Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Rodrigo Gomes
6.174 seguidores
981 críticas
Seguir usuário
4,5
Enviada em 19 de abril de 2019
Forte, pesado, coerente e em momento algum perde a elegância em seu desenrolar. Um protagonista forte, que vem se destacando em grandes roteiros, acompanhado de duas lendas vivas, imprimem tudo que precisamos ver e receber nessa transmissão de socorro. Esse roteiro é atual e devia ser assistido por todos. Muito emocionante todo o tempo. Refletimos e analisamos...o que realmente importa? O que realmente vale a pena? E o amor? Quanto nós perdemos por não saber equilibrar nossas crenças exageradas? Que Deus é esse de tamanha crueldade? Precisamos assistir.
O jovem Garrard (Lucas Hedges) de apenas 19 anos mora numa pequena cidade conservadora do Arkansas. Ele é gay e filho de um pastor da igreja batista. Chega um momento em que ele é confrontado pela família, ou arrisca perder sua família e amigos ou entra num programa de terapia que busca a "cura" da homossexualidade.
achei um filme bem forte principalmente por ser baseado em fatos reais e saber que existe muito disso dos pais não aceitarem a opção sexual dos filhos e querer de qualquer jeito fazer com que eles mudem como se fosse uma doença, realmente um filme muito bom com grandes atuações⭐⭐⭐
Mais uma vez, vemos aqui os exageros, e a ignorância da religiosidade da fé cristã! Quantas vida são perdidas por causa dela? Quem tem o direito de julgar oq é certo ou errado? Eu fico indignado com tantos pais, desinformados, e aonde está o amor? Enfim, em tempos vamos superar isso! Já vivemos abertamente hoje em 2019, temos leis, e a homofobia agora é crime no Brasil, uma vitória grande.
O filme baseado em fatos reais conta a história de um drama familiar em que um pastor da igreja batista bastante conservador e sua esposa recatada e zelosa pelos afazeres do lar recebem a notícia de que seu único filho pode ser gay e portanto buscam um tratamento para a possível e incabível cura do homossexualismo. Com uma bela direção e roteiro, o filme conta contudo com um impecável elenco. Russel Crowe com todo seu talento desenvolve o personagem mais complexo. Mas, para variar quem rouba a cena é Nicole Kidman. A atriz vive uma personagem que é aparentemente fria, mas que ao longo do filme mostra o lado mãe que através de pequenos atos, demonstra todo seu amor e afeto pelo filho, apostando tudo para comprovar isso. A dinâmica entre a atriz e Hedges gera algumas sequências realmente tocantes, fazendo lágrimas escorrem sem ser piegas. Tema muito atual tornando-se um filme imperdível e super recomendado para todo público, principalmente os conservadores.
O filme é muito interessante e logo de inicio deixa claro que é uma história real, a abordagem dura e critica sobre as famílias que não aceitam como as pessoas são, mostrando os dramas no dia a dia, uma tentativa de mudança e o caos que isso pode gerar. O filme tem um roteiro fluido com diálogos fortes e duros, uma direção segura sem medo do que está fazendo, faltou um melhor audiovisual. O filme é bem interpretado e o resultado final é surpreendente, um filme injustiçado nas premiações. Nota 4,0/5 no Adoro Cinema e 8,6 /10 na minha lista pessoal.
Excelente filme que expõe o drama de adolescentes descobrindo a homossexualidade, a polemica dos pais em encarar como se fosse uma doença, um desvio de carater como se fosse apenas uma questão de escolha. Recomendo!
Uma história forte e extremamente necessária de ser contada. Mt triste que tudo isso ainda aconteça nos dias de hoje. Atuação brilhante de Lucas Hedges. Talvez a melhor de sua carreira até agora. Um dos melhores filmes com a temática lgbt que eu já vi. Muito bem produzido e todos os atores estão mt bem, até os coadjuvantes mais novinhos. Muito legal de ver o Flea, baixista do RHCP atuando rs.
Jared (Hedges), filho de um pastor batista bastante conservador, Marshall (Crowe) é levado por esse e sua mãe, Nancy (Kidman) a uma instituição que pretensamente promoveria a cura de homossexuais. Vitimas de maus tratos e humilhações, como outros jovens lá internaos, Jared sente-se inicialmente grandemente culpado de seu próprio desejo. Aos poucos, no entanto, começará a se rebelar e não a fazer o “jogo duplo” que a maior parte dos internos efetua, para poder sobreviver emocionalmente.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/08/filme-do-dia-boy-erased-uma-verdade.html
Certamente já assistimos vários filmes sobre a mesma temática, alguns até muito melhores e mais envolventes do que este, como por exemplo ‘They/Them - O Acampamento’, de 2022, dirigido por John Logan, roteirista de ‘Gladiador’, ‘O Aviador’ e ‘007 - Operação Skyfall’ e protagonizado por Kevin Bacon. O diferencial está exatamente no fato de que, por ser infinitamente mais sutil e menos explícita, a violência cotidiana, em relação aos LGBTQIA+ que "precisam" ser submetidos a esta "terapia", parece bastante mais factível e mais real. spoiler: Excetuando a "surra de Bíblia" aplicada ao personagem Cameron, única vítima fatal deste filme (que se suicida, por não aguentar a pressão), a violência é muito mais "simbólica", mais verbal e psicológica, menos física, do que no filme de John Logan. Naquele caso, até porque todo o contexto é muito mais truculento, nos é oferecido um desfecho libertador, no sentido de que existe a vingança, a revanche, de todos aqueles que foram agredidos e silenciados. Focado na obsessão de uma sociedade doente, construída em grande parte sobre o Fundamentalismo, que não tolera "desvios", o discurso de 'Boy Erased' é religioso, da primeira à última cena. Se houvesse um único personagem não cristão em cena, toda a construção do filme desmoronaria, como um castelo de cartas quando uma delas é retirada. O enredo não se sustenta sem a premissa de que tanto os que atuam quanto os que assistem são cristãos. Um dos motores que impulsionam o enredo, que é o conflito entre o filho gay universitário e o pai pastor, não foi bem construído. Parece absolutamente superficial e desnecessário, já que o filho é maior de idade, logo, tem todas as condições, inclusive legais, de tomar as próprias decisões.spoiler: Inclusive, diante deste fato (a maioridade) parece absurdo precisar haver uma intervenção da mãe (mais uma grande atuação de Nicole Kidman), no sentido de ir retirá-lo da terapia, onde ele é mantido quase que em cárcere privado.
spoiler: Ao final do filme, baseado em fatos reais, nos é revelado por um narrador, que este tipo de "terapia" ainda existe em 36 Estados dos EUA e que aproximadamente 700.000 pessoas já foram submetidas a esta experiência.
Definitivamente, é mais um terror do que um drama. Demonstra a miopia intelectual de grande parte de uma nação que, paradoxalmente, se diz cristã, embora dê muito mais ênfase ao Levítico (Antigo Testamento) do que aos Evangelhos, ao amor, à aceitação e ao perdão, que são a tônica da doutrina deixada por Jesus.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade