Vice
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4,0
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Adriano Silva
Adriano Silva

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3,5
Enviada em 26 de fevereiro de 2019
VICE

Escrito e dirigido por Adam McKay (A Grande Aposta), o longa narra a história de Dick Cheney (Christian Bale), ao mostrar como ele se tornou um dos homens mais poderosos do mundo e conseguiu virar vice-presidente de George W. Bush, exercendo poder sobre os EUA e remodelando completamente o país. O filme é estrelado por Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell, Sam Rockwell, Alison Pill e Jesse Plemons.

Vice funciona como um filme biográfico, ou até mesmo como um documentário sobre Dick Cheney. Acompanhamos Dick em sua juventude antes mesmo de se casar com Lynne Cheney (Amy Adams), quando o próprio parecia não saber que rumo tomar em sua vida. É ai que entra umas das ótimas cenas do filme, ao mostrar o choque de realidade imposto por Lynne, até mesmo mostrando um Dick derrotado e entregue. A partir de então, Dick vê na política uma grande oportunidade de ascender na vida e se aproxima do partido republicano. Logo se torna assessor de Donald Rumsfeld (Steve Carell) e com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os republicanos passam a ter uma certa importância, assim como o próprio Dick Cheney, que mais tarde viria a ser convidado a se tornar vice-presidente com a candidatura à presidência de George W. Bush (Sam Rockwell).

Vice é um filme bom, chega a se tornar até interessante ao nos mostrar a personalidade de Dick Cheney e a forma como ele buscava os seus interesses próprios. Como as suas exigências ao aceitar o cargo de vice-presidente norte-americano e exigir amplos poderes dentro do governo. O que eu pude observar ao decorrer do filme, era a postura que Lynne Cheney tinha sobre Dick, muitas das vezes tomando à frente dos problemas e decisões. George W. Bush era totalmente despreparado para o cargo que assumiu e isso fica muito claro no filme, principalmente perante Dick Cheney, o qual parecia ter mais poderes de decisão que o próprio presidente. Vide os acontecimentos de 11 de setembro e as decisões tomada logo após os atentados, pelo menos no filme mostrou que Bush foi totalmente incentivado por Dick a tomar a decisão que tomou referente ao Iraque e ao Saddam Hussein.

Eu não sou um profundo conhecedor da política norte-americana, porém não posso opinar a respeito do que foi passado no filme (se foi certo ou errado, se aconteceu exatamente assim ou não). Mas o roteiro de Adam McKay é bastante intrigante e aguça a nossa mente sobre os acontecimentos ocorridos nos bastidores da política norte-americana, até mesmo os segredos que estão por trás dos fatos. McKay tem um total domínio de sua história, e isso é nos passado através do seu roteiro e da sua direção (que por sinal está bem competente). McKay não tem medo de colocar o dedo na ferida e expor a política americana, relatando grande parte das suas falcatruas. E isso é muito interessante ao nos mostrar que os americanos também tinham uma política suja (principalmente agora). Adam McKay realmente fez um grande trabalho na direção e no roteiro de Vice (concordo com sua indicação ao Oscar).

Porém, Vice possui alguns probleminhas que pode dificultar a experiência de alguns espectadores: como o início do filme, que eu achei bem confuso e de certa forma até um pouco mal montado. O filme em si já é confuso em assimilar algumas partes, ou até mesmo entender, uma vez que você não conheça a política americana (como no meu caso). Isso pode se tornar um grande problema para alguns, que de certa forma não tenha nenhum interesse sobre a história da política norte-americana, não é o meu caso, até gosto de me inteirar a respeito, mas confesso que não é o meu gênero de filme preferido.

Christian Bale incorpora um Dick Cheney com muita profissionalidade e muita competência! Um ator completo e muito versátil que já fez papeis que lhe exigiu mudanças significantes em seu corpo, como nos filmes "O Operário" e "O Vencedor" que fez Bale perder cerca de 28kg. Agora em Vice Bale passou por uma completa transformação ao engordar e mudar totalmente sua aparência. Bale está completamente irreconhecível embaixo daquela pesada maquiagem, que o transformou em uma cópia de Dick Cheney - PERFEITO! Christian Bale tem uma entrega e uma ótima atuação, colocando veracidade em seus trejeitos e facetas, principalmente em seu sotaque. Porém, devo mencionar que Christian Bale esteve indicado ao Oscar por seu papel em Vice (perdendo para Rami Malek), e eu acho justa a sua indicação. Mas não acho o seu trabalho maior e nem melhor que no filme "O Vencedor" (longa que deu o Oscar para Bale), e na minha modesta opinião: ali ele realmente mereceu o Oscar, pela sua atuação esplendorosa!

Uma das mulheres mais linda e talentosa do cinema!
Amy Adams está muito bem como Lynne Cheney, uma atuação forte, soberana, que nos deu a dimensão dos poderes da esposa de Dick Cheney. Amy também passou por uma grande transformação pra encarnar a esposa do vice-presidente norte-americano, quase não consegui identificar que realmente era a Amy Adams! Porém, eu não achei o seu trabalho digno de ser coroado com o Oscar (na qual ela estava indicada). Acho a indicação muito justa, ela realmente mereceu, mas a Amy Adams já apresentou trabalhos muito melhores que já deveria ter sido reconhecido pela academia. Pra citar um: o próprio "O Vencedor", que citei acima, onde ela apresenta uma atuação fenomenal e que deveria ter sido reconhecida naquele ano, porém ela ficou só com a indicação. Amy Adams já coleciona 6 indicações ao Oscar e nenhuma estatueta, infelizmente! Mas eu torço e tenho certeza que a sua hora vai chegar, e eu quero estar em frente da TV para aplaudi-lá de pé!

Sam Rockwell faz outro trabalho genial (como já havia feito há um ano em Três Anúncios Para Um Crime), que ator meus amigos! É realmente impressionante o Sam Rockwell interpretando o presidente americano George W. Bush, a começar pela sua transformação, que ficou idêntica. Parece que estamos assistindo ao verdadeiro Bush na TV, Sam Rockwell estudou a fundo todos os trejeitos e sotaques do presidente, conseguindo trazer tudo como muita perfeição para a sua atuação, até o sorriso amarelo e debochado de Bush estava ali presente - SENSACIONAL! Indicação justíssima ao Oscar.

Devo destacar Steve Carell, que também esteve muito bem caracterizado e muito bem em cena, mesmo com seu pouco tempo de tela. Assim como Tyler Perry, que interpretou um Colin Powell com muita elegância e muita veracidade.

Vice foi indicado à 6 categorias no Globo de Ouro, vencendo em Ator Comédia/Musical para Christian Bale. Também foi indicado e premiado no Critic's, no SAG's e no BAFTA. No Prêmio Sindicato dos Diretores e Roteiristas da América, Adam McKay saiu vencedor em direção e roteiro. E no Oscar 2019, Vice chegou como uma grande aposta (sem querer fazer trocadilhos), indicado em 8 categorias, mas ficou apenas com o prêmio de Maquiagem e Cabelo, o que já era muito óbvio. [24/02/2019]
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2019
Gostei de vice.Achei o estilo do filme bem interessante.As atuações são muito boas,a crítica do filme é valida.Só que em alguns momentos o longa fica um pouco confuso e cansativo.Dos indicados ao Oscar foi o que eu menos gostei.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2019
O sarcasmo do bom diretor e aqui indicado Adam McKay, trás bons frutos, mas também mostra o estrelismo do politicamente americanizado. Filme que mostra a vida o Vice Presidente mais poderoso da história dos Estados Unidos da América, Dick Cheney vivido otimamente pelo possível ganhador d óscar 2019 Christian Bale que está estupendo. Temos ainda no elenco o também aqui indicado Sam Rockwell interpretando o Presidente George W. Bush , não sei se era para tanto, pois ele está apenas bem, Amy Adams como a esposa Cheney, como sempre está bem e também indicada ao óscar, ainda temos Steve Carell num papel sério, ele está bem, mas esquecido pela academia... Temos que destacar a boa montagem fazendo com que o telespectador não se perca na narrativa que por si só já demonstra ser despretensiosa. Vice será um filme inesquecível? acho que não é para tanto, mas tem seu papel bem exercido principalmente para os Norte americanos.
Vitor S
Vitor S

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2019
Filme espetacular, no qual demonstra a ganância do Vice presidente dos EUA. A atuação foi ótima, com boa fotografia, diálogos bem elaborados, contexto histórico muito bem construído.
O contexto político do filme, nos faz lembrar o que a buscar constante por vitória e poder pode resultar.
Otavio W.
Otavio W.

451 seguidores 247 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2019
Hoje dia de assistir um filme polêmico, bastante interessante, apesar de tendencioso também, mas que mostra bem que algumas pessoas podem mudar o mundo sem estar na frente dos holofotes todo o tempo. O filme conta como o vice-presidente mais poderoso do mundo, Dick Cheney, consolida e idealiza como ter poderes quase ilimitados em mãos, de uma forma que se acredita ser a melhor coisa a se fazer para seu povo. A história começa desde a faculdade até os dias atuais, com alguns flashbacks de fatos mais presentes para associar a decisões tomadas no passado. Algo bem curioso é mostrar como sua mulher é uma grande influenciadora de sua ambição, deixando claro que inicialmente era fazer dele o que ela não podia, diante uma época que as mulheres eram tratadas com bem menos oportunidades. Todas as posições de Cheney são bem mostradas, assim como o ambiente familiar sempre faz parte de tudo, até a metade do filme tudo parece mais uma biografia. Dos anos 80 em diante, o filme mostra o quanto ser influenciador e conhecer as pessoas certas faz com as coisas funcionem a seu favor. Ideologias agressivas são bem mostradas e tudo caminha facilmente para o que se conhece, muita guerra e muitos negócios por traz. O ápice na parte final do filme é bem explicado, diante a própria constituição americana, que permite um poder quase inimaginável aos seus governantes, e assim deixar o protagonista com o poder que sempre procurou. A pós saída do governo também é mostrada, com o escândalo sobre as guerras e como seus aliados são simplesmente dispensados de tudo. A lição de moral final também se coloca agressiva, deixando claro que o povo americano parece não se importar dos motivos que levam aos fatos, ou até mesmo nem ligar para situações tão importantes como o poder que é dado aos seus governantes. No geral, um filme bem interessante que realmente conta a história de alguém que mudou o mundo, tendo bem claro que tudo o que fazia era o que acreditava que era melhor para si, mesmo tendo a justificativa de ajudar o povo americano, e diante de poderes tão grandioso, mostrou bem que poderes dessa dimensão não devem pertencer a ninguém.

#CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #Kinoplex #Itaim #PrimePass #Vice #biografia #fatos #reais #presidente #poder #guerra #terror #família #pescaria #governo #dinheiro #negócios #influência
Mauricio R
Mauricio R

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2019
Construiu-se uma perspectiva de Sheney nos bastidores até sua chegada á Casa Branca. Mckay procurou demonstrar sua ação entre 2001 e 2009, quando esteve por trás da política de tortura contra presos em Guntánamo e terroristas. Dessa forma, o personagem de Cheney é visto sob uma ótica humorística na atuação de Christian Bale. Não achei o filme cansativo, achei espetacular, prende muito a atenção. Embora não acompanhe minuciosamente as notícias políticas internacionais, não creio que o Bush tenha sido 100% como o personagem sugere. Obviamente não duvido dos acordos que devam ter ocorrido entre os mesmos, mas sempre entregar as maximas decisões de bandeja, soou meio controverso. Nesse sentido faltou mais dados reais a serem analisados, conforme ocorreu em diversas cenas, perpetuando assim um mix de documentário.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de fevereiro de 2019
"Vice" é robusto e contextual, bem atuado e com uma ótima produção artística mas que se empolga demais em algum detalhes. Com um roteiro base que abre um leque para diversos assuntos e discussões através de sua montagem, o filme dirigido e roteirizado por Adam Mackay, diretor habituado em comédias convencionais parte para seu segundo filme mais sério tratando de alguma magoa americana mas sem perder sua veia humorística, e já criando sua indenidade, sua assinatura audiovisual.
seu roteiro é ácido, contando a história do esperto e manipulador vice presidente americano da era Bush filho, envolto em polêmicas sociais, guerras, torturas, ocultações. O filme é preciso no desenvolvimento de personagem e seus artifícios roteirísticos agradam, muito, são diferentes, poucos habituais, mas em certo momento acabam pesando no ritmo do longa, mas acabam por conter uma boa parte de uma longa história política republicana em apenas duas horas, é normal seu peso e os artifícios de montagem servem para aliviar o mesmo, embora na prática isso acabe não funcionando assim tão bem.
Tecnicamente, o longa se utiliza muito da montagem e dição, deixando tudo mais frenético e se apropriando de diversas analogias que encaixam muito bem, alem de um senso de humor excelente, mas nem sempre visível, "Vice" pode cansar muitos telespectadores, mas aqueles que já foram fisgado por sua isca, permanecerão vidrados até o fim, vale um destaque também para a edição e mixagem de som que está magnifica, outro ponto que está esplendido é a sua maquiagem, Bale está irreconhecível, Amy Adams está velha, tudo está muito fiel as caricaturas originais e funcionam muito bem no filme, já temos aqui um oscar garantido.
O filme foi muito aclamado por suas atuações, mas de fato, Chtistian Bale está ótimo, agravando sua voz e dando um peso único a mesma, cada vez que Dick fala, não é em vão, tudo tem um peso muito forte, devemos isso ao trabalho vocal de Bale que também nos entrega uma mudança de físico que vai muito alem da maquiagem, mostrando um comprometimento com a atuação, e por fim, seus trejeitos, sua postura, até mesmo o jeito como o protagonista mexe em seus óculos tem um ar maléfico de sabedoria, manipulação e inteligencia, é uma atuação firme e robusta, caricata mas indiscutivelmente fidedigna e certeira. Alem disso, Amy Adams está bem, faz um personagem fundamental, com muita profundidade e carga dramática, mas sua indicação ao óscar foi exagerada.
"Vice" por fim cumpre seu papel, é um bom filme, viciante, engraçado, dramático com profundidade, roteiro, direção e atuação, com alguns problemas é verdade, o abuso da edição e e confusa explicação de fatos, a afirmação de acontecimentos que não são comprovados e a forçação de barra, mas não podemos deixar de ver que é uma ficção pautada em acontecimentos reais, nada alem disso, mas com certeza é um dos destaques de 2019. -
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de fevereiro de 2019
Normalmente, a figura do Vice-Presidente de um país desempenha um papel bastante simbólico. São raros os casos em que o vice possui um destaque maior. Foi isso que aconteceu com Dick Cheney, 46º Vice-Presidente da história dos Estados Unidos. Segundo homem na linha de sucessão do país, atrás somente do Presidente George W. Bush, Cheney conseguiu exercer um poder que seria inimaginável em outras épocas.

É justamente a história de Dick Cheney que nos é retratada durante Vice, filme dirigido e escrito por Adam McKay. O roteiro acompanha Cheney (Christian Bale, mais uma vez se transformando fisicamente para um papel) desde a sua juventude, quando poucos apostavam que aquele bêbado e desistente da faculdade de Yale chegaria aonde chegou. Aliás, se Cheney conseguiu alcançar o auge, foi porque ele teve uma pessoa que acreditou nele desde o início: sua esposa Lynne (Amy Adams), que esteve ao seu lado nos piores e nos melhores momentos.

A trajetória de Cheney em Washington começou quando ele participou de um programa de estagiários do Capitólio. Lá, ele conheceu Donald Rumsfeld (Steve Carell), que seria Chefe de Gabinete e Secretário de Estado em governos do Partido Republicano. Foi Rumsfeld que abriu as portas da Casa Branca para Cheney, onde ele começou como assessor, chegando, posteriormente, ao posto de Chefe de Gabinete da Presidência e Secretário de Defesa dos Estados Unidos – antes, claro, da eleição para Vice-Presidente do país.

Uma coisa que Vice nos mostra é que Dick Cheney soube aproveitar as oportunidades que surgiram em sua frente para crescer no mundo político. Ao mesmo tempo, ele também tinha muita consciência sobre seus limites, principalmente por causa do escrutínio que os candidatos a cargos altos nos Estados Unidos sofrem. Apesar disso, ele soube também como colocar George W. Bush (Sam Rockwell) nas suas mãos e, quando os dois foram eleitos, Cheney assumiu para si a tarefa de liderar a política externa americana, arquitetando a Guerra contra o Iraque e contra o Afeganistão pós 11 de setembro.

Dick Cheney é uma figura controversa na história política recente norte-americana. Adam McKay decidiu contar seu relato por meio de um tom bastante irônico e de uma montagem um tanto arrojada. Entretanto, seu maior acerto foi na escolha de Christian Bale para interpretar uma personagem acima de qualquer suspeita e de qualquer simpatia. O trabalho de Bale, além de magnífico, foi bastante digno e honesto, sem tentativas de humanização de uma figura que seria capaz até de sacrificar quem ele mais amava em prol do poder.
Aurelio Cardoso
Aurelio Cardoso

82 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2019
Satirico e mordaz o Diretor ADAM MCKAY destrincha e desmonta a figura do poderoso VICE Presidente do governo de BUSH de 2001 a 2008, um tal de DICK CHENEY... quem .. bem para quem viveu e viu os acontecimentos do ataque as Torres Gêmeas deve se lembrar deste nome ou ouvido falar..
O Diretor coloca toda sua artilharia na figura de CHENEY e começa lá nos anos 60, desvendando as origens de um obscuro operário que instalava fios, e de como de sua mediocre formação intelectual, mas com arguta capacidade de observar e manipular os meandros do poder e seus apetrechos mais sórdidos, atinge o auge da carreira politica, orbitando junto aos poderosos do Partido Republicano desde NIXON nos anos 70, até o ápice no Governo de BUSH como seu VICE.
Dois personagens fazem as vezes de condutores que impulsionam a carreira de CHENEY, sua esposa LYNNEI e o ascendente RUMSFELD da qual de torna lacaio e serviçal para atingir sua ânsia de poder.
Achei mais interessante a primeira parte, que vai até o ataque as Torres Gêmeas. Parece que a partir dai o diretor MCKAY fica um pouco mais sério, pois é a fase mais cruel e a face delirante de CHENEY que articula a Invasão do Iraque em 2002 inventando as tais armas de destruição em massa, que levou os Estados Unidos a invadir aquele pais e destronar o Ditador Sadam Husseim. A cruenta face de CHENEY aparece ainda ao fomentar torturas para destravar sua Guerra ao Terror.
O Oscar de ator vai certamente para BALE que engordou e está ótimo, com suas caras e bocas dando vazão aos instintos mais farsescos ao biografado. O mais careteiro e que exagera na sua composição como RUMSFELD é STEVE CARREL.
Uma aula de politica e seus meandros que lembra na sua aridez satirica os documentários de MICHAEL MOORE. Mas tem que ir preparado e saber um pouco da História americana e não deixe de ver algumas cenas pós créditos no final e fechando com uma citação de VELOZES E FURIOSOS.
Mauro A
Mauro A

16 seguidores 99 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 6 de fevereiro de 2019
Sinceramente, pelo que vi no trailler e outras pessoas me falaram, eu esperava mais deste filme. Não é uma cinebiografia, ele vai se alternando entre juventude e velhice do protagonista. No início, dá a impressão que o futuro Dick Cheney, futuro vice, é um personagem de comédia pastelão mas, depois de mais velho, aí se torna um homem de personalidade diferente a que foi mostrada no início do filme. Dizem que o filme é baseado em fatos reais, mas eu duvido que o Bush com toda a sua vaidade ia deixar alguém ficar no comando dos EUA. Tanta guerra, tanta decisão importante a ser tomada, que mais parece que ex-Presidente era um fantoche na casa branca. Ademais, filme cansativo que as vezes me fazia cochilar.
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