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Kamila A.
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816 críticas
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3,5
Enviada em 30 de abril de 2021
"Se a Rua Beale Falasse", filme escrito e dirigido por Barry Jenkins, tendo como base o livro de James Baldwin, é uma história de amor que se passa em momentos difíceis. O romance sobre o qual ele fala é um daqueles pelo qual vale a pena lutar. Ao mesmo tempo, estamos também diante de uma história sobre nunca deixar de acreditar, sobre resiliência e sobre não desistir.
No decorrer do longa, acompanharemos a batalha de Tish (Kiki Layne), uma jovem grávida de 19 anos, para livrar seu namorado Fonny (Stephan James), que tem 22 anos, de uma acusação injusta de estupro. Para tanto, ela tem que superar vários obstáculos. O principal deles é o contexto racista da época - e que foi fundamental para a prisão de Fonny, apesar do seu álibi e de toda a sua história pregressa mostrar ser impossível que ele tenha sido o autor do estupro.
Chama a atenção em "Se a Rua Beale Falasse" o tom do filme. Para falar sobre temas que são difíceis de serem digeridos (como a injustiça do sistema e o racismo), Barry Jenkins utiliza a poesia do amor. A construção do romance de Tish e Fonny nos sendo relatada em paralelo com a dureza da batalha da jovem é quase como se fosse uma tapa em luva de pelica no lado negativo do nosso mundo. É como se Barry Jenkins nos dissesse que onde há o amor, não há espaço para o ódio.
Como eu disse no início desta resenha crítica, Tish e Fonny nunca deixam de acreditar - mesmo diante de todas as dificuldades. Aqui, temos mais um ponto importante a ser ressaltado: a conjuntura familiar de Tish. A sua mãe (interpretada por Regina King, em performance vencedora do Oscar 2019 de Melhor Atriz Coadjuvante) representa todos os valores que enxergamos nela. E isso é um dos pontos mais admiráveis em "Se a Rua Beale Falasse".
Um Filme feito para americanos , bem voltado pra cultura americana, fala sobre racismo, o roteiro é bem básico! , os protagonistas até que são bons! A beleza da atriz Kiki Layne é um destaque! , mas o filme não traz emoção , o final é fraco .., um filme comum , filme de época , se passa nos anos 60 , filme bem esquecível .
Esse ano a questão racial sobretudo,vem ganhando seu destaque merecido na temporada de premiações e que rendeu a esse filme 3 indicações no principal prêmio do cinema.O filme é uma adaptação de um livro que foi adaptada pelo diretor Barry Jenkins que tem em seu currículo o incrível Moonlight que concorreu ao Oscar de 2019 e aqui ele tem um bom trabalho apesar de não ter nada de originalidade em seu conteúdo e talvez isso seja o ponto mais negativo como um todo.O filme trata o relacionamento do jovem casal que é separado pela injustiça e o forte racismo que acaba levando Fonny a cadeia por um crime que não cometeu e a rejeição do relacionamento vindo por parte da mãe dele.O diretor sabe mostrar muito bem editado e as vezes a evolução do conhecimento e interação entre os protagonista que deixa evidente o amor e a química dos dois que é benéfica ao filme,e paralelamente a questão da Sharon é muito bem vinda e a atuação da Regina King é de destaque não atoa está sendo indicada ao premio de melhor atriz coadjuvante,interpretando a uma personagem forte e que tem presença.os problemas começam a partir da falta de assunto as vezes deixada clara pelo diretor que acaba sem ter muito o que contar por vezes e a história genérica e formulaica atrapalham um pouco.
Com começo promissor, interessantes personagens apresentados rapidamente e ótimas atuações,o filme acaba não entregando tudo o que promete. No meio, a narrativa se torna monótona e perde todas as possibilidades de voltar ao ritmo inicial. No final, apenas ok.
Se A Rua Beale Falasse, projeto de Barry Jenkins (Moonlight), é um filme muito otimista, porém isso atrapalha filme, pelo diálogos superficiais e genéricos, mas o filme se salva pela história de amor entre os dois personagens. O romance entre eles é bem verdadeiro, eu conseguia acreditar naquele amor. As atuações são excelentes, por exemplo, da Kiki Layne e Regina King que são soberanas. A Kiki Layne está tão verdadeira, o seu olhar consegue penetrar na sua alma. A Regina King está poderosa. A cena entre ela e a mãe do Fonny é F*da. A trilha sonora é delicada e sensível.
Se A Rua Beale Falasse é muito melhor que Moonlight, mas é um bom filme. Nota:7,2
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