de hipnotizar por sua beleza estonteante, tem um talento extraordinário, e aqui interpreta a atriz Sharon Tate, em franca ascensão em Hollywood, e se torna vizinha do personagem do DiCaprio, ao lado de seu então marido, o famoso cineasta Roman Polanski, com evidente delicadeza e ingenuidade. No demais, participações interessantes de atores meio sumidos como Emile Hirsch, Damian Lewis, Dakota Fanning, o recentemente falecido Luke Perry, Timothy Olyphant, Kurt Russel, Bruce Dern e Al Pacino. Aliás, vale ressaltar que há cenas incrivelmente bem filmadas, mas não darei nenhum spoiler. Embora seja um filme meio lento, e que poderia ser mais enxuto, trata-se de um filme de alta qualidade, que entretém e deixa um final poético, mudando a realidade como ele fez em Bastardos Inglórios, mas de maneira bem mais humana e bonita. Vale muito a conferida.
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