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Carlos Castro
989 seguidores
343 críticas
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4,0
Enviada em 26 de janeiro de 2019
Muito interessante a dinâmica estabelecida com a inversão dos papéis na sociedade. Geralmente o negro é mostrado sempre como serviçal/funcionário em filmes que retratam o racismo e nunca como chefe. Mas em Green Book, que se passa no início da década de 60, auge do apart-heid, é o branco quem é contratado por um negro. Os contrastes que essa situação nos permite enxergar são chocantes, como a diferença entre os hotéis designados pelo tom de pele. O roteiro também acerta nos diálogos, que são empolgantes, inteligentes, naturais e por vezes, engraçado. Já não se pode dizer o mesmo da narrativa, que exagera na dose de situações racistas, perdendo a sua sutileza e se tornando previsível. Essa falha impede de se dizer que Green Book é espetacular, mas não compromete a experiência, pois as atuações impressionantes da dupla principal, a bela fotografia e o tom "good vibes" em que o filme termina, compensa todos os excessos.
Filme muito gracioso, recomendo. Viggo Mortensen está fisicamente irreconhecível e reconhecivelmente ótimo na interpretação, e seu papel, o motorista Tony, é a graça maior do filme, e lembra o carisma de Robert de Niro. No entanto, e isso não é culpa do ator, e sim do roteirista, a personalidade de Tony é contraditória. Um cara que é capaz de até roubar, o famoso "achado não é roubado", que soca alguém com extrema facilidade de motivação, só que, ao mesmo tempo, demonstra uma empatia fora do normal ao recusar aumento de salário, além de outras demonstrações de empatia. Claro que esse conjunto de comportamentos desconexos poderia ser só o retrato de sua burrice, de fato é perceptível a intenção de criar um personagem de inteligência limitada, mas se era pra ser assim, também está dissonante de algumas frases bem engenhosas que Tony diz, muito adequadas às situações. Enfim, quem parece estar falando nesses casos é o roteirista, que dourou as palavras, e não o personagem, um sujeito bem limitado, que em outros momentos, só sabe escrever cartas para a mulher distante dizendo o que foi que comeu no almoço e o que está comendo então.
Ótimo! História impactante e dramática, mas com um toque de bom humor. Me surpreendi positivamante, não esperava tanto! Apesar de ter mais de duas horas, o filme não é nem um pouco entediante!
Um filme que traz uma mensagem simples mais muito bem vinda a um mundo cheio de preconceitos mas claro sem a mesma da década de 60 nos EUA,algo a se discutir até hoje e no fim temos uma história bonita de amizade entre motorista e patrão.O roteiro narra a história de Tony Lip fanfarrão que após perder seu emprego recebe uma proposta para trabalhar para o pianista Dr. Shirley um homem com personalidade certinha e negro,os dois vão criando laços ao longo de sua viagem de turnê tendo que enfrentar com o preconceito racial sofrido por Shirley.Green Book está sendo indicado em 5 categorias incluindo a de melhor filme e isso talvez seja explicado na boa sintonia dos protagonistas e o roteiro que é balanceado na comédia e no drama muito bem colocado.O diretor é Peter Farrelly que também escreve o filme e o maior mérito talvez seja a boa estrutura que é compensada mais ainda pelo elenco que manda muito bem.Viggo Mortensen está perfeito ele é o ponto de equilíbrio e possui um arco muito bom que aprende valores com a convivência e é engraçado quando solicitado com o jeito brutamontes e com linguajar sujo que é hilário já o Mahershala Ali é o cara sábio e solitário que sofre com preconceito de partir coração e é o ponto dramático do filme enquanto a Linda Cardellini merecia mais material para trabalhar e se limita apenas a esposa do Tony.Green Book é um bom filme reflexivo que trata a desigualdade racial dos EUA na década de 60 que consegue ser dramático e engraçado no Timing certo.
Bom filme. 2 ótimos atores, história interessante. Leve e alto astral, apesar de mostrar o racismo dos anos 60. Não é filme para vencer um Oscar de Melhor Filme, mas entrega bem o que pretende
Um raro caso em que o filme merecidamente levou o Oscar de melhor filme. Green Book é uma espécie de Conduzindo Miss Daisy às avessas. Perfeita atuação de Vigo Mortensen que valeu o prêmio de melhor ator coadjuvante a Mahershala Ali? O enredo é perfeito mostrando a dura realidade do racismo dos EUA nos anos 60 e a improvável amizade pura e desinteressada entre um negro e um branco. Filme top!
Gosto de como o filme aborda o Viggo como uma pessoa calma e centrada. Ele representa uma pessoa com pouco estudo, mas que cumpre suas tarefas com disciplina e se mistura na sociedade branca dos anos 60. Seu patrão provisório, Mahershala, por outro lado, é uma pessoa com muito estudo, mas que não tem muito controle emocional. Sendo ainda uma pessoa negra, sofre um preconceito velado da sociedade, o que torna uma pessoa muito solitária e sempre na defensiva.
Não vi a relação de um negro patrão e seu motorista branco ser tão explorada no filme, mas sim a relação de duas pessoas de mundos diferentes. O filme é muito parecido com O Discurso do Rei. Pessoas diferentes, de sociedades diferentes, de classes diferentes que precisam passar um tempo juntos e descobrem que tem muito mais em comum do que imaginam e muito a ensinar de um para o outro.
Filme previsível, mas sem deixar aquele gosto amargo de tempo desperdiçado, por ser fácil e gostoso de assistir.
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