Roma
Média
4,1
582 notas

115 Críticas do usuário

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Dagoberto M.
Dagoberto M.

262 seguidores 202 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de janeiro de 2019
Uma obra prima, o melhor filme dos últimos anos. Não percam.
Tudo que passamos em nossas vidas passado com um sentimento inigualável..
Ricardo L.
Ricardo L.

63.286 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2019
Mais uma obra prima do excepcional Alfonso Cuarón e que obra prima... Filme que conta a história de uma família e sua empregada, com suas alegrias e flagelos. Roteiro incrível sem falhas e muito menos rasura, plano sequencia marcante, parte técnica e trilha sonora de primeiríssima qualidade. Atuações ótimas , mas o destaque vai para a atriz estreante Mexicana Yalitza Aparicio que está incrível, levando sua sutileza direto aos corações de quem a assiste. Roma é sem sombras de duvidas um dos dos Top três de 2018.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 480 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2019
" Não importa o que dizem Cleo, nós mulheres sempre estamos sozinhas"
ROMA

Roma é dirigido, produzido, roteirizado e fotografado pelo mexicano Alfonso Cuarón. Inicialmente o longa seria lançado nos cinemas, mas em 2018 a Netflix comprou os direitos de distribuição do filme. Cuarón tinha a ideia desse filme formada em sua cabeça desde 2006, como sua autobiografia, pois o mesmo viveu em Roma, que é um bairro localizado no município de Cuauhtémoc, na cidade do México. O título do longa também faz uma referência ao "Roma, Cidade Aberta", filme de 1945, um precursor do neorealismo do cinema italiano de Roberto Rossellini..

O longa se passa no México em seus duros anos 70, quando somos confrontados com Cleo, uma empregada doméstica e babá de uma família de classe média. Cleo vive em prol dos seus patrões, levando uma rotina diária entre cuidar dos filhos, lavar exaustivamente o chão, recolher o cocô do cachorro e até segurá-lo para que seu patrão possa sair com o carro, ou seja, a sua vida inteira é voltada a servir e acatar ordens!

Cuarón domina a sua arte e nos entrega um longa intimista, forte, refletivo, pesado, incômodo, com uma crítica ácida muito bem construída, tocando em temas muito delicados como o preconceito, a desigualdade social, a maternidade, as perdas, as decepções. Nos confrontando com uma imagem da verdadeira família perfeita, onde tudo é feito rigorosamente dentro do padrão dos bons costumes. Quando na verdade a fachada da família feliz se desmorona, sendo expostos diretamente as perdas e a solidão.

Cuarón está em seu melhor momento, esse filme o define de todas as formas, por ser tão seco, direto, indigestível, verdadeiro, uma obra-prima do cinema mexicano. Uma película em preto em branco, totalmente em espanhol (que por sinal é um idioma belíssimo), que toca em questões sociais mexicanas, como a ditadura e as revoluções que o país enfrentava naquela década. Tudo minuciosamente bem detalhado, bem filmado, bem dirigido, com um toque de genialidade que só o Alfonso Cuarón consegue dar. A forma como Cuarón utiliza suas câmeras é incrível, com focos totalmente parados e em ângulos duplos, mostrando acontecimentos em dois momentos distintos. Como diretor de fotografia ele se mostra muito competente, ao nos mergulhar em uma fotografia em preto e branco, nos mostrando um lado morto e sombrio da sua história, até pelo fato de não haver cores, o que de certa forma simbolizaria a vida. Devo destacar a cena da praia (capa do filme) que possui um plano belíssimo, com uma fotografia de nos fazer chorar.

É muito prazeroso acompanhar um roteiro bem feito, bem explorado, bem idealizado, que possui coesão em seus acontecimentos. Cuarón vai ainda mais longe ao nos imergir em uma trama que não possui uma trilha sonora destacada, o que de certa forma eu achei uma genialidade de sua parte, sendo que o silêncio fala mais alto, a falta de voz e de opinião da protagonista, o transformando em praticamente uma muda que é a verdadeira trilha sonora encaixada no filme. A direção de arte do filme está rigorosamente bem destacada, com detalhes muito bem colocados, como o pôster no quarto da copa do mundo do México de 1970. É muito perceptível o quanto Cuarón está a vontade nesse filme, o quanto ele consegue trazer detalhes que fazem a diferença - como a sua referência a "Filhos da Esperança" na cena do parto de Cleo (por sinal, cena fortíssima e que me deixou triste e angustiado), uma clara referência a "Gravidade", na cena do filme no cinema com os astronautas vagando no espaço.

Yalitza Aparicio faz seu filme de estreia e diga-se de passagem, ela está estupendamente bem! O longa se passa sobre a visão de Cleo, nos mostrando o seu modo de ver e encarar toda situação que lhe era imposta diariamente. Uma mulher triste, vazia, solitária, submissa, que ao meu modo de ver, Cuarón nos deu um claro retrato das inúmeras Cleo que existiu em sua infância e que ainda existem em cada canto desse planeta. Yalitza Aparicio aceitou um papel muito difícil em sua estreia, dando conta do recado com muita maestria e dignidade, nos impressionando com sua forte atuação - meus mais sinceros parabéns!!!

Marina de Tavira foi outra atriz mexicana que me impressionou muito. Marina fez Sofia, a mãe da família que passou por tudo que você possa imaginar em sua vida. Sofia se mostrava uma mulher prepotente de início, até porque essa era a posição que ela adotava, mas com o passar do tempo e seus acontecimentos, a vida lhe mostrou toda verdade, o colocando como patroa e empregada que compactuavam de suas perdas e suas solidões de formas diferentes. Ótimo trabalho e uma grande atuação entregue por Marina de Tavira. Destaques também para o elenco infantojuvenil, que estiveram muito bem encaixados em cenas, conseguindo dar aquele toque de inocência e pureza em meio à uma obra tão avassaladora.

Roma está indicado em 3 categorias no Globo de Ouro 2019 (Diretor, Roteiro, Filme em Língua Estrangeira), sendo a indicação oficial do México para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar. E eu vou mais além: também o colocaria na categoria principal da noite - Melhor Filme.

Roma é um filme que consegue ser belo e assustador, lindo e tenebroso, suave e amargo, difícil porém prazeroso.
Pra mim é o melhor filme de Alfonso Cuarón e sua verdadeira obra-prima! SEM MAIS! [04/01/2019]
Filipe N.
Filipe N.

28 seguidores 52 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2019
Esse filme é uma verdadeira obra prima, uma obra de arte de primeira qualidade. Verdadeiro sentido do cinema que foge totalmente do senso comum e apresenta algo profundo e inovador. Fiquei realmente emocionado com a fotografia, a visão da realidade, as atuações e os acontecimentos simples (e ao mesmo tempo profundos) desse grande filme. É uma pena que nem todos vão ter a capacidade intelectual de entender isso. Nota 5 sem medo de ser feliz.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de janeiro de 2019
Um filme DELICADO, do talentoso diretor Alfonso Cuaron, que mostra de uma forma delicada sob o olhar extremamente feminino do filme uma história de idas e vindas e a relação entre uma empregada e a família durante um ano e muitos acontecimentos que mudam suas vidas. Bela fotografia, edição de som juntamente com uma direção impecável resulta num filme inteligente, que vai envolvendo a gente de forma impactante por ser todo rodado em branco e preto. Grande chance de levar a estatueta de melhor filme e direção no OSCAR 2019. Nasce uma OBRA-PRIMA.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 26 de maio de 2019
Roma encontra o realizador Alfonso Cuarón em seu mais completo e fascinante comando do ofício visual e narrativo - contando a história mais pessoal de sua carreira até o momento. Uma história linda e triste sobre dissonâncias sociais, Roma é um filme épico e intimista ao mesmo tempo, com uma trama absolutamente contida intercalada por momentos de legitima tensão, em set pieces primorosas. Roma é também, porque não, um manifesto político necessário para estes tempos, mas nunca panfletário em sua essência, seu maior triunfo. Cuáron não soube direito como terminá-lo, porém. Algumas cenas se alongam demais, em super exposições técnicas desnecessárias, além de outras exibições gratuitas do diretor/roteirista, deixando em seu longa um tom arrogante de auto importância que incomoda às vezes. Mas o coração da história permanece intacto e se sobressai aos vícios de vaidade de seu autor, ao final, nós nos importamos com cada personagem, e nos tornamos parte daquela família. Um belíssimo filme.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de maio de 2020
22/05/2020, é filme cult, mas não ganhou o Oscar a toa não, e deve ser, senão o melhor, um dos melhores filmes da Netflix!.................................................................................................................................................................................
Sugiro que leia as críticas para entender melhor as entrelinhas....Parece feito com muito carinho e consideração pelos personagens, tem história do México por trás, tem várias denúncias sociais, tem viagem no tempo, tem filme em forma de poesia, tem mudança de velocidade (afinal de contas ele se passa em 1971...as coisas aconteciam sim de um modo mais devagar)...e mostra como mesmo naquela época, já estávamos meio globalizados, muita coisa parecida com o Brasil. E tem tanta frase falando eu te amo, eu te amo, eu te amo....que mesmo com um tom triste, saí desse mergulho um pouco mais calma, até me senti no cinema (mas estamos em quarentena, e não vou ao cinema há uns 3 meses).
ps: e a cena do parto....? como alguém consegue dizer que esse filme é chato? sofri pelo menos umas 3 vezes angústia extrema pela Cleo e as crianças....e o modo que eles movimentam a câmera? quase fico tonta só de imaginar como eles fizeram as cenas...e aquela fazenda cheia de bichos mortos empalhados? o título do filme deveria ser: denunciando os erros do passado...que infelizmente em alguns lugares ainda acontecem....aff! não teve como escrever pouco!
Igor P
Igor P

6 seguidores 26 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2019
Roma

Em meio a grandiloqüentes histórias, falar sobre o cotidiano e o comum de uma forma honesta e pessoal não é fácil. Estamos diante de um recorte da vida, das belezas e dos pesares, ou seja, a vida em sua essência.
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O convite feito aqui é para ir além da fronteira de uma história aparentemente convencional, se tornando incrivelmente íntimo. Direciona seu olhar para uma luta de classes ainda contemporânea, explorando a relação de patrão/empregada de uma forma nada maniqueísta. Narra a trajetória de diferentes mulheres e da forma como estão inseridas na sociedade, de como os dilemas se bifurcam, mas se encaminham para um único lugar.
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A direção de Afonso Cuarón é magistral. Ele sabe dar o tempo para a narrativa se contar, pacientemente nos desvela mais sobre aquele universo, nos fazendo pertencente. Opta por uma câmera mais estática, com movimentos de câmera horizontais que não só nos contextualiza perfeitamente bem, mas nos imerge na história de maneira absurda. Compõe longos plano-sequência, que possuem coreografias plásticas e impressionante. Na fotografia existe uma perfeita consciência de contrastes e exposições, é linda. Sem trilha sonora, apenas o som dos acontecimentos, e é fantasticamente imersivo, os detalhes crescem sobre o silêncio nos contando muito sobre o que esse filme é.
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Yalitza Aparicio (Cleo) nunca atuou na vida, o que deixa tudo ainda mais natural. Ele reage perfeitamente bem as situações externalizando muita coisa. Absorve aquilo que nem precisa ser dito, sentimos diante da experiência que ela também está vivendo. Cleo vira bussolá na jornada, é quem mesmo em silêncio segura o mundo, e impede que desastres aconteçam na vida de quem está em sua volta, mas não na sua.
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E é assim que a vida é, cruel mas com lampejos marcantes de felicidade. Tecnicamente perfeito, uma produção surreal. Cuarón fala de sua história pessoal com total ciência que ser é o fato de narrar a si mesmo. É como se fizesse uma serenata para o cinema real, que vivemos todos os dias, e por durante 2h16 é como se esse cinema nos olhasse de volta nos dizendo que o que acabamos de ver também nos pertence, que também é sobre nós.
João Lucas B.
João Lucas B.

5 seguidores 28 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de janeiro de 2019
"Roma". de Alfonso Cuarón é a forma mais pura e humana do cinema. Em um relato semi-autobiográfico, o longa conta a história de Cleo, empregada de uma família de classe média alta. Ao longo do filme. é notável a forte relação de Cleo com a família, porém sempre em seu lugar de empregada, com um quarto isolado e pequeno, e com a mesa de almoço diferente daquela que a família usa. O drama é muito bem escrito, com uma fidelidade absurda aos fatos e ao contexto histórico do México, onde em 1971, aconteceu o Massacre de Corpus Christi, representado no filme.
Flertando com o neorrealismo italiano, além dos quesitos técnicos, como o preto e branco, o filme mostra as desigualdades sociais, a pobreza, e o cotidiano das classes mais pobres.
Nos detalhes técnicos, "Roma" da uma aula, sempre com um câmera bem posicionada, aberta ou fixa, em tripé ou em trilho com movimentos horizontais, intensifica a imersão e ampliação nas cenas.
As atuações surpreendem, já que o elenco não é muito conhecido e é o primeiro longa de Yalitza Aparicio(Cleo), que já mostra um enorme potencial, com uma atuação inexprimível.
Mesmo em preto e branco, o filme apresenta uma fotografia digna de Oscar; Os espaços são muito bem usados e os planos sequência muito bem executados, a luz é controlada com maestria e vemos uma obra de arte em movimento.
A dramatização das trivialidades da vida resultou em um dos melhores trabalhos de Cuarón, é impressionante como acontecimentos que muitas vezes são comuns, acabam por tomar um significado maior e muito bem valorizados.
Intimista, impactante, humano e real, "Roma" é um dos melhores filmes de 2018, e o cinema em sua essência, Nota: 9.6
Layza C.
Layza C.

2 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2019
Roma | 2018
★★★★★|
* Que fotografia impecável, todo em PB, grande angular, plano sequência, eu só sei estar arrepiada ♥️
* Um drama muito bem dirigido.
* Lindo e triste
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