Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Carlos Castro
991 seguidores
346 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2019
Mais do que biografar a vida de Van Gogh, o filme quer nos passar sensações. A primeira sensação forte que senti foi durante o primeiro ato, enquanto o pintor interagia com a natureza. Os planos de câmera, as cores vibrantes, a música e a atuação me fizeram sentir o contato profundo que Van Gogh tinha com a natureza. Quando a câmera passa a ser os olhos do personagem, novas sensações são estimuladas. Passamos a enxergar tudo pelo olhar turvo do Van Gogh e percemos o quanto a luz do sol influencia em como enxerga as coisas e passa isso para a tela. Nestes momentos a mixagem de som fica bem alta e detalhada, fazendo nos sentir o próprio pintor. E apesar de ser irritante em alguns momentos, a câmera na mão ilustra bem o desequilíbrio do artista. At Eternity's Gate é uma biografia que se esforça para sair das convenções do gênero e nos convida a ver e tentar decifrar a forma que Van Gogh enxergava o seu redor. Sofre com seus problemas de ritmo e a trama simplificada, mas acerta muito mais do que erra. Mérito ao diretor e o ator principal.
Bom filme com um dos atores que mais brilham nos últimos anos e aqui ele novamente dar show numa grande performance, sendo inclusive indicado ao óscar, Willem Dafoe. Aqui temos um roteiro redondo, mas peca em tardar na informação e assim cansa, apesar dessa falha o filme tem boa montagem e uma boa trilha sonora.
Uma biografia triste e confusa. A confusão, talvez seja o artifício usado para nos levar à cabeça do pintor em todos os seus surtos e demônios mal esclarecidos. É forte e transmite de uma forma ímpar a brilhante mente de um dos maiores artistas que já existiu. Sua representação é magnânima. Willem Dafoe está perfeito no personagem.
O filme tem uma história interessante de um dos maiores pintores do mundo, que diferente de muitos expressava a sua dor e o seu sofrimento nas suas telas. O filme se perde no roteiro e na sua direção de filmagem, não mostra os surtos principais do pintor como o corte da orelha e uma péssima direcionamento de câmara gerando desconfortos em alguns momentos, faltou mais detalhes da história e em alguns momentos isso passar despercebido. O ponto positivo é a atuação fundamental e impressionante do ator principal, um bom figurino os atores. No adoro cinema a nota é 3,5 e na minha lista pessoa 7,0/10. Assinado por: Tarcísio Braga
Filme sobre a arte e a loucura de Van Gogh com consistente interpretação de Dafoe sobre este gênio para além do seu tempo, pois segundo suas palavras, seus apreciadores ainda não haviam nascido.
Em 1888, Vincent Van Gogh (Willem Dafoe) vivia em Arles. Recluso e melancólico, ele tentava decifrar seus pensamentos enquanto pintava um dos quadros mais famosos na história da arte moderna: Quarto em Arles.
muito legal poder conhecer um pouco mais da história desse gênio que enquanto esteve vivo não foi reconhecido e hoje em dia é considerado um dos maiores pintores da humanidade, já sabia alguma coisa da sua vida, mas é sempre muito legal poder saber detalhes que nunca poderíamos imaginar ⭐⭐⭐
Willem Dafoe é um ator precioso.. Apesar de Kirk Douglas e Tim Roth já terem vivido o pintor ('Sede de viver' e "Vincent & Theo'), é Dafoe que mais nos oferece a imagem mais tocante da fragilidade de Vincent Van Gogh. E é ele que faz NO PORTAL DA ETERNIDADE valer a pena. O filme, arrastado, sem uma cronologia precisa e trêmulo em algumas cenas, poderia cair facilmente numa baboseira intelectualóide sobre a loucura e a arte. O elenco de apoio também é muito bom e há uma cena particularmente instigante entre Van Gogh (Dafoe) e o padre que avaliará sua saúde mental (o ator dinamarquês Mads Mikkelsen). É conhecida a mente incerta de Vincent, os perrengues pelos quais passou, o ostracismo, a amizade-relâmpago e pouco saudável com Gauguin, mas tudo isso é potencializado por Willem Dafoe, que realmente nos faz esquecer que está representando. Uma brilhante atuação.
Hoje dia de assistir mais uma biografia sobre um pintor bem famoso, depois de Gauguin, dessa vez é Van Gogh, e aqui a diferença é bem mais explícita, tanto pela loucura conhecida tanto por ser algo bem mais filosófico. O filme mostra desde as primeiras tentativas de Van Gogh de ser alguém reconhecido, até toda sua loucura mais conhecida, incluindo seus últimos momentos. O filme quase sempre é bem filosófico, indiferente do momento do protagonista, tenta mostrar como as pinturas são belas, e retratam muito além de tintas sobre tela. Seja na sua concepção ou no seu entendimento, as pinturas estão muito além das formas e do que é mostrado, tudo é bem produzido para mostrar isso. Porém essa mesma boa característica deixa o filme um pouco cansativo, há poucos desvios de algo filosofal, não trazendo muitas emoções além de uma viagem através das aventuras de Van Gogh, o tempo é facilmente ignorado e muitas situações são implantadas repentinamente, para mostrar que há algo além da criação das pinturas. A loucura é mostrada com mais evidência nessas partes, deixando claro as fases mais historicamente conhecida do pintor, mesmo que não haja muitos detalhes, algumas coisas são bem interessantes. O fim do filme não muda muito a perspectiva de filosofar sobre suas artes, mas deixa claro que sua loucura vinha de si mesmo, algo um tanto sem cura, e ao mesmo tempo bem consciente, o que até pode gerar uma sensação de satisfação, de mostrar um lado mais humano e controlado, e menos louco e viajado. No geral, um filme um tanto lento, que mostra muito da criação artística de Van Gogh de forma bem filosofal, e que intercala momentos mais interessantes e curiosos, mas que não passa uma sensação mais empolgante.
O filme acerta em todos os quesitos: fotografia maravilhosa, direção inteligente, atuação impecável de Willem Dafoe, mais uma pra carreira desse mestre! Bem melhor que o chato O Farol. Aqui a história realmente cativa e nos deixa curioso pra saber mais sobre a vida de Van Gogh a cada cena.
Sou fã incondicional do pintor Van Gogh num filme onde destaca a vida soturna e conturbada do mais enigmático pintor. Com a sutileza e bucólica adaptação genuína de um diretor europeu.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade