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Ophélie Renaud
63 críticas
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4,0
Enviada em 29 de setembro de 2026
O filme é bem interessante, particularmente porque conta mais do que a simples ascensão e queda espetaculares de um bilionário. Eike Batista parece construir o império dele tanto com empresas quanto com confiança nele; ele vende constantemente uma visão gigantesca do futuro e consegue progressivamente convencer os investidores, mídias e parceiros de que os projetos dele vão necessariamente funcionar. Curti como a assunção se torna quase uma forma de capital, porque quanto mais os outros creem nele, mais as empresas têm valor, o que reforça ainda mais a imagem de gênio dos negócios. A queda se torna então fascinante quando as promessas ao redor da produção petrolífera se confrontam com os resultados reais e toda essa confiança começa a desaparecer. O filme mostra também muito bem a desmedida do personagem: tudo deve ser mais grande, mais ambicioso, mais espectacular, até o desejo de se tornar o homem mais rico do mundo. Mas o que me interessa é que a história não pode ser reduzida àquela de um empregador que simplesmente faz más apostas; as questões tratando das informações comunicadas aos investidores e do uso de informações privilegiadas dão uma dimensão bem mais grave ao colapso dele. Acho o Nelson Freitas bem convincente na maneira dele de mostrar o carisma de um homem capaz de fazer crer nos projetos gigantescos simplesmente porque ele parece ele mesmo absolutamente seguro do bem-sucedido dele. O título resume perfeitamente a trajetória dele, fundada na desmedida; para Eike Batista, ele parece nunca ter questão de construir pequeno ou prudente, mas sempre obter, com o risco permanente de perder tudo.
Eike - Tudo ou Nada: Uma cinebiografia da ascensão e queda do magnata
Brasil, Rio de Janeiro, 2006. O Brasil passava por um momento de crescimento econômico, impulsionado principalmente pela descoberta do pré-sal, o cenário era perfeito para a ascensão de um novo magnata. O empresário Eike Batista, já era um nome conhecido no mercado e decidiu aproveitar a onda. Ele criou a OGX, uma petroleira que visava explorar as promissoras reservas de petróleo encontradas no pré-sal. Para dar início a esse ambicioso projeto, Eike não mediu esforços e contratou os melhores profissionais de alto escalão da própria Petrobras e formou uma equipe de elite com o objetivo de garantir a vitória nos leilões e na exploração do pré-sal.
(Eike: Tudo ou Nada – Brasil 2022) o longa-metragem é baseado no livro da jornalista Malu Gaspar "Tudo ou Nada - Eike Batista e a verdadeira história do grupo X" (2014). O filme é dirigido e roteirizado pela dupla Andradina Azevedo e Dida Andrade, que construíram uma narrativa no caminho da sátira e da ironia para falar dos bastidores das grandes corporações e parte da política brasileira. Através do cinema a dupla contextualiza como esse mundo do chamado "colarinho branco", pode ser um jogo sujo e corrupto, com seus excessos e perversões.
Essa escolha de como contar a história de Eike Batista não foi feita à toa, pois os diretores sabiam que tinham três atores com uma veia cômica de primeira qualidade. André Mattos interpreta provavelmente o governador mais corrupto da história do Rio de Janeiro, com o sugestivo nome de César Sobral, que certamente por questões jurídicas não foi creditado o nome real de Sergio Cabral. Xando Graça que faz o protótipo do jeitinho brasileiro na pele da malandragem em pessoa, Dr. Oil. O protagonista do filme Nelson Freitas nos apresenta um personagem típico do milionário que não sabe ouvir um não. Ora é ingênuo e desmedido, ora é sarcástico e irônico.
Um dos pontos altos do longa-metragem é justamente a interpretação de Nelson no papel de Eike. O ator consegue transmitir o carisma e a ambição do empresário, além de captar a complexidade de sua personalidade, oscilando entre a euforia e a desilusão. O filme enfatiza a habilidade de Eike em vender seus projetos, ele tem uma linguagem persuasiva e um charme inegável. Essa característica é explorada de forma satírica, quando mostra como o magnata convenceu investidores a apostar em suas ideias, muitas vezes grandiosas e pouco realistas. A caracterização física também é bastante convincente, aproximando o personagem da figura pública que conhecemos.
A fotografia da cinebiografia é outro ponto positivo, com imagens que retratam a ostentação e o poder do universo dos grandes empresários, contrastando com a precariedade de algumas situações de outras partes da sociedade brasileira. As locações escolhidas também contribuem para a construção da atmosfera do longa-metragem e transportam o espectador para o mundo de Eike Batista.
O roteiro do filme é bastante ágil e envolvente, conduzindo o espectador por uma jornada repleta de altos e baixos. A montagem dinâmica e os diálogos bem escritos colaboram para manter o interesse do público. No entanto, o longa-metragem poderia abordar melhor algumas questões, como por exemplo, contextualizar de maneira mais profunda quais foram os fatores que contribuíram para o sucesso e fracasso do mega empresário.
Um dos maiores desafios de uma cinebiografia é encontrar um equilíbrio entre a fidelidade aos fatos e a necessidade de criar uma "licença poética". Eike - Tudo ou Nada busca essa harmonia, mas alguns momentos criados na obra cinematográfica podem incomodar os espectadores mais exigentes.
O filme está disponível nas plataformas de streaming.
Sergio Batisteli é jornalista, criador de conteúdo do 'Blog do Sergio Batisteli - CineConecta'
Uma história real que abalou o país, mas infelizmente mais um exemplo de como o cinema brasileiro nem sempre sabe aproveitar o potencial que tem em mãos. O roteiro ficou apressado, atropelando partes importantes e dando foco a elementos irrelevantes. As atuações deixam a desejar, com exceção do grande Nelson Freitas, que entrega um desempenho digno. No geral, é um filme que serve para passar o tempo e conhecer melhor a história de Eike Batista, mas poderia ter sido muito mais impactante.
Estoria mto bem contada e que prende nossa atenção. Mas, a fotografia pesa demais ao tentar construir uma atmosfera tensa e abusa do tom escuro. Desnecessário ao ponto de incomodar na percepção de algumas cenas.
Como a maioria dos filmes brasileiros, o filme é lento. Outro ponto negativo é a sua indefinição sobre estilo. Documentário ou chanchada? Sem contar com atuações próprias para teatro, mas que em tela ficam demasiadamente caricatas, artificiais.
O cinema brasileiro continuará amador até o dia em que for obrigado a gerar lucro para se produzir. A ANCINE é responsável direta pela baixa qualidade do nosso cinema, em minha opinião.
Minha opinião: Um filme nacional que faz a #biografia do brasileiro que chegoua ser o 7º homem mais rico do mundo. De sua sina pela letra “X” onde ele colocava a letra em sua empresas. Desde a venda de sua empresa de transporte por bilhões. E um novo desafio que foi a empresa petrolífera, que no inicio foi o seu maior sonho, que o tornou bilhonário. Mas depois o castelo começa desmoronar. Acreditando em um antigo funcionário da Petrobras. De contrariar os seus amigos e braço direito, porque ele queria ouvir que daria certo. Das transações com o governo Cabral. E o filme também relata de forma rápida o caso da Ex-esposa com o bombeiro, escândalo da época. Uma boa atuação de Nelson e dos outros atores. Até tudo acabar, ele fugir para os EUA. E retornar ao Brasil fazer sua delação e ainda estar com uns milhões de dólares e esperar a sua volta por cima. Roteiro e enredo boa Vale apena assistir? sim Nota: 7
Este filme, assim como o livro em que ele foi baseado, parece ter sido feito por um assessor de imprensa do personagem principal. Esqueça os estelionatos, as informações privilegiadas, a lavagem de dinheiro e os coitados que caíram na lábia do pilantra e tiveram suas economias de anos lesadas. Eike, pela ótica exposta aqui, não é culpado de nada e sim uma "vítima" do sistema. Na verdade, ele deveria ser canonizado por resistir e tentar empreender em uma país tão corrupto como o Brasil. Não me diga!!!!!!!!!! Não caia nessa conversa fiada, pois os crimes de Eike fizeram e fazem muito mal ao Brasil e a corrupção que o filme esconde, dos abonados perfumados de uma "elite" que vê este país apenas como fonte de expropriação, é a principal causa do nosso atraso.
Sinceramente, eu ADOREI! Nelson Freitas está perfeito no papel e a história está muito bem contada. Retrata fielmente a ascensão e a queda de Eike Batista, é chocante! Recomendo.
Personagens extremamente estereotipados, não contou partes importantes da história, atores ruins. Me senti assistindo um filme para criança. Uma pena, a história tinha potencial, porém foi muito mal feito.
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