Era uma Vez em... Hollywood
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3,9
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218 Críticas do usuário

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Eduardo Santos
Eduardo Santos

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4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Quem me conhece minimamente sabe que Tarantino é um dos cineastas que mais admiro pela miscelânea cinematográfica que atestam seu padrão de qualidade. Seus filmes são sempre surpreendentes na forma com que ele narra suas histórias rocambolescas. Todos seus filmes são excepcionais ao seu modo, o que é algo plenamente admirável e raro na indústria do cinema. Claro que filmes tidos como menores e mais “modestos” como À Prova de Morte e Jackie Brown, que me parecem mais despretensiosos que os demais de sua filmografia, estão ali para mostrar o talento de Tarantino ao dirigir seus atores e mostrar seu talento como roteirista e mestre de cenas violentas. Agora, seus filmes mais famosos e, invariavelmente mais pretensiosos, têm em sua companhia Era Uma Vez Em... Hollywood. Trata-se de uma fábula tarantinesca que demonstra mais uma vez o amor do cineasta por filmes. Ele homenageia e, com seu cinismo habitual, também ri de si mesmo numa ode a Hollywood, mostrando seu lado cruel e lúdico em quase três horas de duração. Além de prezar pela técnica impecável, que desde Kill Bill sobressai aos olhos, ele aqui nos brinda com uma narrativa um tanto irregular, mas ainda assim bem construída devido ao seu talento em contar histórias e prender a atenção mesmo quando não há muita ação envolvida. Seus diálogos até me pareceram mais brandos, embora sempre ácidos e bem pensados. Há cenas extremamente bem construídas que valorizam o trio de protagonistas: Leonardo DiCaprio está mais uma vez excelente, em um personagem bem complexo e difícil, onde retrata um astro em decadência, mas sensível e humanizado, sem o glamour de celebridade que povoa o imaginário da maioria das pessoas; Brad Pitt, com sua canastrice corriqueira, interpretando um dublê eficiente e amigo, que acaba se metendo numa história paralela bem intrigante; e a excepcional Margot Robbie, que além de hipnotizar por sua beleza estonteante, tem um talento extraordinário, e aqui interpreta a atriz Sharon Tate, em franca ascensão em Hollywood, e se torna vizinha do personagem do DiCaprio, ao lado de seu então marido, o famoso cineasta Roman Polanski, com evidente delicadeza e ingenuidade. No demais, participações interessantes de atores meio sumidos como Emile Hirsch, Damian Lewis, Dakota Fanning, o recentemente falecido Luke Perry, Timothy Olyphant, Kurt Russel, Bruce Dern e Al Pacino. Aliás, vale ressaltar que há cenas incrivelmente bem filmadas, mas não darei nenhum spoiler. Embora seja um filme meio lento, e que poderia ser mais enxuto, trata-se de um filme de alta qualidade, que entretém e deixa um final poético, mudando a realidade como ele fez em Bastardos Inglórios, mas de maneira bem mais humana e bonita. Vale muito a conferida.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de janeiro de 2020
Bom. Talvez seja o filme menos surpreendente e menos marcante de Quentin Tarantino, porém não deixa de trazer toques de cinema refinado, humor sátiro e belas atuações.
Dennys R
Dennys R

45 seguidores 198 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de julho de 2021
O filme não quer contar uma história sobre os anos 60 e sim te colocar lá dentro. Achei esse estilo bem diferente do comum, são apenas sequencias de fatos, sem necessariamente ter algum desfecho lá na frente, e isso pode não agradar a todos, mas garanto que as atuações de Brad Pitt e Di Caprio fazem valer a experiência... E o final extremamente empolgante recompensa o espectador!
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 452 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2025
A trama é empolgante, com ação, drama e um toque certo de humor. A ótima ambientação e caracterização nos faz dar um passeio pela Los Angeles daquela época. O elenco todo é excelente e vale ressaltar que os personagens vividos por DiCaprio e Pitt são fictícios, mas foram inseridos numa tragédia real.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de dezembro de 2019
Uma carta de amor ao cinema em geral,especificamente da década de 60,um real retrato dos atores com problemas em suas carreiras e atores com um crescimento na fama.Rick Dalton é um ator de tv que junto a seu dublê buscam a ascensão em Hollywood,mas vê sua carreira decair com papeis pequenos em séries,até que ele começa a se juntar a nomes influentes que acabam levando eles ao assassinato de Sharon Tate cometidos a mando de Charles Manson.Não é o que você espera do Tarantino,aqui temos um filme que não possui tanto as características do diretor,e sim é uma visita as qualidades de Hollywood e suas estrelas.É também o primeiro filme do cineasta a ser inspirado em fatos,mesmo que sendo apenas pano de fundo para a história.O roteiro põe muitas estrelas de diversos setores para se reunir,Tarantino então propõe situações que vão do cômico ao estrelato,as polêmicas em volta de Bruce Lee que é retratado de maneira duvidosa são de certo ponto até válidas mas também pode ser uma interpretação equivocada pois podemos levar para o lado cômico também,os personagens fictícios aqui presentes são bem desenvolvidos e suas características são marcantes,aqui temos longos diálogos característicos que são muito bem representativos sobre a questão busca pela fama que é estampada pelo personagem do DiCaprio que transita do depressivo ao típico ator Americano da época,uma boa atuação.Margot Robbie é outra que tem uma boa presença e faz uma personagem oposta ao do DiCaprio,ela está em ascensão e se vê feliz com seus trabalhos,o Brad Pitt merece uma indicação ao Oscar,ele imprime um personagem impecável,carismático,Durão e que consegue ter todas as atenções quando está em cena,com destaque para a espetacular cena do 3° ato.Temos ainda no elenco o Al Pacino,Russel Crowe e o Austin Butler todos comprometidos com seus personagens.O filme tem um belo trabalho de construção de época,com figurinos e locações,tem um bom trabalho de montagem e apesar de ser um pouco lento na parte central,ainda é um ótimo filme.O diretor ainda nos reserva surpresas no final com muita violência escatológica,o que é um barato para os fãs.Era Uma Vez em Hollywood é charmoso,divertido e ainda reserva surpresas e referências,não é o melhor do Tarantino,mas continua em um alto nível de excelência,merece uma indicação ao Oscar.
Alex Costa
Alex Costa

9 seguidores 57 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2020
O filme se passa na década dos anos 60 , que conta a história de um ator que vê sua carreira em decadência, interpretado pelo Leonardo DiCaprio , o seu dublê vivido pelo Brad Pitt e a história real do assassinato da Sharon Tate interpretada pela Margot Robbie.
Começando pela parte técnica, a ambientação dos anos 60 é muito boa, o filme tenta retratar bem como era a cidade na época e a maneira que as pessoas viviam, a trilha sonora é muita boa, sempre que os personagens estão no carro o radio se faz presente tocando musicas ou noticias, além dos jogos de câmera , no carro a câmera muita vezes é posicionada no banco de traz, outra questão interessante é que muitos momentos dentro do filme, passa cenas de series de tvs ou filmes feitos pelos protagonistas, isso fica muito divertido, em outra cenas por exemplo mostra o personagem do Leonardo DiCaprio gravando um desses shows, só sendo cortado, quando o personagem erra uma cena ou uma fala, porque ao final o filme se trata de homenagem a própria Hollywood, mostrando como é gravação de um filme e a vida das pessoas que dão vida a Hollywood.
O Leonardo DiCaprio dá um show de atuação e é quem rouba o filme, interpretando o personagem Rick Dalton, que é um ator que está em decadência e tenta voltar a faze sucesso, Leonardo DiCaprio consegue muito bem expressar a angustia e a tristeza que ele sente, pois no fundo ele se se acha um fracasso, ele também é um personagem muito carismático que faz você se importar cada vez mais com ele conforme a história avança.
Já o Brad Pitty interpreta o Cliff Booth que é um duble, o filme de certa forma homenageia os dubles que são pessoas que não reconhecidas pelo grande publico, o personagem ao contrario do Rick Dalton, vê e leva a vida com mais leveza e diversão.
Já a Sharon Tate interpretada pela Margot Robbie, tem um arco que conta a história real dela, na qual era uma atriz que foi assassinada gravida por uma seita de hipsters, no filme a impressão eu a é que o Quentin Tarantino quis preservar e enaltecer a imagem da Sharon Tate, mostrando ela como uma mulher doce e amável , colocando assim os hipsters como vilões. Margot Robbie faz uma pela interpretação, a atriz é muito expressiva, como por exemplo em uma cena na qual a personagem está no cinema vendo a si mesma, a Margot Robbie consegue muito bem através de expressões passar todas as emoções que personagem está sentindo.
Além de que eu tenho que fazer uma menção ao Mike Moh que interpreta o Bruce Lee, ele tem um cena de ação muito boa em que eu dei muita risada!
E o final do filme é surpreendente e com muita violência, na qual o Tarantino brinca com os gêneros de terror e comedia ao mesmo tempo, eu me diverti muito com as cenas finais!
Ao final temos um excelente filme que retrata a Hollywood com um ótimo elenco e atuações!
spoiler: No final mais uma vez o Tarantino se mostra querendo preservar a imagem da Sharon Tate, pois ele não mostra ela sendo morta, na verdade ele inverte e o hipsters atacam a casa do Rick Dalton e o Cliff Booth, isso é muito legal porque o tempo todo você fica esperando a morte da Sharon Tate, mas acontece o contrario!
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de março de 2025
Minha primeira crítica de Quentin Tarantino, e devo dizer que o filme é bacana. Dicaprio e Pitt fizeram excelentes atuações. É uma carta de amor a era dourada e antiga do cinema, com uma ótima recriação de uma Los Angeles de 1969. Tarantino trouxe um ritmo muito bem feito e completativo, mas em algumas cenas, o filme é lento. Mas mesmo assim, gostei desse filme.
André Luís A.
André Luís A.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de agosto de 2019
Era Uma Vez Em... Hollywood (Once Upon A Time In... Hollywood) é simplesmente INCRÍVEL!!! Como não amar Quentin Tarantino que deu ao mundo Cães De Aluguel, Pulp Fiction, Bastardos Inglórios, Django Livre, Os Oito Odiados e agora deu outra obra prima do cinema, primeiro de tudo as atuações Leonardo DiCaprio é ótimo no papel de Rick Dalton que foi um ator de televisão e começou e a ladeira abaixo na sua carreira, sempre bêbedo, com raiva, engraçado se precisar e tem uma ótima amizade com Cliff Booth (Brad Pitt) E por falar em Cliff Booth, Brad Pitt é maravilhoso no papel, ele traz um personagem que luta demais, gosta do Rick e ajuda ele quando ele pede, inteligente às vezes, divertindo e engraçado e espero que o Brad Pitt consiga uma vitória no Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Margot Robbie eterna Arlequina do Esquadrão Suicida fez a atriz Sharon Tate que era esposa de Roman Polasnki (Rafal Zawierucha) que infelizmente morreu em 1969 mesmo ano que passa o filme, por um dos membros da Família de Charles Manson (Damon Herriman) onde ela não tem muito desenvolvimento mas ela entregar uma ótima performance, sempre dançando em todas as cenas e se divertindo com amigos. O resto do elenco como Luke Perry (Riverdale R.I.P.), Al Pacino (Scarface), Dakota Fanning (Coraline), Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem), Timothy Olyphant (Pânico 2) e dentre outros estão ótimos, o filme traz coisas que existiu e não existiu por exemplo existiu Sharon Tate e não existiu Rick Dalton, a montagem é um pouco fraca e isso me afetou durante o filme assim como em Django Livre, é um ótimo filme mas a montagem é fraca. Enfim eu não posso julgar o livro pela capa e dizer que é ruim e uma das coisas que eu amei foi o final, que final genial. Era Uma Vez Em... Hollywood é um filme divertindo, puro nostálgico para quem curte o cinema dos anos 60 e uma carta de amor para o penúltimo trabalho de Quentin Tarantino.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de janeiro de 2020
É um filme com uma riqueza de detalhes e com uma fotografia impecável. Mas é um filme longo, fica até cansativo. As cenas de Rick Dalton, poderiam ter sido cortadas pela metade ou então mais cenas para os personagens Cliff Booth e/ou Sharon Tate. Quanto ao final, acho que o próprio título já sugere um final diferente, e esse com certeza foi a cereja do bolo.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de agosto de 2019
Era uma Vez em… Hollywood, filme dirigido e escrito por Quentin Tarantino, se passa no final da década de 60, momento em que a capital do cinema vivenciava diversas transformações que a aproximavam, cada vez mais, do modelo de cinema europeu. Isso está refletido na grande tela, na medida em que acompanhamos um instante de transição entre gêneros como o western, que migrava para o estilo italiano do western spaghetti. A obra também retoma uma discussão que já foi bastante aprofundada em longas como Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder: a sobre como Hollywood é uma terra de altos e baixos, principalmente para os atores, que podem estar no topo e, posteriormente, entrarem em ostracismo.

Além desse pano de fundo, digamos, cultural, Era uma Vez em… Hollywood, também se passa numa conjuntura histórica bastante particular. Foi também pelos idos de 1969, que um grupo conhecido como a Família Manson se estabeleceu numa propriedade conhecida como Spahn Ranch (rancho pertencente a um ex-ator da época do cinema mudo e que foi locação de filmes e séries de notoriedade). Liderado por Charles Manson, o grupo se dedicava a golpes, consumo de drogas, sexo livre e, também, à perpetração de crimes – o mais célebre deles, o da atriz Sharon Tate, que foi assassinada ao estar grávida de 9 meses.

Ter conhecimento sobre esses fatos irá ajudar a plateia a se situar melhor diante do que assistirá em Era uma Vez em… Hollywood, mas a verdade é que não foi a intenção de Quentin Tarantino se debruçar sobre estes fatos. Seu filme é uma grande fábula centrada em uma dupla: o ator Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), que estrelou uma série de sucesso e, no momento em que o filme se passa, vive uma fase decadente em sua carreira; e o dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que trabalhou anos como dublê de Rick e, no momento em que o filme se passa, está atuando como faz-tudo e motorista do ator. São eles que vão desencadear as diversas situações que assistimos no decorrer do longa e que vão compor uma colagem de cenas em que, mais uma vez, Tarantino comprova que, antes de ser um diretor competente, ele é um verdadeiro apaixonado pela sétima arte.

Por isso mesmo, é inegável que Era uma Vez em… Hollywood é um filme com aspectos técnicos destacados, com boas atuações de um elenco de primeira e com elementos que são característicos da filmografia de seu diretor/roteirista – principalmente aqueles que dizem referência à sua fascinação por inserir suas influências e gostos pessoais em cena. Entretanto, também fica claro que a obra tem diversos problemas, principalmente em sua estrutura narrativa. Por boa parte do filme, a sensação é a de que a trama não decola spoiler: (apesar da genialidade de algumas cenas, como o diálogo entre Rick Dalton e a atriz mirim em um dos intervalos de gravação de um episódio de um seriado ou naquela em que Cliff Booth visita o Spahn Ranch)
e o filme só ganha um fôlego verdadeiro quando se encontra no seu ato final, no momento que antecede e no qual deveria acontecer o assassinato de Sharon Tate. Este era o sinal que Tarantino precisava… Talvez, se seu filme fosse centrado mais na trama de Tate, a sensação que Era uma Vez em… Hollywood passaria seria diferente… Porém, o caminho escolhido por Tarantino é aquele em que ele faz o que deseja e não deve explicações a ninguém por isso!
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