Vice
Média
4,0
292 notas

40 Críticas do usuário

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Pedro P
Pedro P

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4,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2019
Nas telas do cinema brasileiro desde a última quinta-feira (31), ‘Vice’ é mais que um filme, é uma biografia histórica da política norte-americana relatando todos os podres e conquistas do governo americano, segundo minha mão, sem choro nem vela.

O diretor Adam McKay foi extremamente corajoso e ousado na direção da trama. Ele traz a história de Dick Cheney, interpretado pelo grande Christian Bale, que era o vice-presidente dos Estados Unidos no governo George W. Bush, de uma forma crua, mostrando como ele se tornou um dos homens mais influentes da história recente do país.

O roteiro do filme é muito criativo e contruído com um humor até ácido para os padrões atuais. O diretor mostra como um aluno mediano foi assessor no Congresso, Chefe de Gabinete da Casa Branca, Secretário de Defesa e parlamentar até chegar à vice-presidência e ser responsável pelas mais importantes decisões do governo. Foi de Cheney, por exemplo, a brilhante ideia (ironia) de invadir o Iraque após os atentados de 11 de setembro, onde milhares de pessoas foram mortas, tanto do lado americano como do Iraque.

Somente esse currículo já renderia uma excelente história, mas o diretor fez questão de ir além e mergulhar nos bastidores da vida pessoal de Cheney, sem medo de encontrar o fundo. Foi o bastante para o filme ser bastante festejado pela crítica americana e receber oito indicações ao Oscar.

Alguns dos poucos pontos negativos do filme é que por a história ser tão longa ela se torna cansativa, e para pessoas que não tem muito paciência para filmes, torna-se uma “punição”. Outro fato que me incomodou foi em momento durante uma cirurgia, a exposição do momento acaba trazendo uma leve aflição, mas tirando isso o filme é divertido e um ótimo passatempo.

Vice’ é o palco onde brilha o sempre fantástico Christian Bale, irreconhecível por ganhar 18kg para interpretar Cheney e completamente entregue ao personagem. Grandioso, ele fala com o corpo, sorri com os olhos e quase não precisa abrir a boca para compor um Dick Cheney resmungão, tão real que chega a confundir o público. Se for premiado com a estatueta do Oscar, não seria um exagero, pois no meu ver ele é disparado candidato a melhor ator nesta edição do Oscar.

O elenco ainda conta com a maravilhosa Amy Adams, no papel de Lynne Cheney, esposa de Dick, e o premiado Sam Rockwell interpretando George W. Bush. O trio indicado ao Oscar em suas respectivas categorias é simplesmente genial.
Phil M
Phil M

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2019
É desde já o filme da década. O filme não é uma ácida crítica "democrata" ao principal artífice da Era Bush, mas, sim, uma aula de Ciência Política, dessas em que um estudante dessa disciplina jamais teria nas inúmeras faculdades de lavagem cerebral espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Isto talvez explique as inúmeras citações a Shakespeare ao longo da projeção. Com muito humor (inclusive negro), o filme põe a nu os alicerces do poder supremo dos EUA: a presidência da República. Didaticamente, sem jamais ser entediante, explica a Teoria do Executivo Unitário, que é praticamente um dispositivo jurídico que transforma efetivamente o presidente dos EUA (POTUS, como eles chamam) num verdadeiro ditador. E que essa efetiva ditadura tem impacto planetário, como é brilhantemente demonstrado pelo diretor Adam Mckay, seja com as brutais cenas do Iraque, submetido ao mais selvagem bombardeio da História desde o final da II GM, ou com as não menos brutais cenas de tortura (em grande parte, reais). A linguagem com inúmeras referências pop. o elenco com o magistral desempenho de Christian Bale, a trilha sonora e a edição são a cereja do bolo. Apesar do tom de comédia, é inegável que a mensagens do longa-metragem é perturbadora: como é possível tanto poder ser concentrado nas mãos de apenas uma pessoa, isto é, a vida de 7 bilhões de pessoas estar nas mãos de uma única pessoa: o presidente dos EUA? Mas, a obra de Mckay nos deixa uma certeza que pode ser libertadora: os EUA estão muito longe de serem uma democracia.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 2 de fevereiro de 2019
Na juventude, Dick Cheney (Christian Bale) se aproximou do Partido Republicano ao ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida. Para tanto, se aproxima de Donald Rumsfeld (Steve Carell) e logo se torna seu assessor direto. Com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os poucos republicanos que não estavam associados ao governo ganham imediata importância e, com isso, tanto Cheney quanto Rumsfeld retornam à esfera de poder do partido. Décadas depois, com a decisão de George W. Bush (Sam Rockwell) em se lançar candidato à presidência, Cheney é cortejado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com uma condição: que tenha amplos poderes dentro do governo, caso a chapa formada seja eleita.

Por ser um filme biográfico e histórico é muito interessante mas também achei um pouco cansativo cada vez mais premiado e muito indicado para o Oscar com grandes atuações é muito legal conhecer a história por trás do vice-presidente dos Estados unidos⭐⭐⭐
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 31 de janeiro de 2019
Bons atores e um roteiro ágil e sarcástico. Uma visão Democrata e ácida sobre Cheney, mas que tem seu valor. Cenas de cirurgia cardíaca e de um coração exposto são de péssimo gosto.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2019
Dick Cheney foi o vice presidente mais famoso do mundo,principalmente pela sua forte influência no governo de George W. Bush entre os anos de 2001 e 2009,sua figura polêmica e decisões que tem forte impacto como a questão do Iraque o tornam uma pessoa polêmica e que divide opiniões.O filme recebeu 7 indicações ao Oscar desse ano incluindo melhor filme,diretor e roteiro adaptado,e duas pessoas fizeram com que o resultado final tenha sido tão bom e são eles o diretor Adam Mckay que também escreve o texto e o excepcional Christian Bale.Primeiramente a direção é muito precisa,reúne os pontos diversos que envolvem a gestão e também a vida particular do Dick possui uma boa dosagem de passagem do tempo e isso se leva em conta ao roteiro muito bom que une os pontos de forma um pouco cômica mas sem deixar de fazer criticas discretas.O bom elenco é comandado por Christian Bale que dá a vida ao seu personagem,ele já ganhou o globo de ouro,Critics´Choice Awards e entra como um dos favoritos ao Oscar,fisicamente irreconhecível acima do peso e com um trabalho de maquiagem excelente é um dos pontos que ajudam sua atuação que transmite toda a antipatia e o jeito pouco aberto e identificável.Vale destacar também a Amy Adams e o Sam Rockwell que concorrem a prêmios.Vice é o retrato de um político polêmico e poderoso que teve alta influência na política americana que conta com um trabalho muito destacável.
João Carlos Correia
João Carlos Correia

19 seguidores 60 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Dick Chaney (Christian Bale, de Batman, o Cavaleiro das Trevas) é um típico sulista interiorano do estado de Wyoming, EUA: passa a maior parte de seu tempo bebendo, brigando e metendo-se em confusões, mesmo sendo um tipo calado, e tem um emprego modesto. Uma noite, sua esposa, Lynne (Amy Adams, de O Homem de Aço), após tirá-lo novamente da cadeia, dá-lhe um ultimato: ou endireita-se ou ela vai embora. Dick promete endireitar-se. Ele forma-se na universidade, vai para a capital estadunidense, Washington D. C., e lá conhece Donald Rumsfeld (Steve Carell, de Agente 86), político do conservador Partido Republicano, começa a trabalhar para ele e, assim, inicia sua própria carreira na política.

Anos depois, quando já é um político conhecido e um próspero empresário, é convidado pelo então candidato presidencial, George W. Bush (Sam Rockwell, de Três Anúncios Para Um Crime), para ser o vice-presidente de sua chapa. Dick, a princípio, recusa, mas depois aceita o convite, em um decisão que irá mudar sua vida e a história dos EUA e do mundo.

Em 2005, a consultora de negócios e escritora Susan Cain, publicou um livro de auto-ajuda - mais um entre tantos outros, mas que fez sucesso em um mercado hipersaturado - intitulado O Poder dos Quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar (título original Quiet: The power of introverts in a world that can't stop speaking), no qual, ao contrário do que muitas pessoas crêem, pessoas reservadas, tímidas e/ou introvertidas são pessoas altamente capazes e competentes em seus afazeres, profissões e relacionamentos sociais apesar de suas características pessoais ou, como a autora afirma categoricamente, graças a elas.

No prefácio da obra, escrito pelo tambem escritor e administrador de empresas Max Gehriger, há um trecho que diz:

"O introvertido e uma pessoa sensível que sente-se confortável tendo a si mesmo como companhia. Ele quer entender o que passa-se ao seu redor, mas não sente a necessidade de alardear seus pontos de vista. Entre um filósofo em causa própria e um alienado social, ele encaixa-se perfeitamente na primeira definição, mas a arbitrariedade das convenções tende a empurra-lo para a segunda. Porque, ao buscar líderes em seus quadros, a maioria das empresas parece confundir liderança com autopromoção e exuberância. O introvertido sabe que dificilmente será o general que sai brandindo a espada a frente de suas tropas, mas tem tudo para ser o estrategista cujo plano garantirá a vitória na batalha".

Este trecho combina a perfeição com o provérbio que aparece nos primeiros minutos de Vice e que é fundamental para a compreensão da película:

"Cuidado com o homem quieto. Enquanto os outros falam, ele observa. Enquanto os outros agem, ele planeja. E quando os outros finalmente descansam, ele ataca".

Vice não é o primeiro filme a tratar do governo de George W. Bush. Anteriormente houve o filme W. (2008), do cineasta Oliver Stone (Snowden: Herói ou Traidor?), com Josh Brolin (Vingadores - Guerra Infinita) à frente do elenco. Também há o documentário Fahrenheit 11 de Setembro (2004), do polêmico e genial diretor e documentarista Michael Moore, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A diferença está na ênfase dada a uma personagem tida como secundária - tanto nos filmes de Stone e Moore quanto na vida real. Dick Chaney concentrou em suas mãos um poder enorme que nenhum outro vice-presidente estadunidense teve antes nem depois dele.

Vice mostra o estilo Chaney de fazer política: cerebral, calculista, paciente, sem chamar a atenção até agir nos momentos certos e com precisão, fiel ao seu estilo quieto, reservado e introvertido. Um estilo que faz seus supostos superiores - primeiro Rumsfeld e depois Bush - serem meros peões em seu intrincado jogo de xadrez sem parecerem e sem ninguém perceber que são!

Na recente premiação do Globo de Ouro, Vice concorreu na categoria "comédia ou musical". Não acho a definição correta. Embora tenha vários momentos de humor, o filme, definitivamente, não é uma comédia. Na verdade, é um filme de difícil classificação: um drama biográfico em estilo de documentário (com narrador incluso) com tons humorísticos.

Ao assistir Vice, constantemente lembrava-me dos já citados Oliver Stone e, principalmente, Michael Moore. Mas, o diretor Adam McKay (A Grande Aposta), também autor do roteiro, não fez um pastiche desses cineastas, longe disso. McKay realizou um trabalho de direção extremamente criativo, inventivo, irônico e provocativo. Esse trabalho valeu-lhe justas indicações de melhor diretor no Globo de Ouro e no Oscar, além de uma indicação de melhor roteiro original neste último e no Bafta (o Oscar britânico).

Christian Bale engordou 40 kg para encarnar Dick Chaney. Conseguiu quebrar o recorde de Robert De Niro, que engordou 25 kg para interpretar o boxeador Jake La Motta, já decadente, no filme Touro Indomável (1980).

Sua interpretação do ex-vice-presidente estadunidense é esplêndida. Bale consegue reproduzir com perfeição Dick Chaney em todas as suas contradições: o falso bonachão conservador sempre na dele, mas de olhos e ouvidos atentos, que usa métodos legais, ilegais e maquiavélicos para atingir seus fins. Ama sua família, mas não hesita em machucar os sentimentos da filha lésbica, Mary (Alison Pill, de Meia-noite em Paris), para auxiliar a filha mais velha, Lizzie (Lily Rabe, da série American Horror Story), que inicia sua própria carreira política.

O "desabafo" de Dick Cheney quase ao final do filme é o ponto alto da performance de Bale em Vice. Sua fala mistura cinismo com sinceridade - ele acredita piamente no que diz - e soa tão arrogante e convincente que tem todas as chances de ser daquelas cenas para entrar para a história do cinema. O Oscar deste ano tem candidatos fortíssimos ao prêmio de melhor ator, mas, para mim, Bale (que já ganhou o Globo de Ouro deste ano) ainda tem um ligeiro favoritismo.

A interpretação de Lynne Chaney por Amy Adams também mostra as contradições da segunda-dama dos EUA: uma típica mulher sulista caseira, mas de personalidade forte e tão gananciosa e maquiavélica quanto o marido. Amy está ótima no papel, mas acho difícil tirar o prêmio de melhor atriz de Glenn Close em A Esposa (veja a crítica aqui). Porém, se tirar, não será de todo injusto.

Steve Carell está seguindo o mesmo caminho trilhado por Tom Cruise (Apolo 13): transformando-se de comediante em ator sério, mas sem perder o humor. O seu Donald Rumsfeld é o anti-Chaney: arrogante, exibido, barulhento e nada discreto, em uma atuação muito boa. A continuar assim, o Oscar será uma questão de tempo.

Sam Rockwell já tem a sua estatueta e tem todas as chances de conseguir mais uma com sua interpretação de George W. Bush, o ex-bêbado bronco que nada mais é que uma marionete manipulada por Dick Chaney a seu bel-prazer.

E não podemos esquecer Jesse Plemons (Aliança do Crime), muito bom em seu papel como Kurt, que narra a toda a história e representa a classe trabalhadora estadunidense que sofre diretamente as consequências do governo Chaney, isto é, Bush, e tem uma ligação surpreendente com o vice-presidente.

Assim como nos documentários de Michael Moore, Vice também mostra as falcatruas da administração Bush - e de Chaney, em particular - além da manipulação da opinião pública pela imprensa conservadora, principalmente o canal Fox News, símbolo dessa imprensa e dessa administração. Impagável é a cena, também no final, no qual um há um debate em grupo sobre o "viés liberal" do filme e a discussão entre dois debatedores, sendo um deles eleitor do atual e infame presidente dos EUA, Donald Trump.

Vice é um filme ousado, que cutuca feridas ainda não totalmente cicatrizadas e incomoda, por isso corre o risco de ser esnobado na cerimônia do Oscar que se aproxima. Porém, é daqueles filmes que, mesmo daqui a 100 anos, ainda continuará atual, pois sua premissa sobre "gurus" de presidentes da república não é, e nem nunca será, mera coincidência. Especialmente se for do tipo quieto...
alopes11
alopes11

16 seguidores 16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de janeiro de 2019
Christian Bale e Sam Rockwell Oscar na certa.
O filme não é uma cinebiografia, é uma cómédia escrachada e crítica á posiçoes políticas e o faz com maestria e de uma forma ácida.

Na cena em que estão em um restaurante, escolhendo o "menu" ... é de uma ironia colossal
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de junho de 2019
Político. Atuação. Causa. Presidência. Difícil. Complicado. Real. Pouco interessante. Diferente. Guerra. Maluco. Médio.
Mateus D
Mateus D

1 seguidor 16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de março de 2019
O filme tem uma proposta muito atraente se tratando de uma figura, de fato, tão controversa como Dick Cheney, e embora tenha sido muito bem construído, e imparcialidade absoluta nem seja desejável, tal construção é tendenciosa demais, comprometendo o filme, reduzido a simples palanque político.
Isabel
Isabel

7 seguidores 48 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2019
Adam McKay acertou a mão com Vice.Christian Bale estupendo com uma transformação corpórea ,além do maneirismo facial, junção cabível . Será feito a justiça na Academia neste ano p Oscar de ator.
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