Vice
Adam McKay chamou a atenção para si quando lançou o seu “A Grande Aposta”, filme lembrado pelo Oscar que entre seus trunfos possui a forte identidade de seu diretor, além de uma montagem ágil e de uma estrutura “pop” e acessível.
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Em Vice o diretor mantém seu estilo, ao apresentar uma trama satírica, com suas licenças estéticas que levam o filme ao tom parodico e enérgico que em muito lembra esquetes de humor. Esse tom sarcástico e de uma linguagem audiovisual peculiar nos fazem adentrar na crítica que o longa a sociedade americana, a figuras polícias, tendo como fio condutor Dick Cheney, o vice mais conhecido do mundo. Um republicano que foi capaz de tudo para por suas terríveis ações em funcionamento.
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A figura republicana é interpretado pelo ótimo Christian Bale, muito bem no papel, incorpora os trejeitos, o sotaque, todas as características estão ali. Além de um ótimo trabalho da maquiagem do filme, lembrada pelo Oscar e que talvez saia vencedora da mesma. Amy Adams atua bem, mas de fato, não é uma de suas principais atuações na carreira. Sam Rockwell esta formidável como Bush, além de visualmente muito parecido com o mesmo, ambos não devem vencer nas categorias indicadas, e seria injusto vencer. O filme é de Christian Bale, ele faz o roteiro burocrático funcionar, carrega o filme consigo e chega forte ao Oscar.
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O roteiro é problemático, não sabe que linha seguir. A segunda metade do longa destoa em muito da primeira, parecem dois filmes em um. O texto verborrágico muitas vezes atrapalha a própria narrativa, atropelando demais as informações e explicitando qualquer coisa que poderia ficar subentendida. A montagem é bipolar, as vezes esta ótima, em outros momentos vacila. Vice é um filme que crítica o imperialismo americano, saber ser ácido com suas escolhas, mas se mantém aquém do esperado por entregar um filme dual de proposta e sem muita justificativa para isso.