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Kamila A.
7.944 seguidores
816 críticas
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3,0
Enviada em 28 de agosto de 2018
Do ponto de vista narrativo, Vidas à Deriva, filme dirigido por Baltasar Kormákur, é bastante corajoso. Logo na primeira sequência do longa, a gente já sabe um pouco sobre o destino de Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin). O que o diretor faz, logo em seguida, é alternar as linhas narrativas entre o presente e o passado para podermos compreender como Tami e Richard chegaram naquela situação.
Baseado em uma história real, Vidas à Deriva se passa no paradisíaco país Taiti, onde Tami e Richard se conhecem. Os dois são espíritos livres e aventureiros. Ela chegou ao país com um ticket de entrada e sem previsão de volta. Ele, por sua vez, estava por lá de passagem, numa pausa da viagem de volta ao mundo a bordo de seu veleiro. A atração entre os dois é imediata e, além de companheiros de vida, os dois se tornam parceiros de viagem.
Quando aceitam a proposta de um casal amigo de Richard, de levarem de volta o veleiro deles até a cidade de San Diego, o casal se vê, em determinado ponto da viagem, preso em um furacão, que assola a embarcação deles. É aí que nos vemos no ápice de Vidas á Deriva: a luta pela sobrevivência em uma conjuntura bastante inóspita e a torcida pela possibilidade de chegar em terra firme ou pelo milagre de serem resgatados por algum outro navio ou veleiro.
Vidas à Deriva segue muito o exemplo de outros filmes desse gênero, como Até o Fim, de J.C. Chandor, e Mar Aberto, de Chris Kantis. A plateia se conecta ao conflito principal destes personagens, ao ponto de nos sentirmos agoniados, tristes e impotentes com tudo aquilo que eles passam. Talvez, o ponto mais positivo do longa é acompanhar a transformação pela qual Tami passa no decorrer da história. De marinheira inexperiente, cabe a ela a função de tentar manter o barco em pé e as esperanças em primeiro plano.
Que história mermão,que viagem! Sabe aquela expressão de "topar qualquer parada"? Ela é usada aqui de forma ampla e desafiadora. O fato do filme não ser linear é super inteligente,pois nos traz várias surpresas. Depois de conhecer a história dessa mulher,eu tive a certeza de que posso fazer tudo que quero e me lembrar sempre que quando tiver numa situação ruim,pelo menos, estou em terra firme. Quando chega quase no final e temos uma revelação,fiquei muito pê da vida,mas compreendi. Simplesmente assistam! Tem o livro também de Susan Mcgearhart
Apesar dos clichês, eu curti o filme. Os atores são mtos bons e conseguem dar a emoção necessária. O mais legal é saber que é baseado em fatos reais. Foi um bom passa tempo, com uma abordagem um pouco diferente dos filmes com a mesma temática. Não vá esperando mto ação, pois se trata de um romance com algumas doses leves de emoção.
Um filme bacana de amor e um drama razoável! Aqui temos Shailene Woodley e Sam Claflin como protagonistas, eles estão bem, apesar de faltar um pouco de química entre eles. O roteiro é bom, mas se perde um pouco nos flash back, gerando um pequeno desconforto ao telespectador. Vidas a deriva vale a pena assistir, apesar de alguns transtornos.
Tenso e angustiante. Interpretação excelente. História repetida, mas graças a boa direção e interpretação, possui um novo toque. Não chegamos a entrar na história, mas estamos de perto observando cada sofrimento da protagonista e torcendo para sua salvação. A fotografia também é interessante.
Hoje dia de assistir um filme que tem um fundo super dramático, e até mesmo bem apelativo para tentar fazer de um fato, algo que poderia permear todo o filme, mas chega uma hora que isso se torna um pouco enjoativo. O filme começa logo após o ponto onde o drama se baseia, e o filme começa a contar o passado dos protagonistas até o momento do acidente. Algo comum e até simples para contar, é só um romance no maior estilo conto de fadas, e pareceu um filme bem clichê, apesar da tensão dramática inicial, o filme não inova demais. Em pouco tempo o filme mostra uma boa inovação, acompanhar o pós e o pré acidente ao mesmo tempo, apesar do passado parecer importante inicialmente, o pós acidente vai ganhando forma e drama com o tempo, parecendo que o pré acidente é apenas uma explicação, que começa a ficar fraca, clichê e sem tanta emoção. O pós acidente é bem falho também, apesar do drama e amor, algumas coisas se tornam óbvias, sem graça, e os protagonistas parecem se esforçar para mostrar algo além do roteiro, apesar das cenas dramáticas, tudo é bem parado, e muita coisa do filme parece estar ali para forçar um pouco o espectador a acreditar um pouco além do que realmente é. O drama é incrível e interessante, mas para um filme ficou bem parado e um tanto forçado. Já o fim parece uma espécie de homenagem, algumas coisas se revelam e explicações são dadas para que as coisas se encaixem, tudo é bem bonito e emocionante, apesar da sensação do todo não seja muito além de um drama de sobrevivência. No geral, um filme com um drama bem interessante, mas mal produzido, parecendo muito leve e superficial em cima de uma situação dramática e que poderia ser muito melhor aproveitado, se o filme é baseado em um livro, não dá vontade de ler o livro vendo o filme.
Entre belas vistas de um céu vermelho estonteante e a imensidão do mar, sentimos o sofrimento e a agonia dos sobreviventes na pele. Com uma montagem digna de Oscar - sim, caímos que nem patinho no plot Twist devido ao excelente trabalho de edição - temos duas narrativas que se entrelaçam para nos deixar curioso e interessado, afinal, a cena inicial do filme supostamente deveria estar no fim do segundo ato. Também admirável o trabalho de direção, especialmente no clímax, em que a câmera acompanha os movimentos intensos das ondas violentas, causando mal estar até em quem tá assistindo: uma cena de ação muito bem trabalhada do início ao fim. Outras boas ideias de câmera, como metade under e metade out water. O filme só peca por ser muito expositivo, querendo nos certificar várias vezes se entendemos o que acabamos de ver. Também o romance entre os dois poderia ser um pouquinho mais desenvolvido, pois as cenas finais seriam mais emocionantes. Fora isso, temos boas atuações, boa trilha sonora e um surpreendente filme.
O filme é bom, não se trata de um drama de dor, sofrimento do modo que te torture, mas sim direcionado a esperança, o filme tem uma boa atuação dos personagens principais, um fotografia simples mas muito bonita mas o maior ponto desse filme é retratar de modo real a dor, junto ao amor e a esperança, do começo ao fim a conexão é que da a força para tudo continuar e é isso que encanta, vale a pena, não é nada surpreendente mas não é um filme ruim.
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