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Felipe F.
3.727 seguidores
758 críticas
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4,0
Enviada em 3 de março de 2023
Grande filme, uma bela e caótica sátira a comunidade rica. Diversas inversões de papéis, e criticas sociais muito boas. Filme bem escrito, dirigido e atuado. Muito bom.
Melhor filme, melhor roteiro e melhor direção. Um drama, ou talvez uma comédia, seguramente os dois, sobre o âmago do poder e suas consequências sobre pessoas que almejam possuí-lo e, assim que têm o menor contato com ele, passam a vivê-lo como objetivo único e final da existência. O dinheiro em excesso obviamente está quase sempre envolvido, independente da forma, sempre discutível, utilizada para obtê-lo. Porém o poder em si prescinde dele. Um assunto como esse, pesado e nebuloso, é discutido o tempo todo com leveza e humor. É um filme extremamente agradável de se ver, talvez por ser muito engraçado, com imagens e frases que exigem atenção constante. Como, por exemplo, a discussão sobre capitalismo e comunismo entre o capitão da embarcação e o milionário russo que enriqueceu, conforme ele mesmo diz vendendo merda. Impagável! Ou o detalhe do modelo que discute com sua namorada, uma influencer digital (interpretada por Charlbi Dean Kriek que morreu aos 32 anos, em 29/08/2022) assuntos fúteis, tendo no colo o Ulisses de James Joyce. Não ver este filme é sinônimo de perder uma rara oportunidade de instigar os neurônios enquanto se diverte.
Este filme começou interessante focando em momentos sutis com um toque engraçado e provocativo. No entanto enredo foi completamente esquecido e com isso o meu interesse... Sobre o final ser aberto, não vejo como um ponto negativo, já que a mensagem é passada durante a trajetória sem necessariamente precisar de um desfecho. Só acho que poderiam ter tirado algumas cenas inúteis e encurtar um pouco o filme. Nota 6/10
Trata-se de uma sátira com pitadas de humor negro, desta forma tudo é exagerado e até meio grotesco, até aí "tudo bem". O problema vem com a falta de ritmo, os atores medianos e meia dúzia de diálogos interessantes . O filme literalmente se perde ao querer impor uma visão ideológica de mundo, com fatos que carecem de contraponto e que tem a profundidade de um pires. Chega a ser razoável a mudança que ocorre o acidente, na qual há uma inversão nítida da "sociedade", de Patriarcal para Matriarcal, e o mais curioso é ver que em sim pouco muda, pois continuam havendo abusos. Tirando a questão ideológica de lado(que só veio a tona pois o próprio diretor fez questão de deixar claro seu ponto de vista ) o longa carece de várias qualidades. Longo demais, superficial na construção do tema central e no desenrolar da trama, e apesar de se tratar de uma sátira, não temos muito do que rir aqui, fora as situações bizarras e desnecessárias que poderiam ser retiradas e que poupariam o tempo do expectador sem trazer prejuízo ao entendimento da história. Começa razoável, tem alguns bons momentos mas vai perdendo fôlego e derrapa feio no final; a consequência é uma obra pouco interessante, pouco envolvente e que tenta mostrar muito mas entrega muito muito pouco. Pelo visto estamos diante do Oscar dos filmes bizarros, chatos, pretensiosos e desnecessários.
^Confesso a minha ignorância por assistir um filme deste e não ter entendido droga nenhuma.. spoiler: Começa a viagem de navio, a coisa vai no lenga-lenga, até que durante um jantar, o navio começa a balançar demais e todos os hóspedes começam a vomitar. Aí até parece que é uma comédia, dependendo do espectador que não suporta ver vômitos. Então, depois, o navio sofre um acidente e a partir daí começa o drama pela sobrevivência entre ricos e pobres, não há mais distinção entre eles. Tantas horas de filme para não dar em nada, não ter uma conclusão, um epílogo ou, um final. Se isso ganhar o Oscar de melhor filme, com certeza foi marmelada. spoiler:
Numa espécie de "dramédia de erros" acrescida de um pouco do tempero de Parasita (o filme ganhador do Oscar 2020) e uma pitada de White Lotus (a série da HBO), Triângulo da tristeza traz novamente a temática white people problems. Só que com tintas mais carregadas. Apesar de ser antecedida por títulos de peso e prestígio, essa outra sátira social atrai e entretém também (com menos charme, no entanto). Um grupo de milionários discute frívolamente assuntos como política, igualdade de classes, raças e gêneros a bordo de luxuoso iate, enquanto faz exigências arbitrárias e pedidos esdrúxulos aos funcionários. Ao mesmo tempo, o barco dá sinais evidentes de que não está sendo bem conduzido. Viajando com eles, o casal Yaya e Carl, não são ricos. Mas jovens, lindos, fashionistas e influencers. Ganharam as passagens numa cortesia da agêcia de modelos da moça. Viram os queridinhos dos ricaços. O comandante insano e depressivo, pouco se importa com o velejar do barco. A tripulação, única preocupada com a loucura que aos poucos vai tomando conta do navio, limpa, serve e agrada os bon vivants. Enquanto naufragam (literalmente), os ricos passam mal, dão vexame, perdem a vergonha, a classe e o senso do ridículo (se é que houve algum dia). O navio vem a pique com 5 passageiros e 3 tripulantes sobreviventes. Apesar de ainda serem a maioria na ilha onde vão parar, os endinheirados não sabem fazer coisa alguma. A camareira sabe nadar, pescar e cozinhar. Ao perceber que está no comando, não se deixa intimidar. Impõe regras e exigências. Um pequeno matriarcado se instala e segue-se um novo modo de sobrevida, recheado de controvérsias, ironias, humor cáustico e caótico. Desfecho aterrador e bastante previsível, sem no entanto ofuscar o interesse pela narrativa.
Tá aí um filme que merecia um oscar. Que filmaço! Sequer foi mencionado o falecimento de Charlbi Dean (Yaya), que teve uma grande atuação. Crítica irônica de forma muito ácida, retratando o antagonismo social sob várias esferas. Como a classe dominante exerce a influência e dita o ritmo da sociedade, e como a sociedade pode ser tão diferente e semelhantes ao mesmo tempo. Vale muito a pena! muito melhor que o filme ganhador do oscar.
Filme péssimo, 2h30min de muito sofrimento. Nunca torci tanto para um filme acabar... Ah, mas ele aborda uma crítica a Alta Sociedade, aborda temas do nosso dia a dia, e blá blá blá... Filme que os famosos "Sommelier" de cinema adoram, pois usam lindas palavras e frases complexas para descrever um Filme absurdamente fraco, e inacreditável concorrer a Melhor Filme.
Não entendo como algumas pessoas gostam deste filme! É chato, lento, sem final. Alguns pseudo-intelectuais querem te fazer acreditar que tem uma crítica social e blá, blá, blá. Não caiam nessa e já vou avisando não tem final!
Um filme de qualidade com um ótimo elenco! Aqui temos um lugar cheio rincões e um casal que parou lá por sorte, ai já dar pra vê a loucura que é esse local que entra em colapso quando ocorre o centro da história e nos trás uma história forte, com pitadas de comédia e ato final um pouco insosso, mesmo assim temos aqui um filme no mínimo interessante.
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