Parasita
Média
4,4
2356 notas

380 Críticas do usuário

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Otávio S.
Otávio S.

16 seguidores 103 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de maio de 2020
E um bom filme por ser Coreano.
Fabrizio Roger Vigni
Fabrizio Roger Vigni

7 seguidores 61 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de maio de 2020
Da Coréia do Sul chega "Parasita", filme que não é exagero definir sensacional!
Uma família extremamente pobre, que mora em um cubículo abaixo do nível da rua e onde todo mundo é desempregado, tem a chance de subir na vida quando o filho mais novo começa a dar aulas de inglês para uma menina rica. Através de estratagemas e mentiras, um por um, todos os membros da família golpista conseguem emprego na casa do rico Mr. Park.
Tudo parece ir de vento em popa, mas imprevistos acontecem...
Filme que, através de uma visão um pouco caricatural, analisa as camadas sociais, descrevendo os ricos como ingênuos e simples enquanto os pobres são ardilosos, espertos e aproveitadores, capazes de qualquer coisa para ascender socialmente.
Transitando entre vários gêneros, sem ater-se a nenhum, o filme tem no extremo realismo um elemento importante que valoriza e enriquece cada cena. Roteiro linear, fotografia precisa, elemento surpresa e tensão sempre presentes fazem de "Parasita" um suspense que captura a atenção do espectador até o fim e que oferece pontos de reflexão para quando o filme acabar.
Entre os melhores filmes do ano. Imperdível!
Raul de Albuquerque Goetzinger
Raul de Albuquerque Goetzinger

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de maio de 2020
Ótimo filme para assistir, deixa você preso a ele o tempo todo. Recomendo muito.
Luciano R
Luciano R

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de abril de 2020
Um filme que explica tanta coisa.
Filme por filme, não achei melhor que Central do Brasil, Cidade de Deus, A Vida é Bela, Cinema Paradiso e tantos outros filmaços de língua não inglesa. Mas Parasita chegou lá onde nenhum outro antes! Não sem méritos cinematográficos. Mas a película coreana vai mais além.
FHC já disse que “ser pobre é muito mais divertido”. Tenho que concordar com ele. Enquanto uns torram dinheiro para escalar montanhas congeladas, mergulhar com tubarões ou se jogar de aviões, a aventura do pobre é menos glamourosa, mas igualmente emocionante. O objetivo ao final do dia é o mesmo: chegar em casa vivo (se houver uma casa, é claro).
O grande problema é que a guerra acaba moldando o guerreiro. Nietzsche dizia que “se olharmos muito para o buraco, ele acaba nos olhando de volta”. E é justamente esse convívio com a desgraça o que traz um perigo adicional na vida do pobre. Maior do que tubarões, hipotermia ou queda livre. De tanto ser forçado a viver como rato, tornar-se rato. Perigo e benção, cá entre nós. Pouquíssimas criaturas tem tanto talento para sobreviver em condições adversas.
Eu disse que o filme explica tanta coisa, a primeira delas é que a falta de dignidade desumaniza as pessoas. Quando somos tratados como números, objetos, meras engrenagens menores em um sistema que gira em torno de engrenagens principais (inatingíveis), deixamos de ser pessoas. Somos maquininhas mais ou menos inventivas e desvalorizadas ao sabor de cotações circunstanciais. Mas duas coisas nunca deixarão de ser verdade para o ser humano. Uma eu já disse: somos inventivos. A outra, não poderia ser mais implacável: a fome. E quando se unem, por um lado a fome e por outro lado a inventividade, surge a ação central de Parasita.
Incomoda ver, no decorrer da estória, que a consciência moral, o bom senso, a solidariedade vão sendo deixados de lado, (supostamente) em nome da sobrevivência. Até você perceber que não era por causa da sobrevivência. Simplesmente são os valores em voga. E essa frieza sociopata, com certeza, não foi herdada dos ratos lá do subsolo. Ela encontra muito mais eco na gélida mansão onde os patrões descartam pessoas de “categorias inferiores” como quem rasga um bilhete já lido.
Se é verdade, como sugeriu Marx, que “os valores dominantes da sociedade são os valores da classe dominante”, não é menos verdade que essa mesma classe dominante é que detém a maestria de exercer tais valores. Ninguém humilha, ameaça, constrange, abusa ou suga a energia de outrem com tanta sutileza e etiqueta quanto o rico. Todos esses verbos se resumem num substantivo: futilidade. Quem é o parasita, então?
Por outro lado, o pobre quando tenta ser fútil, acaba metendo os pés pelas mãos, ou se lambuza ou se suicida, porque o DNA da sarjeta insiste em persegui-lo. Por mais que se queira idealizar diferente, a verdade é que a sociedade se mantém estamental. Mobilidade social só é permitida ladeira abaixo. Os sonhos alimentados por uma ou outra exceção de sucesso acabam se revelando, quase sempre, em ilusão. Sonha-se, luta-se, peleja-se. Mas quando se abre os olhos, você ainda está lá, na toca do rato. Parasita nos mostra isso muito bem.
Depois, há quem diga que luta de classes não existe.
Fernando H.
Fernando H.

6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de abril de 2020
ótimo filme.
O desenrolar do filme mostra que os personagens não são tão bonzinhos assim.
filme cheio de referência e até certo ponto uma crítica ao capitalismo e desigualdade social.
Marcelo Marques
Marcelo Marques

67 seguidores 194 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de abril de 2020
Bom filme, diferente do que tenho visto, em alguns momentos o filme empolga e etc, um final complexo, enfim não sei se concordo com a premiação do Oscar, para mim, "Ford vs ferrari" merecia ter levado o "melhor filme" do oscar, mais é uma disputa acirrada, e da pra aceitar a Vitória de "Parasita", os 2 ficaram acima dos outros destaques, como "1917", "jojo rabbit", e talz, isso só mostra o quanto a indústria cinematográfica foi fraca em 2019, início 2020, para um filme como esse "parasita" ter vencido o " oscar na categoria de melhor filme é sinal q a coisa foi feia.
Davi Dutra
Davi Dutra

3 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de abril de 2020
no começo parece que vai ser um filme ruim, mas ele é um filmaço
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de abril de 2020
História simples,porém de uma inteligência incrível,esse filme de 2 horas passa voando pra gente.
Não temos informações antigas das famílias, somente o que é apresentado no presente e por isso não temos que escolher em qual lado ficar e sermos assim imparciais.
As duas famílias parecem ser gente boa e estão acostumados com suas vidas de riqueza e pobreza respectivamente,porém os pobres acham uma brecha e através de mentiras, vão se encaixando na classe alta.
O problema é que eles sonham alto demais e as mentiras são tantas e todas entrelaçadas que se um cair,derruba os outros.
Não fazer planos é a melhor coisa,pois não precisa se preocupar se não der certo,a frase dita pelo pai é verdadeira.
A gente passa da tristeza,indignação,oportunismo, alegria,surpresa,injustiça,amor e desespero de uma hora para outra e o final é surpreendente,mas merecido!
Yan
Yan

8 seguidores 47 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de abril de 2020
Recentemente assisti Bacurau e vi muita semelhança, embora ambientados em locais totalmente distintos. Aqui há uma certa malandragem que não encontramos em Bacurau, mas que é relativizada pelas duras condições das personagens. Filme que conta a resistência das camadas mais pobres em paralelo a "vida fácil" dos ricos. Seriam mesmos os pobres os parasitas da sociedade?
gdell
gdell

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de março de 2020
spoiler: Fui para a frente da TV com um pé atrás, justamente por ter massivamente ouvido que o filme é uma crítica anti-capitalista e pastelão oscariano. Porém, o filme me surpreendeu muito, mostrando uma visão totalmente diferente disso. Acredito que foi o filme mais pró-capitalismo que eu ví nos últimos tempos. Em primeiro lugar, o filme mostra que o mau-caratismo protagonizado pela família de baixa-renda não vale a pena, demonstrando por meio do final desastroso que aqueles modus operandi não é a forma correta de conseguir as coisas. Todos da família pobre tinham capacidade intelectual de não estar naquela posição, mas preferiram o atalho. A todo momento o que fica claro é a inveja sentida pela família pobre, e não a busca da sua riqueza pelo caminho lícito, o que seria moralmente adequado (e evidentemente mais trabalhoso). Filme rico em simbologia, com cenas, por exemplo, do parasita-mor que vivia embaixo do porão recebendo literalmente uma mamadeira da esposa, e preferindo viver sob a terra. Isso mostra a realidade de muitos mendigos da vida real, muitos tidos como coitados, quando na verdade QUEREM estar nessa posição e não levantam uma palha para mudar sua situação. Ainda, a família rica (geradores de riqueza e de emprego), é "pintada" como repugnante pelo diretor, o que fica claro quando mostram sentimentos sobre o cheiro da família pobre. Essa pincelada esquerdista foi artificialmente colocada de forma caricata na cena final, quando o patriarca da família, numa cena de fuga, pára para se enojar com o cheiro de um dos membros pobres do filme. Foi uma pincelada estratégica por parte do diretor, pois garantiu seu ingresso para a entra na cerimônia do Oscar, concurso este ávido pela briga de classes, mas que adora uma cerimônia regada a carros importados, jóias e champagne D.O.C. Bela sacada comercial do diretor!
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