Parasita
Média
4,4
2354 notas

380 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 6 de março de 2021
Em determinado momento de Parasita, novo filme do cultuado diretor sul-coreano Bong Joon-ho, um personagem fala como sua patroa é uma pessoa ''tão legal e inocente'' e que às vezes sente até pena dela, sendo imediatamente retrucado pela sua esposa com um seco ''Claro que ela é legal e inocente, ela PODE ser legal e inocente, ela é rica!''...Só essa breve descrição de uma cena do filme já te dá uma ideia do tom e dos temas que esta Obra-prima aborda. Há quem o veja com uma mentalidade superficial e contaminada pelo cinema deste hemisfério, vão dizer que é apenas mais um daqueles filmes de ''ricoXpobre'', uma estória clichê sobre desigualdades sociais. Aí é que se enganam, porque Parasita fala de coisas muito mais profundas do que se pode imaginar observando de forma apressada. Na primeira assistida, muita gente não vai conseguir sair da premissa básica, vai ficar sem captar todas as mensagens e comentários sociais que o brilhante roteiro de Joon-ho transmite, esta é uma daquelas obras complexas cheias de entrelinhas e sub textos que precisam de uma atenção especial para que seja absolvida por inteiro. Então definitivamente seria recomentado pelo menos duas assistidas, para que o impacto seja realmente atingido. Um urgente, detalhado, e sagaz olhar sobre temas atemporais, Parasita apresenta um realizador talentoso em pleno controle de seu projeto. Com situações altamente identificáveis em uma narrativa profunda rica em significados que nunca perde o fio da meada, você vai começar este filme pensando que se trata tão somente de uma sátira social com toques de drama sobre uma família de larápios rasteiros dando o golpe do baú, e terminá-lo com muitas coisas para pensar da sociedade de hoje, sua falta de empatia e compaixão, os papéis que as circunstâncias nos obrigam a desempenhar, e, principalmente, o preço que se paga ao buscar ascensão social a qualquer custo. É um filme que se mantém fiel à si mesmo até quando deixa de ser plausível, com ficcionalização e exacerbação extrema de situações corriqueiras, entrando de vez no terreno da sátira social. Praticamente uma comédia escrachada na primeira metade, é incrível a forma como o filme se ressignifica como suspense ao fim, com direito a uma sequência apoteótica sangrenta perto do final. Tecnicamente, o apuro não poderia ser melhor, com um trabalho de edição e design de produção tão bom quanto ou até melhor que muitas produções hollywoodianas, sendo a sonorização particularmente notável. O elenco é perfeito, todos os atores com personagens de destaque, sem exceção, estão fantásticos, com Kang-ho Song na dianteira. Parasita é algo que você não pode descrever objetivamente com palavras, é algo abstrato que precisa ser vivenciado mesmo. ESPETACULAR!!!
Fernando Rocha
Fernando Rocha

1 seguidor 19 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de maio de 2020
Longe de ser o melhor filme, na minha opinião é apenas um bom filme sobre crítica social, nada mais que isso!
Ma Nogueira
Ma Nogueira

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de agosto de 2020
Parasita (Gisaengchung – 2019) – filme coreano, que ganhou 4 Oscars, além da Palma de Ouro em Cannes e outros prêmios internacionais. Realmente, ele é muito bom! O filme mostra uma crítica sensacional da sociedade. O filme acontece da Coréia do Sul. De uma forma inteligente, às vezes com sutileza. Não me lembro de um outro filme que tenha visto com esse tipo de abordagem. Tinha lido umas duas críticas, e imaginava um roteiro, mas que se apresentou totalmente surpreendente. O filme mostra uma mistura de gêneros, comédia, suspense, e até romance. Mostra uma família pobre, todos desempregados, que moram num porão, numa periferia, tentando de várias formas e recursos se manter. Mostra seu mundo, as necessidades dos jovens, tanto para estudar como para trabalhar. E mostra uma outra família rica com os seus “problemas”, que mora numa mansão moderna projetada por um arquiteto famoso. O que uma chuva forte pode representar para a família pobre e para a família rica? Suas vidas vão se cruzar. As situações são criadas pela família pobre para poder aproveitar um pouco do Mundo da família rica. Aí vem o exagero, o descontrole, as situações inusitadas. De repente, uma surpresa, que altera toda a sequência das ações. E vai se tornando mais inesperado. Não dá para perder nenhuma sequência. Imperdível.
Diego França
Diego França

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de setembro de 2025
Filme bom. Tive que ir estudar no youtube sobre o filme após assistir, pois tem muita informação e detalhes ocultos. Baita crítica social. Recomendo.
Luciano R
Luciano R

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de abril de 2020
Um filme que explica tanta coisa.
Filme por filme, não achei melhor que Central do Brasil, Cidade de Deus, A Vida é Bela, Cinema Paradiso e tantos outros filmaços de língua não inglesa. Mas Parasita chegou lá onde nenhum outro antes! Não sem méritos cinematográficos. Mas a película coreana vai mais além.
FHC já disse que “ser pobre é muito mais divertido”. Tenho que concordar com ele. Enquanto uns torram dinheiro para escalar montanhas congeladas, mergulhar com tubarões ou se jogar de aviões, a aventura do pobre é menos glamourosa, mas igualmente emocionante. O objetivo ao final do dia é o mesmo: chegar em casa vivo (se houver uma casa, é claro).
O grande problema é que a guerra acaba moldando o guerreiro. Nietzsche dizia que “se olharmos muito para o buraco, ele acaba nos olhando de volta”. E é justamente esse convívio com a desgraça o que traz um perigo adicional na vida do pobre. Maior do que tubarões, hipotermia ou queda livre. De tanto ser forçado a viver como rato, tornar-se rato. Perigo e benção, cá entre nós. Pouquíssimas criaturas tem tanto talento para sobreviver em condições adversas.
Eu disse que o filme explica tanta coisa, a primeira delas é que a falta de dignidade desumaniza as pessoas. Quando somos tratados como números, objetos, meras engrenagens menores em um sistema que gira em torno de engrenagens principais (inatingíveis), deixamos de ser pessoas. Somos maquininhas mais ou menos inventivas e desvalorizadas ao sabor de cotações circunstanciais. Mas duas coisas nunca deixarão de ser verdade para o ser humano. Uma eu já disse: somos inventivos. A outra, não poderia ser mais implacável: a fome. E quando se unem, por um lado a fome e por outro lado a inventividade, surge a ação central de Parasita.
Incomoda ver, no decorrer da estória, que a consciência moral, o bom senso, a solidariedade vão sendo deixados de lado, (supostamente) em nome da sobrevivência. Até você perceber que não era por causa da sobrevivência. Simplesmente são os valores em voga. E essa frieza sociopata, com certeza, não foi herdada dos ratos lá do subsolo. Ela encontra muito mais eco na gélida mansão onde os patrões descartam pessoas de “categorias inferiores” como quem rasga um bilhete já lido.
Se é verdade, como sugeriu Marx, que “os valores dominantes da sociedade são os valores da classe dominante”, não é menos verdade que essa mesma classe dominante é que detém a maestria de exercer tais valores. Ninguém humilha, ameaça, constrange, abusa ou suga a energia de outrem com tanta sutileza e etiqueta quanto o rico. Todos esses verbos se resumem num substantivo: futilidade. Quem é o parasita, então?
Por outro lado, o pobre quando tenta ser fútil, acaba metendo os pés pelas mãos, ou se lambuza ou se suicida, porque o DNA da sarjeta insiste em persegui-lo. Por mais que se queira idealizar diferente, a verdade é que a sociedade se mantém estamental. Mobilidade social só é permitida ladeira abaixo. Os sonhos alimentados por uma ou outra exceção de sucesso acabam se revelando, quase sempre, em ilusão. Sonha-se, luta-se, peleja-se. Mas quando se abre os olhos, você ainda está lá, na toca do rato. Parasita nos mostra isso muito bem.
Depois, há quem diga que luta de classes não existe.
Dil Melo
Dil Melo

4 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2020
Começa bem, mas vai se perdendo incrivelmente com cenas desconexas com o mundo real. Um homem saindo do porão, tipo "chucky" com faca na mão matando as pessoas em pleno aniversário... Que absurdo! Estragou o filme, daí em diante só piora. Você fica com a sensação de ter perdido 2h do seu tempo. É como se entrasse um desenho animado a certa altura do filme, o que faz que ele perdesse toda a sua essência e originalidade. Quanto mal gosto, como conseguiram vilipendiar um filme que começou até interessante. Que pena!
Lucas Mendonça
Lucas Mendonça

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de março de 2024
Filme excelente, muito envolvente, a pessoa nem percebe o tempo passar, prende do começo ao fim, serve tbm de lição de vida, passa muitas mensagens e serve pra cada um se analisar e rever seus conceitos na vida.
Cintia C
Cintia C

10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de maio de 2025
Eu assisti novamente esse filme. Que obra prima! A crítica social no ponto certo, com todas as discussões sobre as camadas da sociedade muito bem construídas, desde as mais escancaradas até as mais sutis. Há tantos elementos únicos que fica difícil encaixá-lo em uma caixinha. Ele surpreende a cada segundo e te conduz pra um cenário tenso. Cada reviravolta vem agregada de um pensamento sobre como nós ainda vivemos segmentados e não enxergamos a realidade alheia, mesmo que convivamos todos os dias. O final escala para uma catarse (que pode muito ser real) e, mais uma vez, o absurdo flerta com a realidade.
leandro s.
leandro s.

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de maio de 2024
Filme excelente um melhor que o outro vamos gente corre vai lá e assiste vcs não vão se arrepender??
Roberto Rangel
Roberto Rangel

8 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 20 de agosto de 2025
Fico impressionado como é que tem gente que gosta desse filme, como pode ser um filme premiado? É simplesmente horrível.
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