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jaime filho
10 seguidores
86 críticas
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4,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2021
Um homem que lê o jornal para dezenas ou centenas de ouvintes de cidade em cidade, em pleno sul pós-guerra civil americana, encontra uma garota alemã criada por índios. O choque cultural é o que mais chama a atenção, além dos percalços enfrentados pelo personagem.
Sou fã no gênero e de Tom Hanks e não poderia deixar de ver o filme. O filme em si é meio parado e não há grandes emoções no decorrer das duas horas mas mesmo assim vale pela fotografia e atuações.
nem tom Hanks conseguiu salvar mais do mesmo, historia sem graça, não consegue fazer vc se apegar do começo ao fim! pena, desperdiçaram um SR ator com uma história sem roteiro.
Um homem devastado pela crueldade de uma guerra civil desumana encontra a oportunidade de redenção em uma garotinha estrangeira que é entregue a seus cuidados. Dali em diante, ele embarca em uma jornada especial, na qual se aproxima mais dela e cria laços estreitos que vão impactar e moldar ambos, redefinindo seus pensamentos e perspectivas de mundo. Juntos, os dois aprendem mais sobre o significado da vida e das relações sociais e desenvolvem afeição e um senso de parceria. Ela basicamente se torna filha dele e, enquanto obstáculos surgem para desafiá-los (como a diferença de idioma nativo), ele encontra um sentido e uma direção, e ela, cuidados e apoio. A guerra quase o derrotou, o deixou abalado, pois ele testemunhou muitas maldades e muito derramamento de sangue. Mas ao encontrar a garotinha e se ver ligado a ela, o protagonista encontra esperança e alento. Aliado a isso, está sua tarefa rotineira de espalhar notícias, auxiliado por ela. A guerra civil não o devorou, nem foi capaz de secar suas esperanças. Em sua jornada divulgando notícias, ele percebe que há uma chance de redenção e não a deixa escapar. Um filme sobre amizade, perseverança e sobre como alguém especial pode se unir a nós para que possamos voltar sorrir e para que possamos recomeçar, forjando novos laços.
“Relatos do mundo” é o primeiro faroeste do diretor Paul Greengrass, o longa é baseado no livro de mesmo nome de Paulette Jiles. Paul foi o responsável pelos três últimos filmes, estrelados por Matt Damon, da saga Jason Bourne. O diretor se reencontra com Tom Hanks após terem trabalhado juntos em “Capitão Phillips”. A jovem Helena Zengel se une aos dois, e o trio apresenta uma obra bonita e emocionante. Trazendo à tona a diversidade entre os norte-americanos e os diferentes modos de pensar em uma desconstrução do western e da personalidade texana “padrão”.
Acompanhamos o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) poucos anos após o fim da Guerra Civil, a trama se passa em 1870. Para os sulistas o clima de derrota ainda persiste. Não concordam com o pagamento das dívidas de guerra e têm muita dificuldade em aceitar a abolição da escravidão e o direito ao voto dos ex-escravos. É um ótimo contexto histórico que diz muito sobre as discordâncias ainda existentes na população dos Estados Unidos. Nas entrelinhas do longa encontramos importantes discussões: preconceito, racismo, xenofobia e até mesmo fake news. O capitão é um dos derrotados na guerra, ele perdeu tudo e viaja de cidade em cidade lendo as notícias de jornais para os habitantes locais. Durante um de seus trajetos pelas perigosas estradas do velho oeste, ele encontra a pequena Johanna (Helena Zengel) que escapou de um assalto a diligência que a transportava. A menina viveu anos com o povo indigena Kiowa após ter sido sequestrada de sua família alemã. Sua família Kiowa é assassinada pelo exército americano e a garota estava sendo transportada para viver com seus tios. Kidd acaba aceitando a missão de levar Johana para sua nova casa. É essa jornada longa e perigosa de um sulista ex-combatente na guerra civil e uma garota alemã criada por indígenas que acompanhamos.
A dupla protagonista é fascinante, Helena Zengel impressiona com uma atuação de impacto em uma difícil personagem. A garota de doze anos fala três línguas diferentes e passa por situações extremas em um papel que exige muito. Ao seu lado Tom Hanks demonstra sua já consagrada habilidade sabendo evocar muito bem o homem durão com traumas do passado que reencontra uma razão de viver. Porém, ele não é o cowboy clássico dos bangue-bangues, e sim alguém que é levado a tomar atitudes e ações dignas de um pistoleiro. Mesmo que a todo momento ele as tente evitar. Ambos têm de superar traumas, enfrentar as dificuldades do presente e encontrar seu lugar no mundo enquanto viajam pela linda fotografia de Dariusz Wolski. Durante a jornada temos algumas cenas pontuais de ação, impactantes e bem realizadas têm o objetivo de causar tensão e suspense. Mas todas elas também funcionam em prol da narrativa, seja deixando a dupla mais próxima, causando empatia em ambos ou mostrando mais a fundo como cada um daqueles personagens é.
Em “Relatos do Mundo” encontramos um homem e uma garota que perderam seu lugar no mundo e suas histórias. Em meio a grandes empecilhos e dificuldades, conseguiram se reencontrar e almejar um futuro juntos contando histórias.
A sinopse do filme apresentando uma crítica é o suficiente para expressar a minha opinião! Muito bom! O que realmente chama a atenção é a interpretação de Helena Zengel. Uma rara imersão no mundo do silêncio! Incrível como é capaz de fazer o corpo falar!!!
Tom Hanks é ótimo ator e carismático, não há como não criar empatia com seu personagem. Ótima atuação da linda menina revelação chamada Helena Zengel! Linda fotografia! Apesar de alguns clichês, o filme transcorre bem, com momentos de suspense, de ação e de emoção. Vale assistir!
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