Palmer é um drama que foi dirigido por Fisher Stevens e contou com o roteiro de Cheryl Guerriero. Na trama, acompanhamos Palmer (Justin Timberlake) que é solto após ter ficado 12 anos na prisão. Sem teto e trabalho, acaba ficando na casa de sua avó Vivian Palmer (June Squibb). Com passar do tempo, Palmer desenvolve um vínculo muito forte e improvável com um garotinho Sam (Ryder Allen). Porém, o passado de Palmer começa a atrapalhar sua vida e de sua nova família. Filme improvável diante de tantas possibilidades: com Stevens migrando recemente na época para direção e Timberlake fazendo um drama tenso. A história se passa diante de todos os clichês para um drama, mas sabe a dose certa de cada emoção. O pequeno Allen estreia de forma brilhante em seu papel, sofrendo todo tipo de bullying apenas por gostar de “coisas de meninas” (brinca de boneca, assistir desenhos de fadas e princesas).O que falar da breve participação de Squibb, uma senhora que com seu jeito acaba nos cativando. O filme busca de forma simples e até leve tratar sobre temas sensíveis. Tratar sobre bullying, sobre o “ser menino ou ser menina” que a sociedade impõe e até mesmo as emoções e sentimentos reprimidos por Palmer foram pratos cheios no filme. E lógico que essa escolha tem seus custos, pois trocou profundidade de temas importantes para arrancar lagrimas. O terceiro ato é emocionante, mas mal resolvido em alguns pontos.