Era uma Vez em... Hollywood
Média
3,9
1570 notas

218 Críticas do usuário

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Michael W.
Michael W.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de agosto de 2019
O filme surpreende com a proposta, saí da sala de cinema com a sensação de que foram tantas, as referências, que preciso ver no mínimo mais uma vez para sacar todas.
A narrativa envolve e por muitas vezes pode parecer "arrastada", mas compensa com o clímax. E que clímax!
Para quem conhece o período histórico em que se passa o filme, entender o direcionamento que o Tarantino dá ao ocorrido é quase como lavar a alma, em seu melhor estilo. E sobre a obra parecer chata... Ok, até entendo, eu mesmo me peguei bocejando algumas vezes, durante o terceiro ato, mas depois entendi que em muitos momentos o ponto ali foi nos apresentar e desenvolver dois personagens e seus lifestyles, personagens estes humanos, pessoas "comuns", sem megalomanias. É um filme pé-no-chão. Sem cenas épicas como as de Django, sem uma trilha sonora memorável como a de Kill Bill, sem diálogos envolventes como os de Pulp Fiction, mas com sua própria característica.
O filme não se prende ao que o diretor já vinha trazendo, ele entrega o que propõe.
Como comédia ele agrada, as piadas são expositivas e sarcásticas, a violência e a fotografia são um show à parte e as atuações dispensam elogios. Sem dúvidas o filme me ganhou.
Para fãs do cineastra e aspirantes, recomendo bastante. Para quem gosta de filme mais palatável e fácil de degustar, passe longe.
PH Bentes
PH Bentes

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de agosto de 2019
Era Uma Vez em Hollywood definitivamente é um filme para quem gosta e entende de cinema. Talvez, por isso, as críticas estejam tão divididas, seja na imprensa ou entre os cinéfilos [fãs ou não de Tarantino].
O nono filme do diretor é uma aula de cinema para quem realmente ama a sétima arte. Os planos sequências, ângulos, fotografia e edição parecem sugerir uma nova personagem, a própria Los Angeles dos anos 60’s, um fetiche que já se repetiu em outra obra de Tarantino.
É inevitável que todo filme que o diretor estreie seja comparado a Pulp Fiction [sua obra-prima]. Se o primeiro se imortalizou pela sua violência desenfreada e um roteiro genial não linear, o último trabalho do cineasta será conhecido por ser um dos menos violentos e, ao mesmo tempo, seguir por uma linha reta de maturidade e nostalgia.
Para quem conhece bem o diretor, as semelhanças entre as duas obras são as constantes referências a cultura de cada tempo e o impecável desenvolvimento de suas personagens. Em “Era Uma Vez”, Tarantino repete aquilo que o diferencia dos demais: a implementação de todos os recursos cinematográficos para a construção das personagens.
Aqui, o cineasta dedica boa parte do filme a desenvolver os arcos das protagonistas, interpretados por Di Caprio, Pitt e Robbie, que acabam por se convergirem a um final que não podia ser menos “tarantinesco”.
É justamente nos minutos finais do filme que o telespectador mais sensível percebe que o discurso da violência não precisou vir carregado de sangue e barbárie, mas em uma construção minuciosa e [que D’us nos perdoe] quase justificável.
Basicamente, é uma resposta a uma indústria que sempre ensinou e espirrou violência nas telas dos cinemas e da televisão. Violência essa que é usada nos minutos finais para encerrar uma era em Hollywood, onde a inocência foi violada e os ideais corrompidos.
Alexandre V
Alexandre V

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 20 de agosto de 2019
Filme chato, longo e com piadinhas internas do Tarantino, mas pra diversão do diretor do que do público. Horrível.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Quem me conhece minimamente sabe que Tarantino é um dos cineastas que mais admiro pela miscelânea cinematográfica que atestam seu padrão de qualidade. Seus filmes são sempre surpreendentes na forma com que ele narra suas histórias rocambolescas. Todos seus filmes são excepcionais ao seu modo, o que é algo plenamente admirável e raro na indústria do cinema. Claro que filmes tidos como menores e mais “modestos” como À Prova de Morte e Jackie Brown, que me parecem mais despretensiosos que os demais de sua filmografia, estão ali para mostrar o talento de Tarantino ao dirigir seus atores e mostrar seu talento como roteirista e mestre de cenas violentas. Agora, seus filmes mais famosos e, invariavelmente mais pretensiosos, têm em sua companhia Era Uma Vez Em... Hollywood. Trata-se de uma fábula tarantinesca que demonstra mais uma vez o amor do cineasta por filmes. Ele homenageia e, com seu cinismo habitual, também ri de si mesmo numa ode a Hollywood, mostrando seu lado cruel e lúdico em quase três horas de duração. Além de prezar pela técnica impecável, que desde Kill Bill sobressai aos olhos, ele aqui nos brinda com uma narrativa um tanto irregular, mas ainda assim bem construída devido ao seu talento em contar histórias e prender a atenção mesmo quando não há muita ação envolvida. Seus diálogos até me pareceram mais brandos, embora sempre ácidos e bem pensados. Há cenas extremamente bem construídas que valorizam o trio de protagonistas: Leonardo DiCaprio está mais uma vez excelente, em um personagem bem complexo e difícil, onde retrata um astro em decadência, mas sensível e humanizado, sem o glamour de celebridade que povoa o imaginário da maioria das pessoas; Brad Pitt, com sua canastrice corriqueira, interpretando um dublê eficiente e amigo, que acaba se metendo numa história paralela bem intrigante; e a excepcional Margot Robbie, que além de hipnotizar por sua beleza estonteante, tem um talento extraordinário, e aqui interpreta a atriz Sharon Tate, em franca ascensão em Hollywood, e se torna vizinha do personagem do DiCaprio, ao lado de seu então marido, o famoso cineasta Roman Polanski, com evidente delicadeza e ingenuidade. No demais, participações interessantes de atores meio sumidos como Emile Hirsch, Damian Lewis, Dakota Fanning, o recentemente falecido Luke Perry, Timothy Olyphant, Kurt Russel, Bruce Dern e Al Pacino. Aliás, vale ressaltar que há cenas incrivelmente bem filmadas, mas não darei nenhum spoiler. Embora seja um filme meio lento, e que poderia ser mais enxuto, trata-se de um filme de alta qualidade, que entretém e deixa um final poético, mudando a realidade como ele fez em Bastardos Inglórios, mas de maneira bem mais humana e bonita. Vale muito a conferida.
Alexandre S
Alexandre S

92 seguidores 150 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Mesmo estando longe do inesquecível Pulp Fiction, Tarantino volta com seu humor irreverente e debochado, tendo DiCaprio e Brad Pitt uma otima performance, da ironia no detalhes. Finaliza com mérito!
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2019
"Era uma vez em Hollywood" é sobretudo em primeira instancia uma homenagem. Homenagem á época dourada do cinema dos anos 60, uma homenagem a Clint Eastwood, Sergio Leone ,John Wayne, Giuliano Gemma, Henry Fonda e a muitos, muitos outros atores e diretores que marcaram a época, mas principalmente, uma homenagem a promissora atriz Sharon Tate, assassinada de forma repentina e cruel no final dos anos 60 pelos seguidores de Charles Manson. Tal ponto nos leva a outra etapa do filme, a cruel e deliciosa vingança proposta por Tarantino.


O longa tem um roteiro conturbado, uma enrolação entre os dois primeiros atos, além de personagens sem desenvolvimento e muitas cenas que ficam completamente alheia ao plot principal, porém, uma dessas cenas, tem um sentido maior que servir ao roteiro, elas servem como uma homenagem, e cumprem seu papel, mas isso não exime o nono filme do Tarantino, famoso pelos roteiros e já indicado ao óscar por tal quesito de deixar tantas arestas e enchimento de tela durante as quase três horas de longa, porém, os outros quesitos técnicos e artísticos são tão bons que essas quase três horas passam voando.



Em termos de atuação, não temos erros, todo o cast do filme é espetacular, deste os principais até os grandes astros, como por exemplo Brad Pitt, que está extremamente a vontade e se divertindo em seu papel, o ator, que se entrega a idade e ao seu personagem faz uma ótima atuação e pode pintar no óscar como coadjuvante, Leonardo DiCaprio também está otimo, fazendo uma atuação extremamente efusiva e dramática, ele não fez nada muito diferente do que já fez em outros papeis, mas mesmo assim é ótimo, Margot Robbie também está bem, e quem merece outro destaque, embora tenha uma curta participação é Margaret Qualley, fazendo uma sensual, sombria e assustadora personagem que serve como pivô de apresentação a seita de Manson, outro personagem que pouco aparece mas está ótimo é Mike Moh como BruceLee.


Tecnicamente o filme apresenta erros, como principalmente, em transições, cortes e continuidade, porém a grande maioria parece ser de forma proposital, como uma espécie de assinatura controversa do Diretor, os outros pontos, como ambientação, composição de cenário estão espetaculares, uma fotografia extremamente quente, que combina com a ótima ambientação seiscentista da obra. Outro ponto fortíssimo é a trilha sonora, que aqui se faz presente de modos bem diferentes, temos musicas clássicas de outros filmes da época, musicas pop da época, trilhas incidentais, e sempre que um personagem entra no carro, temos a radio da época tocando, um pequeno, lindo e maravilhoso detalhe, uma trilha que talvez não fique tão marcante como Kill Bill ou Pulp Fiction, mas que nos conquista pela diversidade, criando um contexto único a obra, que não fica só na trilha, o som do filme em geral é muito bem editado, tais quais os ângulos de câmera usado pelo Tarantino, o diretor sabe muito bem como filmar seus atores e tirar o máximo de suas atuações só usando as câmera, porém, a montagem do filme apresenta problemas de coesão e continuidade como já citado.


Quando assistimos "Era uma vez em Hollywood" sentimos o amor de Tarantino ao cinema, isso fica claro, o diretor quis homenagear de todas as formas possíveis os gêneros que marcaram a época da sétima arte, e faz um filme sobre filmes, para amantes de filmes, isso cria um distanciamento com o publico que está por fora desse universo, o excesso de referencias visuais, fotográficas e sonoras não faz sentido para o grande publico, que fica sem saber exatamente qual núcleo da historia ele deve acompanhar, visto que tudo parece uma criação de contextos para falar e homenagear o cinema, uma grande salada de fruta cujo o roteiro aparece discretamente aqui ou ali, isso é um problema. Porém o amor pelo cinema aqui exposto não me deixa desgostar desse longa, muito pelo contrario, apesar de alguns problemas, é um filme feito para nós que amamos cinema guardamos no coração.


"Era uma vez em Hollywood" está longe de ser perfeito. porem o longa de quase três horas é uma dedicação de amor a sétima arte e tudo que a envolve, musicas, coreografias, atores e gêneros, uma dedicação, uma carta aberta que traz colírios aos olhos dos amantes da telona, o publico geral pode não sentir a mesma coisa e ficar muito perdido e entediado durante o longa, mesmo com o ótimo elenco, mas não podemos negar, é um filme legal que cumpre seu objetivo e com certeza estará na lista de favoritos de muitos, se você gosta de cinema, você precisa assistir "Era uma vez em Hollywood" .
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Esse filme é excelente, sensacional, enfim não tenho palavra para descrever essa obra de arte. Ele é muito engraçado, e apessar de ter 2 horas e 40 minutos você nem sente o tempo passa, o filme não fica chato em nenhum momento,e que final parente uma parodia simplesmente incrivel. e tudo que eu posso dizer é parabens tarantino por essa obra-prima.
Edivan C
Edivan C

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Filme muito bom. Ótimo roteiro, com um final que é a marca registrada de Tarantino. Certamente há outros filmes do diretor que são superiores a este, a exemplo do último, “Os oito odiados”, porém mesmo assim, o filme é ótimo.
Isabel
Isabel

7 seguidores 48 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2019
Reunião de DiCaprio e Pitt sob a direção de Tarantino,com sutilezas numa era de revolução e declinio
Deivid N
Deivid N

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 19 de agosto de 2019
Espero que seja a despedida do Tarantino e dos atores que fizeram o filme, que filme difícil de descer, é muito tedioso, sem surpresas e é um longa de 3 horas.
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