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Vitor Araujo
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618 críticas
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2,5
Enviada em 30 de janeiro de 2020
Homenagem marcante do cinema dos anos 70, entrelaçando com os momentos históricos da época. Uma fábula contada no estilo Tarantino. Mesmo assim, uma história muito arrastada, lenta e por vezes desnecessária. Interessante, porém podia ser melhor.
“Era uma vez em Hollywood” chega como um grandes favorito ao prêmio principal do Oscar 2020. Também pudera, com assinatura de Quentin Tarantino e com dois dos atores mais badalados de Hollywood no elenco, parece covardia... Mas não deve ser bem assim. Na tentativa de fazer mais um blockbuster, Tarantino repete seus esquemas vencedores porém sem o mesmo brilho de filmes anteriores. Tarantino cria personagens um tanto quanto exagerados, beirando a sátira e o cômico, o que o leva algumas vezes a expor atores a cenas ridículas como aquela em que Brad Pitt alimenta seu cão no trailer e as cenas de Leonardo di Caprio fazendo propaganda de cigarro no final do filme, depois dos créditos. O filme tem umas cenas boas como aquela em que o personagem do Di Caprio interpreta seu papel de cowboy durante uma filmagem num saloon de faroeste. Mas tem outras cenas fora de contexto, dispensáveis, quase encheção de linguiça. Não poderiam faltar cenas de violência explícita. Algumas desnecessariamente exagerada, como a surra aplicada pelo personagem do Brad Pitt naquele hippie mal intencionado, e outras porém bem hilárias como a briga dele com Bruce Lee. Ruim foi a ideia de reescrever a história como já havia feito em Bastardos Inglórios onde no filme os Aliados matam Hitler e toda cúpula da SS Nazista. Só que neste filme o esquema de reescrever o desfecho de uma história trágica não teve o mesmo impacto. Se continuar assim, Tarantino vai fazer um filme onde o Titanic no final não afunda, ou melhor ainda: um filme sobre a Copa de 2014 onde por fim o Brasil vence a Alemanha naquela semi-final. Destaque para duas novas atrizes que surpreendem com pequenos papéis. A jovem hiponga que paquera Brad Pitt e a menininha que contracena com Di Caprio na tal cena do saloon. Se Tarantino tinha o propósito de lançá-las, tem boas chances de conseguir alcançar seu objetivo.
Considero o pior filme de Quentin Tarantino. Tipicamente perceptível que ele usou todas as fórmulas para agradar a Academia na sua sede de Oscar, afinal, nunca ganhou como melhor diretor ou melhor filme! Me entristece vê-lo usando sua genialidade para esse objetivo, logo ele que sempre foi despretensioso quanto a fazer filmes para premição. Não irei pagar de cult da mesma forma que não vou dizer que é genial só porque é o Tarantino. Acredito muito na subjetividade de se gostar ou não, longe do coletivo. É um belíssimo tiro no pé e o que salva é a atuação do Brad Pitt. O resto eu prefiro "desver" ou pelo menos tentar.
Tinha uma grande expectativa ao assistir esse filme que julgava ser "o filme". Longa sem objetividade, Tarantino não conseguiu fazer o paralelo do que vivia Hollywood na época com o surgimento da seita liderada pelo Charles Manson, aliás, o filme não fala de nada, cenas finais fraquíssimas, o que salvou foram os atores levando nas costas esse roteiro fraco.
Uma enrolação de quase 3h de filme. As quase duas primeiras horas de filme são cheias de quadros desconexos e desnecessários que não agregam em nada para o desfecho do filme. Basicamente, não há uma história. Única qualidade da obra é a boa atuação de Brad Pitt. Apenas.
Ainda bem que antes de ver o filme, fui pesquisar sobre o caso real do assassinato da Sharon Tate que serve de pano de fundo para o filme. Sugiro que todos façam o mesmo, pois o Tarantino parece que considera que todos já conhecem o caso real e não se preocupa em explicar nada. Quem não sabe a historia real vai entender o filme de forma diferente e com certeza vai ficar perdido. Não sei bem o que ele quis fazer, mas só posso imaginar que foi uma homenagem à Sharon, "salvando-a" do destino tão brutal e impensável que teve, junto com as demais vítimas. As atuações sem dúvida são muito boas ( e o cachorro também merece o globo de ouro...), mas a cena final, marca registrada do Tarantino, passou dos limites pelo grotesco. Foi um retorno ao Drink no Inferno. Vai saber o que se passa na cabeça desse doido (do Tarantino e dos maniacos reais). Mas muito estranho que a crítica esteja morrendo de amores pelo filme.
Muito decepcionado, depois de assistir Oito Odiados, Django Livre e Bastardos Inglórios não tem como não ficar decepcionado. Com certeza o pior filme do Tarantino disparado.
O final foi digno de Tarantino. Mas o resto do filme é perca de tempo. Por favor, não assistam! 10min pro brad Pitt alimentar o cachorro. 15min dele passeando de carro sem nada acontecer. 5 min pra ele fumar um baseado batizado com ácido e nada novamente sem nada acontecer. O filme é uma verdadeira bosta. E são quase 3h de baboseira.
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