Era uma Vez em... Hollywood
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3,9
1570 notas

218 Críticas do usuário

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Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de janeiro de 2020
É um filme com uma riqueza de detalhes e com uma fotografia impecável. Mas é um filme longo, fica até cansativo. As cenas de Rick Dalton, poderiam ter sido cortadas pela metade ou então mais cenas para os personagens Cliff Booth e/ou Sharon Tate. Quanto ao final, acho que o próprio título já sugere um final diferente, e esse com certeza foi a cereja do bolo.
Sidelcy guedes de fraga
Sidelcy guedes de fraga

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de janeiro de 2020
Últimos 10 minutos do filme é uma obra prima, porem inicio é muito fraco. Quase 2 horas de filme sem que nada de mais aconteça, nessas 2 horas de monotonia tem 20 minutos dentro de carros com os personagens sem a acontecer absolutamente nada.
Emanuel
Emanuel

10 seguidores 30 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de janeiro de 2020
Quem gosta do que faz, coloca gosto e dedicação dando o seu melhor em cada projeto, se superando trabalho após trabalho. Quando atinge a fama e cai no gosto do público, começa a construir sua marca registrada, com elementos próprios definidores de seu trabalho. Um símbolo, uma forma, gesto, imagem. Os melhores profissionais são percebidos de longe, definidos como o crème de la crème de sua área.

Quentin Tarantino iniciou seu trabalho cinematográfico não como um amador, mas como amante da sétima arte, quando ainda era empregado de uma loja de vídeo-locadora. O diretor foi coletando ao longo dos anos uma cinegrafia tão única, variada e fora dos padrões blockbuster de cinema norte-americano, que o colocou em um patamar onde tudo o que produzir terá mil olhos curiosos aguardando.

Agora, a quase trinta anos desde a premier de sua primeira 5ª Sinfonia Pulp Fiction, em seu nono longa Era uma vez em Hollywood... Quentin cria um pastiche nonsense, com muita crítica e rebeldia a uma indústria cinematográfica hollywoodiana, rápida e ávida por novidades, astros e gêneros da vez, fazendo autocrítica até a sua forma de fazer cinema. Por isso, posso afirmar que conseguiu, audaciosamente, criar um perfeito filme anti –Tarantino.

Diante da volta de tantos clássicos dos anos 80 as telonas, Tarantino rebobina os anos dourados, quando ir ao cinema era um passeio moderno, e mostra o outro lado da Meca do Cinema, do ponto de vista dos atores, e as diversas situações que passaram para se manter no cenário. E enquanto mostra este panorama, passeia em uma cinematográfica Hollywood que só existe em nossa imaginação.

Diretores renomados já usaram desta fórmula para construírem grandes clássicos: Scorcese tem a Invenção de Hugo Cabret, Woody Allen fez Café Society. A combinação de grandes diretores e metalinguagem é sempre reveladora nas mãos destes gênios.


Em seus ultimos três longas, Tarantino segue o mesmo gênero, faroeste, com seu repertório forte em todos os quesitos técnicos, trilha sonora, enquadramento e fotografia. Menos neste. Sua fórmula foi demais, exagerou na dose, misturou o tom de seus filmes mais famosos, com ótimos diálogos, atores de primeira, mas faltou suas famosas cartas na manga, seus ases e suas canastras absurdas, típicas de Quentin Tarantino. A forma de filmagem escolhida pelo diretor deixa o filme com o tom muito básico, muito solar, querendo destacar o glamour hollywoodiano sem ter criado um clima para tanto. Há muita experimentação de roteiro e direção, revelando um diretor querendo se livrar de velhas formulas, transformando nossa experiência cinematográfica em tragédia.

Infelizmente, para o público em geral, os fatos abordados e os personagens reais ali retratados exigem um certo conhecimento. Acho surreal assistir a um filme que, para entender seu sarcasmo, se faz necessário conhecer as referências. Nas artes plásticas é até interessante ter prévio conhecimento do assunto para apreciar uma obra. Na sétima arte passa a ser vertigem.


Mas Tarantino não se importa com nada disso, aliás, marola o filme todo, estende o que quer dizer, filmando para si mesmo, valorizando cenários, prolongando a construção dos personagens, em cenas muito contemplativas, sem... fazer... nenhuma... questão... em.. mostrar... sua... assinatura.

Deixando a última pipoca do pote para o final, apesar de todos os prós, contras, ações e cortes, Tarantino trouxe a tela, com uma visão peculiar, sua carta de amor ao Cinema.

É o melhor filme de Tarantino? Não é, mas consegue ser uma tentativa bem-sucedida, quando o diretor sai de seu modo operante, e demonstra outras habilidades.

O Cinema, afinal, também é feito de boas histórias.
Ligia Moraes Trad
Ligia Moraes Trad

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de dezembro de 2019
Esse filme é xarope, mas não chega a ser ruim. É bem feito, atuações boas, a história é interessante, mas eu fiquei esperando acontecer mais e o mais não veio. Uma pena.
Igor Henrique L
Igor Henrique L

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de dezembro de 2019
O filme demora pra pegar no tranco mas depois te envolve! Faltou um pouco de ação mas tudo bem né!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.295 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de novembro de 2019
Um tanto decepcionado, pela expectativa gerada por ser de um dos melhores diretores de todos os tempos, o grande Quentin Tarantino, que aqui consegue fazer uma boa direção, mas nada de excepcional, nada de deferencial, temos atuações marcantes de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, onde os dois merecem ser indicados, ainda temos Kurt Russell, Margot Robbie e monstro sagrado Al Pacino todos estão bem. O que incomoda nessa obra é a duração de mais de duas horas e meia , poderia ter tido menos 30 minutos, a perca de energia é visível, com diálogos descartáveis, faltou o pouco mais de gore que é característicos de Tarantino, temos apenas no ato final e com desfecho insosso. Era uma vez em Hollywood está na lista dos piores do diretor.
André F.
André F.

1 seguidor 7 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de outubro de 2019
O filme é bom, mas cansa um pouco. A narrativa vai avançando lentamente, como se não houvesse muito que contar. E, na verdade, não há. Tudo está lá como mero pretexto. Um pretexto para encaixar as centenas de referências não só ao cinema, mas às séries de TV, à música, a propagandas. As referências à cultura “pop” são uma das obsessões de Tarantino — como se sabe.

Não dá para esconder: filme longo, cansativo, que merecia vários cortes (mas, em rigor, nem com as tesouradas ganharia coesão).

Não se pode, porém, deixar de dizer que a direção de câmera é primorosa, a edição é arrebatadora (embora pudesse ter podado mais o produto) e a direção de arte é quase obra-prima. A trilha sonora é boa, e a fotografia cumpre seu papel.

Os atores estão muito bem. Brad Pitt infelizmente repete (foi ordem do diretor) a mesma atuação caricata e carregada apresentada em “Bastardos Inglórios”. A culpa não é do ator, senão do diretor.

No fim, sai-se da sessão cansado e um pouco perdido em meio a tantos “Easter eggs”. Mas sai-se convicto de que ainda há em Hollywood cinema autoral e de alta qualidade técnica.

Sai-se satisfeito com o desfecho do conto de Tarantino. No fim, Charles Manson e seus “soldados” perderam. Hollywood e sua “gente do sistema” venceram. A arte foi coroada.
Marcos W
Marcos W

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de setembro de 2019
Fui atraído pelo filme pela sinopse que dava a entender que contaria sobre o assassinato de uma atriz famosa nos anos 70. Mas bastou assistir para ver que era um engodo. Então se for assistir para ver esse caso real você vai se decepcionar. O filme não trata disso. Isso foi apenas um truque, ou chamariz para o filme. No entanto o filme é ruim de forma alguma. É o filme mais curioso que já vi na vida. E por que?
Porque sinceramente o filme não tem absolutamente nenhuma história. Toda a história poderia ser resumida em duas ou três frases: Era uma vez um ator de faroeste com carreira em franca decadência que vivia acompanhado de seu fiél amigo e dublê de suas cenas perigosas. E o que acontece com eles? Basicamente nada. Nada é bem desenvolvido ali. Não há grandes dramas, romance, nada. Mas apesar disso tem algo de muito bom ali: os protagonistas. Leonardo di Caprio está fabuloso no papel do ator de filmes faroestes. Aliás o filme é quase todo preenchido com cenas dos filmes de seu personagem. Apesar de ser um filme enorme e contado bem vagarosamente (já que não havia quase nada para contar) , o final até tem algumas cenas divertidas com certa dose de ação e violência. Porém não é um filme ruim. Mas é um filme para quem gosta dos dois protagonistas: Leonardo e Brad Pitt. É um filme de atores e não de história. Apesar disso eu gostei. Mas não recomendo para quem não curta o Leonardo di Caprio, por que o filme é absolutamente centrado em seu personagem. E verdade sem dita, ele arrasa. Tem uma das melhores interpretações que já vi. E Brad apesar da limitação do personagem sem história também se destaca bastante, principalmente nas cenas finais.
Mariana B
Mariana B

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de setembro de 2019
Ainda bem que Tarantino não é um diretor pra qualquer um. Em Era uma vez em Hollywood, fica mais uma vez claro que quem não acompanha a trajetória do diretor, não consegue perceber as nuances que fazem dele e de seus filmes geniais. Assim como em Bastardos Inglorios e Django, nós temos aquele sabor de vingança e de redenção. spoiler: quem não gostaria de ver os assassinos de Tate mortos? E que Tate pudesse viver a sua vida e criar seu filho em paz?
Mas um aviso: quem não conhece a história de Charles Manson, não adianta ir ver o filme. O filme só não merece 5 estrelas pq tem uma introdução aos personagens que poderia ser vista em 1h. Na minha opinião, esse desejo do Tarantino em fazer o filme dessa forma só pq ele sabe que pode, não é tão legal. De qualquer forma é um filme muito bom, com cenas em grande angular maravilhosas e que vale muito a pena ser visto. Então fica a dica: leia a história de Charles Manson pra poder se preparar pro fim do filme.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de agosto de 2019
Tarantino puxa o tapete de sua legião de fãs e entrega um filme que busca muito mais a reflexão do que a empolgação costumeira de sua obra.
Talvez, em algum anos, se dê a devida importância a este título em sua filmografia, mas por enquanto, a sensação é que, desta vez, faltou tempero e energia.
Apesar disso, não há como não admirar o controle total que o diretor tem atrás das câmeras e o domínio completo das técnicas do cinema ao trabalhar a metalinguagem.
Seu estilo e o apuradissimo senso estético também são pontos altos que elevam a obra, e, casados com os precisos figurino e design de produção, recria a Hollywood dos anos 60 com perfeição.
A montagem oscila entre bons e maus momentos. O movimento circular que percorre entre os 3 protagonistas é responsável por criar a barriga do filme e torná-lo arrastado em grande parte da metragem. Só não cai no tédio pois a incrível cena de suspense mantém o jogo vivo até o final, quando o diretor finalmente se solta e mostra um pouco da sua personalidade.
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