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Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" A.
2 críticas
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5,0
Enviada em 28 de janeiro de 2025
Muito antissemitismo já foi escrito aqui trago verdades. Quando o estudioso judeu Joseph Halevy decidiu conhecer um grupo de falashas pessoalmente, na Etiópia, ainda no século XIX, foi recebido com curiosidade e desconfiança pelos nativos, que questionavam: “O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco”.
O grupo, que se autodenomina como “Beta Israel” — o termo falasha é pejorativo e significa “exilado” ou “estranho” — vem seguindo os preceitos da Torá desde os tempos antigos, de maneira um tanto desprendida. Por quase 3 mil anos, os judeus negros da Etiópia, mantiveram sua fé e identidade — eles falam hebraico e guardam o Shabat — lutando contra a fome, a seca e as guerras tribais.
Acredita-se que eles faziam parte de uma das dez tribos perdidas e seus ancestrais remontariam ao rei Salomão e à rainha de Sheba (Sabá). E apenas em 1975, foram reconhecidos pelo Estado de Israel como descendentes das tribos perdidas.
No início, a emigração era tímida, mas a instabilidade política do país, e especialmente a grande fome de 1984 e 1985, obrigou os falashas ao exílio.
Primeiro em campos de refugiados no Sudão. Depois, de novembro de 1984 e janeiro de 1985, com ajuda do serviço secreto israelense, o Mossad, e em conjunto com a CIA, que organizaram um primeiro transporte aéreo.
Apelidada de Operação Moisés, ela permitiu a evacuação de 7.700 etíopes. O restante adoeceu na viagem e muitos voltaram à Etiópia. Famílias acabaram separadas.
A maior operação do tipo só aconteceu em maio de 1991, durante uma brutal guerra civil na Etiópia, quando 14.200 falashas foram transportados de avião para Jerusalém pelas Forças de Defesa de Israel. A medida — idealizada e organizada pelo então embaixador de Israel na Etiópia, Asher Naim — durou 25 horas.
A Operação Salomão foi narrada em livro (“Saving the lost tribe”, “Salvando a tribo perdida”) por Naim: no total, 14.200 emigrantes foram levados para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv.
Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 voos. Um dos Jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas, num feito digno do Guinness book.
Filme muito bem feito, que conta uma incrível operação israelense, que tinha o objetivo de resgatar judeus etíopes de um genocídio que acontecia na Etiópia, durante uma sangrenta guerra civil. Mais uma vez contra tudo e contra todos, o serviço secreto das Forças de Segurança de Israel realizam uma operação dificílima em território inimigo. Filme tenso e emocionante… Um ótimo elenco que realizou um ótimo trabalho nessa megaprodução… A história em si já é merecedora de uma audiência gigantesca… é o tipo de história que toda a humanidade deveria conhecer. Digna de ser contada e recontada até o fim dos tempos.
Um hotel no Sudão é uma fachada para cobrir a operação montada por agentes do Mossad de Israel para resgatar judeus etíopes. Baseado em eventos reais.
Com vários rostos conhecidos, principalmente Chris Evans, esse filme me chamou a atenção. Pena que tive que assistir em 3 tomadas. Talvez na primeira vez eu não estivesse de bom humor; e o filme não ajudou a definir o clima.
Chris como agente do Mossad Ari é o seu Capitão América de todos os dias. Ele é enérgico e de bom coração, mas também egoísta e imprudente. O principal papel coadjuvante vai para Alessandro Nivola como Sammy Navon, um médico bem regulamentado que não gosta de correr riscos. Ari e Sammy estão sempre brigando por ideias conflitantes. Os outros elencos de apoio contribuem para a história como agentes de apoio a esta missão secreta.
Até este ponto, nada está acontecendo. Eles estão estabelecendo o plano, organizando os recursos, organizando os ativos. Foi quando desisti pela primeira vez. Vamos lá, 1 hora e estamos apenas relaxando!? Nada de importante está realmente acontecendo, exceto por uma patrulha que chega para inspecionar seus novos convidados, mas nada de importante.
O filme é historicamente preciso? Eu não sei, eu realmente não me importo. É uma encenação dramática, não um documentário.
Minha segunda tentativa de retomar o filme foi frustrada, onde eu estava procurando freneticamente por algo para assistir. Acabou assistindo por alguns minutos, viu que não ia a lugar nenhum e largou de novo. A última tentativa aconteceu há uma hora.
O principal antagonista, o coronel Abdel Ahmed interpretado por Chris Chalk, está reunindo e assassinando os refugiados para saber quem os está contrabandeando para fora de "seu" país. Chalk é convincente e perturbador em sua atuação. Maravilhoso.
Então, sim... O Coronel Ahmed está atrás deles, continua visitando-os para saber se consegue encontrar algo. E chegamos ao nosso clímax em uma última tentativa de obter o máximo de refugiados possível antes que tudo dê errado.
Ahmed está matando todo mundo impiedosamente, mas quando se trata de interrogar Ari e sua tropa, ele está sempre um passo atrás e sempre muito cordial. Pelo que ele é retratado, eu presumo que ele simplesmente espancaria todo mundo até conseguir o que deseja. Isso nunca acontece com nossos heróis.
O desenvolvimento do personagem está faltando aqui. Temos a subtrama que mencionei antes, mas ela foi deixada em aberto. Chris adiciona muita fórmula heróica ao seu personagem. Ele está exibindo seus músculos como modelo ou malhando. Nivola como Sammy é convincente, talvez o personagem mais complicado, mas sua subtrama nunca é verdadeiramente explorada. Ele, como afirma, está "estupidamente seguindo Ari como um cachorro". O resto está OK, mas descartável.
Os eventos também são meio hollywoodianos. Nossos agentes são tão americanos quanto possível; os refugiados estão sempre assustados, como um bando de ovelhas perdidas. Talvez seja isso que acontece quando você vê tanto horror, mas me incomoda que eles sejam sempre tão frágeis na tela.
Este conto épico acaba com Hollywood demais para o meu gosto. Teria sido melhor se tivesse um tom menos heróico. Eu posso ver o público em geral gostando, principalmente por causa de Chris; mas fora isso, descartável.
Bruno Carmelo dá a ideia exata do que eu senti ao assistir o filme . Não é um filme ruim de modo algum. Mas é aquela velha receita dos pobres da África sendo salvos por garotões musculosos e jovens, brancos dos países centrais do capitalismo. Fico aborrecida com esse "americanismo" dos filmes da Netflix. Ainda bem que aparece também documentários, filmes brasileiros, indianos, asiáticos e latinos em geral pra temperar o clima. Música ótima sim. E a garota loira ali parece ser mais um enfeite. Existe política de cotas para mulheres nos filmes ? Tem que aparecer mulher ainda que ela não faça quase nada. Dêem mais protagonismo para os povos "dependentes", controlados, explorados pela Europa e USA.
É um bom filme principalmente por ser baseado em uma história real, em que agentes disfarçados utilizaram um resort no Sudão como fachada para transportar milhares de refugiados para Israel, atravessando o Mar Vermelho. Capitão América disfarçado de agente secreto para continuar salvando vidas.. kk
Interessante que a critica do Sr. Bruno, acaba por confirmar uma revisão do espírito ante semita ainda latente. O mais grave é o filam não quer salvar a África, o que se pretende é atender o anseio de Judeus Etíopes, e que são perseguidos pelo fato se ser judeus. O filme tem esse viés, e não entender a história e não conhecer o que está profeticamente reservado aos judeus.
O título The Red Sea Diving Resort, do filme dirigido e escrito por Gideon Raff, faz referência ao hotel que serve como fachada para uma operação desencadeada pela Mossad, agência de inteligência israelense, na década de 1980, mais precisamente entre os anos de 1981 e de 1985. Na operação, os agentes resgatavam judeus etíopes residentes no Sudão e levavam-nos para Israel.
Ao longo do filme, iremos acompanhar como o agente Ari Kidron (Chris Evans), a pedido da Mossad e do governo israelense, consegue formar uma equipe que ficará responsável pelo êxodo desses judeus, em meio à uma guerra civil que acontecia no Sudão, naquela época.
Missão no Mar Vermelho tem uma história muito interessante, porém a sensação é a de que o filme demora a decolar. A trama só começa a ficar interessante quando o grupo, já reunido no resort, decide explorar as atividades do local, de forma a poder disfarçar o que de fato acontecia ali diariamente.
Uma história tão inspiradora quanto essa merecia um filme bem melhor…
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