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Anderson G.
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404 críticas
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4,0
Enviada em 14 de maio de 2023
"Triangulo Da Tristeza" é um filme de três atos bem diferentes, tem um bom, um ótimo e um péssimo, apesar da divergência da qualidade entre eles entendemos perfeitamente suas escolhas narrativas. Começamos sendo apresentados ao casal Yaya e Carl e suas desaventuras cotidianas, discussões sobre femismo, bem diferentes inclusive, são postas e sentimos o impacto da direção, bem naturalista, explorando seus personagens, com enquadramentos irônicos e cortes secos, sentimos uma inspiração bem europeia no estilo artístico do diretor Rubem Ostuld, não é para menos visto que o diretor é sueco, embora a obra seja americana. Após isso temos um ato irretocável, a onde a crítica se transforma em uma discussão sobre a exploração e riqueza, critica essa que é muito bem embasada e explanada mediante um perfeito humor acido e sempre muito bem colocado, tudo funciona nessas quase uma hora, os personagens, o texto, a narração e as atuações, porem isso transborda para um inevitável aprofundamento da crítica, levando-nos ao terceiro ato, a onde o humor migra para seriedade, que não funciona, e deixa a obra monótona e chata, porém, sua conclusão é ótima e salva o longa conseguindo unir perfeitamente o humor juntamente da crítica social. "Triangulo Da Tristeza" é uma montanha-russa, ou melhor, um barco em uma tempestade perniciosa. 8/10
Pra mim esse filme foi um belo pedaço de m****! Podia tirar pra lá de meia hora desse filme que não faria falta. spoiler: Um monte de cenas nojentas desnecessárias que só serviram pra encher linguiça, um navio que é atacado sem se explicar o motivo, um monte de patetas com medo dos relinchos de um burro, um mané inútil que parece ser a mulher da relação e pra coroar um final sem final.
Tá aí um filme que merecia um oscar. Que filmaço! Sequer foi mencionado o falecimento de Charlbi Dean (Yaya), que teve uma grande atuação. Crítica irônica de forma muito ácida, retratando o antagonismo social sob várias esferas. Como a classe dominante exerce a influência e dita o ritmo da sociedade, e como a sociedade pode ser tão diferente e semelhantes ao mesmo tempo. Vale muito a pena! muito melhor que o filme ganhador do oscar.
Este filme começou interessante focando em momentos sutis com um toque engraçado e provocativo. No entanto enredo foi completamente esquecido e com isso o meu interesse... Sobre o final ser aberto, não vejo como um ponto negativo, já que a mensagem é passada durante a trajetória sem necessariamente precisar de um desfecho. Só acho que poderiam ter tirado algumas cenas inúteis e encurtar um pouco o filme. Nota 6/10
Genial! Uma crítica muito bem feita sobre as posições de poder, mesmo em situações onde há extremo caos. Filme perturbador, com humor ácido. Entrega muita reflexão.
“Triângulo da Tristeza”, filme dirigido e escrito por Ruben Östlund, é um reflexo do mundo em que vivemos. A superficialidade e a preocupação com as aparências e um estilo de vida que nem sempre representa o que você é estão estampadas nas personagens. Os vazios de vidas em que a imagem está acima de tudo também.
As três partes de “Triângulo da Tristeza” possuem um elemento em comum: a discussão sobre o dinheiro, e como ele é determinante para as nossas relações - desde a escolha sobre com quem decidimos nos relacionar, até à decisão sobre os locais que frequentamos, os produtos que consumimos e a imagem que essas escolhas passam para os outros.
Um ponto interessante em “Triângulo da Tristeza” é que o filme aborda também o lado contrário: ao mostrar que, mesmo em condições de igualdade, as relações de poder também possuem uma importância fundamental na maneira como nos comportamos, como nos colocamos diante dos outros e como servimos aos outros.
Neste sentido, chama a atenção em “Triângulo da Tristeza” as muitas metáforas utilizadas por Ruben Östlund para representar a mensagem que ele quer deixar conosco. O filme é bastante perspicaz ao adotar um tom exagerado com conceitos/críticas relacionadas ao capitalismo/socialismo/marxismo. Dinheiro traz felicidade? Não. Porém, ele é primordial para todo o resto. E ignorar isso é ser igualmente hipócrita - como o são o grupo de personagens de “Triângulo da Tristeza”.
Não entendo como algumas pessoas gostam deste filme! É chato, lento, sem final. Alguns pseudo-intelectuais querem te fazer acreditar que tem uma crítica social e blá, blá, blá. Não caiam nessa e já vou avisando não tem final!
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