Era uma Vez em... Hollywood
Média
3,9
1570 notas

218 Críticas do usuário

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Rosangela Machado
Rosangela Machado

8 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de agosto de 2019
A homenagem inesperada que Tarantino faz a Polanski só entende quem passou dos cinquenta ou quem é cinéfilo. É um filme de memória, é uma grande homenagem ao cinema primitivo, como os atores lidavam com a carreira e a fama, tão distante dos modelos tecnológicos atuais. A temática do diretor se repete, na perspectiva de falar do ser humano e suas contradições, sentimentos adversos que embrulham uma única pessoa. De forma caricatural, como é o seu estilo, Tarantino faz uma grande homenagem ao cinema, seus grandes atores e diretores, sem deixar de falar de um momento histórico cheio de contradições, que incluem sonhos e fantasias, traduzidas pela violência, seu principal pilar., .
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de agosto de 2019
Refleti e tive que reescrever a minha crítica. Como criticar Quentin? Quem tem coragem para isso????
Adorei ver dois atores lindos e envelhecidos e falando sobre os problemas da sua profissão (Brad e Leo). Concordo com quem diz que foi um filme em homenagem a Hollywood, aos filmes da época, alguns dizem ser em homenagem a Sharom tate, pode ser. Tarantino sendo Tarantino, mostrando a morte sempre feia, cheia de sangue e angústia!!
spoiler: Com uma pitada de redenção no final, ao estilo Tarantino de ser, o filme apresenta críticas à cultura de morte, de forma artística, te toca sem você perceber, uma perfeita obra de arte! Interessante, raro. Filme difícil de curtir, para quem não tem muito conhecimento do cinema da época e da história real, mas a função é essa mesma, tentar nos inteirar do nosso passado, e junto com a plateia tentar entender como chegamos a nossa realidade atual, sem conclusões óbvias.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 23 de agosto de 2019
Do cinema recente de Tarantino, este chega perto de ser o seu melhor. Bem superior aos bem feitos porém maçantes Os Oito Odiados e Django Livre, porém não chega perto da maestria de Bastardos Inglórios(na minha opinião seu melhor filme). Eu concordo com muitas das críticas que fazem dos filmes recentes do excêntrico cineasta, é bem verdade que ele trocou a experimentação, ousadia, pela construção narrativa meticulosa ala Hollywood clássica, mas acredito que se trata apenas de uma evolução natural que todo grande realizador passa. Afinal, pessoas e seus gostos mudam com o tempo. No começo de sua carreira, porralouquice : Tiro, porrada, bomba e o caralho, filmes ousados e inovadores que mudaram o jogo na indústria e marcaram gerações ( Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill vol. I & II ). A acomodação do diretor nos últimos anos, optando por filmes mais tradicionais estruturalmente e dançando conforme a música da indústria é evidente, mas também é absolutamente inegável o valor das obras mais recentes do cineasta, principalmente no visual e técnica. Em tudo que ele se limitou em comparação as suas obras mais antigas, ele também se aprimorou na mesma medida em diversos outros aspectos. Era Uma Vez em Hollywood encerra( por assim dizer ) a trilogia das fábulas revisionistas de Tarantino, iniciada há 10 anos com Bastardos Inglórios e expandida há 7 em Django Livre. Apenas do ponto de vista técnico, o diretor nunca esteve melhor, com uma reconstrução de época praticamente perfeita, realmente impressionante como reavivaram a Los Angeles de 1969. (quase) todo elenco está muito bem, nenhuma atuação antológica, mas todos os astros principais estão bem a vontade em seus papéis e entregam o que o roteiro pede deles. DiCaprio está bem como o ator decadente Rick Dalton, mas sua escalação não deixa de parecer um "miscast" às vezes, eu particularmente acho que um ator mais velho cairia melhor no papel. Mas quem rouba a cena mesmo é Brad Pitt, neste que parece ser o papel que marca uma mini ressureição do ator do cinema este ano. Margot Robbie não tem muito de espetacular para fazer com sua personagem, mas está convincente. Enfim, não é o melhor filme do icônico diretor, mas é uma boa diversão contracultural tarantinesca que todo cinéfilo fã dele curte. E o terceiro ato é simplesmente sensacionalmente maluco. NOTA: 8
Igor A
Igor A

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 24 de agosto de 2019
Filme sem sentido e entediante. Muito prolixo e cenas sem necessidade. A única parte boazinha é o final.
Murilo
Murilo

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de agosto de 2019
Quem foi assistir este filme sabendo o tipo de obra q o Tarantino faz, provável gostou do filme. Uma história dentro de outra historia e no final pura criatividade e arte. Show.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de agosto de 2019
Chegando ao seu nono filme, Quentin Tarantino, talvez o mais promissor diretor Hollywoodiano desde os anos 90, poderia demonstrar mazelas de um egocentrismo ou maneirismos estéticos e narrativos repetitivos – apenas reciclados por novos personagens e seus diálogos espertos e cativantes, além de sua habitual sanguinolência explicita, que faz com que alguns o considerem quase como um “poeta da violência”. Mas não. Não é apenas isso que Era Uma Vez em... Hollywood quer oferecer – embora tenha isso tudo que citei, o novo filme de Tarantino consegue ser quase que surpreendentemente diferente de seus demais longas, sem jamais deixar de exibir a personalidade de seu cineasta.

Culpa de uma quase desconcertante sensibilidade do diretor, ao lidar com o desenvolvimento de todos os seus personagens – em especial de um deles, que comentarei mais a frente. Embora também sempre faça isso com louvor, sua criação de personalidade para cada papel da história torna-se mais importante aqui, porque demonstra de forma paralela como sonhos e ambições são características cruciais estabelecidas pela sociedade para que alguém possa ser chamado de “bem sucedido” – e, naturalmente, isso ganha peso na própria Hollywood que Tarantino retrata e na que temos na vida real. Ou seja: muito do que sonhamos pode acontecer de fato; mas também existe aquilo que não podemos fazer ou mudar – e nesse tipo de “imaginação”, o cinema tem poder para conseguir faze-lo – afinal, através da arte cinematográfica podemos imaginar um mundo diferente – ou, também, imagina-lo de outra maneira – na maioria das vezes, por boa parte do grande público, de uma forma mais feliz. O tal do escapismo.

Isso não significa que Era Uma Vez em Hollywood seja somente um escapismo – nem de longe: Tarantino monta aqui seu painel sobre uma fase de ouro da indústria do cinema norte-americano, afetada pelo comportamento da contra-cultura do fim dos anos 60 – mais precisamente em 1969, que é onde o diretor nos apresenta aos dois personagens principais: o ator Rick Dalton (DiCaprio) e seu dublê, Cliff Booth (Pitt). O primeiro lutando para manter sua carreira como ator de seriados de TV e o segundo lutando para sobreviver como dublê e ajudante do outro; em meio a isso, o cotidiano dos dois é afetado pelos hippies que perambulam por Los Angeles e outras estrelas e nomes do mundo do cinema da época, como o casal formado pela atriz Sharon Tate (Robbie) e o diretor Roman Polanski (Zawierucha), produtores importantes como Marvin Schwarz (Pacino) e até mesmo o temível Charles Manson (Damon Herriman, que também interpreta Manson no seriado Mindhunter), líder de uma perigosa seita.

Mesclando acontecimentos e personagens reais e fictícios (como também havia feito em Bastardos Inglórios) – Tarantino atinge um resultado que impressiona pela sua leveza, embora seja recheado com altas doses de ironia, sarcasmo, criticas a indústria cinematográfica e violência (curiosamente, este último recurso menos explorado do que anteriormente, mas nada “leve”, como o terceiro ato comprovará) – o diretor abandona suas criticas contra o racismo, por exemplo – preferindo retratar um outro lado perverso da sociedade – no caso, o fanatismo, que ajuda a distorcer certas causas, levando indivíduos a atos lamentáveis. Mas, ainda assim, este não é o foco principal.

O que Quentin pretende fazer aqui é uma homenagem a indústria do cinema – sim, ele já fez isso anteriormente – praticamente em todos os seus filmes – mas aqui ele também deixa sua critica ao lado obscuro deste ramo – seja pela atriz mirim (Julia Butters, incrível) que quer se manter “no personagem” o tempo todo (critica a atores como Jared Leto e seu Coringa, talvez), ou pela arrogância de alguns quando sabem de seu talento para algo – evidentemente com a pequena (e particularmente divertida) participação de Bruce Lee (Moh) – ou por algo refletido brilhantemente na performance de Leonardo DiCaprio, que demonstra perfeitamente a angustia de seu Rick Dalton, quando nota que está ficando para trás por não conseguir papeis de mais destaque – fadado a interpretar apenas vilões na TV (curiosamente, DiCaprio é considerado hoje um dos últimos atores específicos de cinema, afinal, o sucesso e importância de seriados hoje mudou muito este conceito), Rick almeja o cinema, principalmente quando o produtor Marvin Schwarz de Al Pacino (em uma participação que inclusive faz referência a sua clássica cena final de Scarface) lhe dá conselhos sobre sua carreira – “se você continuar sempre apanhando no final dos episódios dos seriados, logo o público não lembrará de você”, diz ele à Dalton – em obvia referencia de que o público (no geral) se simpatiza mais com os “bonzinhos” do que com os vilões – exatamente onde o filme quer chegar: o cinema (e a TV também), tem o poder de “suavizar” a vida real, de tentar transformar o mundo em lugar mais acessível – mesmo que nós já saibamos que não é verdade.

Tudo isso vai se desenrolando pelo longa, em torno de personalidades sempre marcantes e exploradas habilmente pelo diretor – o Cliff Booth de Brad Pitt torna-se simpático, mesmo que truculento as vezes, por mostrar sua lealdade ao amigo Dalton e até mesmo pelo modo como lida com sua cadela de estimação – sem falar que até mesmo a forma como retrata os integrantes da seita de Manson está longe de ser unidimensional – é visível a boa construção e motivações das personagens de Margaret Qualley e de Dakota Johnson, além do Tex de Austin Butler – mas o resultado mais surpreendente desta abordagem de Tarantino reside sobre a personagem de Margot Robbie, Sharon Tate – a atriz falecida é a personagem chave deste longa, e o diretor a conduz de forma absurdamente sensível e respeitosa – ainda mais sabendo do trágico fim da atriz na vida real – a forma como Robbie ressalta a espontaneidade e uma certa timidez e ingenuidade de Tate é algo contagiante – em especial porque se utiliza de pouquíssimos diálogos para ela, compensados pelo olhar expressivo da atriz, como quando ela dança sozinha em seu quarto ou quando vai em uma sessão de cinema ver um filme em que ela tinha participado – momento que traduz perfeitamente o tom de homenagem do filme, além da maneira esperta e digna que o diretor mescla realidade e ficção.

Contando com participações especiais de atores como Kurt Russell e Michael Madsen, além de estrelas já falecidas – como é o caso de Sam Wanamaker (Hammond) e Steve McQueen (vivido por Damian Lewis) – que gera até uma brincadeira imaginando Rick no lugar deste último no clássico Fugindo do Inferno – e embalado por uma trilha-sonora com inúmeros hits da época, uma fotografia bonita, que lembra os filmes coloridos por technicolor, com cores bastante vivas, sem uso de filtros falsos, o filme tem ainda o mérito de ser visualmente dinâmico pela mise-en-scène incorrigível de Tarantino, dando um dinamismo que somente ele consegue dar a cenas de diálogos longas, mas jamais cansativas ou desinteressantes – Era Uma Vez em... Hollywood pode não ser o melhor trabalho do diretor, mas está longe de ser um filme comum – consegue ser diferente de seus demais longas, mas sem perder suas virtudes – é uma obra de um apaixonado por cinema para apaixonados por cinema – que deixa explicito em seu final que a arte é o que nos ajuda a aliviar a vida em meio a um mundo cheio de selvagerias e maldade. Sem dúvidas, o único filme de Tarantino que pode gerar lágrimas ao seu final – tamanho seu amor pelos personagens reais e fictícios envolvidos na história.
Mauro A
Mauro A

4 seguidores 32 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 22 de agosto de 2019
Seria um filmaço se quarenta minutos fossem cortados. Tarantino às vezes peca por colocar cenas longas nos seus filmes e que nos leva a pensar: “Para quê isso tudo?”. No mais, o filme é interessante porque mostra a realidade de Hollywood, ou seja, ator preocupado com sua carreira, como vemos com Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seus momentos de desespero quando erra o texto. Tarantino tem uma pegada interessante que é justamente mudar o que foi a realidade e dar um final feliz, como foi em “Bastardos Inglórios” onde mostra a derrota do nazismo dentro de um cinema em chamas. Da mesma forma, neste, ele dá outro destino para os membros da seita do Charles Manson.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de junho de 2025
Eu vou manter abaixo a crítica original, mas digo que após ver uma segunda vez, com um pouco mais de conhecimento sobre a época, aumentei a nota. É fantástico. Ainda não gosto de como Bruce Lee foi tratado, mas por outro lado, que final satisfatório.
Era uma vez... difere de outros filmes do Tarantino. Não é uma história cheia de ação e violência. Não é o melhor filme de Tarantino, mas talvez seja o filme que ele sempre tenha sonhado em fazer. Uma homenagem à uma Hollywood a qual ele é apaixonado, uma mistura de realidade e ficção.
Dicaprio traz a melhor performance o filme, elevando as cenas em que atua. Pitt tem o melhor personagem, um anti herói divertido e durão. Robbie interpreta Sharon Tate. Embora, em primeiro momento, as cenas dela pareçam pouco importantes, elas homenageam Tate, mostrando como era promissora a carreira da atriz. Tarantino errou feio na retratação de Bruce Lee, que é mostrado no filme como uma pessoa arrogante e que provoca brigas, o contrário do que se sabe sobre ele.
No desenrolar do filme não vemos uma missão clara para os personagens, não sabemos exatamente o que devemos torcer para acontecer, mas isso não chega a ser um problema, uma vez que nos sentimos tão confortáveis vendo a história desses personagens. Porém, para um filme de 2h40, talvez isso tenha tornado um pouco cansativa a experiência.
Mas isso é corrigido com o final. Quando os eventos derradeiros chegam, é exatamente o que...não esperávamos. spoiler: Tarantino reescreve a história de uma maneira brilhante e com seu estilo. Nessa história temos um final feliz pra Sharon Tate, temos os vilões psicopatas mortos de uma maneira que deixa óbvio é o diretor do filme e, como não tivemos alguém levando tiro nos órgãos genitais, tivemos alguém tendo seus órgãos genitais devorados por um cachorro.

Diferente de tudo que já vimos do Tarantino e ao mesmo tempo com a cara do Tarantino.
Diniz L
Diniz L

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de agosto de 2019
Apenasincrivel, filme genial baseado em uma tragédia q abalou Hollywood na época, pudera ter sido assim?! Matado esses assassinos!!! Quem critica negativamente não faz nem ideia no q o filme está baseado, antes de julgar, estude sobre filme, o pq ele foi feito, baseado em q?! Rico em detalhes uma belíssima homenagem aos pessoas q não tiveram chance, uma mãe q não pode ver ser filho nascer. As musicas como sempre apaixonantes, ahhh sou fã Tarantino ele uns dos gênios que nascem a cada 100 anos, ♥️✨
Mauro P.
Mauro P.

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 21 de agosto de 2019
Eu fico realmente muito triste quando vejo pessoas sairem da sala antes do filme acabar, mas dessa vez preciso concordar com esses espectadores. O filme tinha tudo pra ser espetacular, mas tem uma narrativa super enfadonha. Cansativa. Um desperdício de talento. Com essa matéria prima, Tarantino poderia ter feito um filme realmente glorioso. Mas fez um filme chato, com muitas cenas completamente desnecessárias e sem graça. Saudade de "Bastardos Inglórios". Este, sem dúvida, é o pior filme deste maravilhoso diretor. Pior mesmo. Nem o final "inusitado" salva o filme. Se estiver com sono, nem vá. Cochilo garantido.
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