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Elisangela M.
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15 críticas
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5,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2017
O documentário surpreende desde a concepção da narrativa sobre o aviltante aumento da população carcerária nos EUA nas últimas cinco décadas. O roteiro nos conduz a discutir os interesses econômicos políticos e sociais discriminatórios e, também, as intenções de enriquecimento de algumas corporações com o sistema prisional no País. Muito bem fundamentado e com entrevistados qualificados, reforça a importância histórica da origem dos fatos em pauta. Resgata o contexto em que são tomadas as decisões, não por mero acaso, mas por interesse de uma minoria que anos após anos mantém o poder e o controle sobre os meios de produção. E as razões (algumas) que norteiam a desqualificação do negro na sociedade. Um documentário inteligente. Eu recomendo!
Revelador e pesado. Extremamente pesado, esse documentário nos faz repensar muitas coisas. Sobre como a história e os governos influenciam e influenciaram a sociedade. A trilha sonora é sensacional.
Documentário de 1° linha, mostrando a realidade do preconceito racial e força bruta de uma policia parcial e cruel. cenas fortes que nos deixa com a reflexão dos porquês de tanta maldade humana.
Com A 13ª Emenda a diretora Ava DuVernay parece potencializar um discurso iniciado em Selma – Uma Luta Pela Igualdade. Construindo um panorama sobre a atual situação carcerária, e consequentemente social, dos Estados Unidos, onde a maior economia mundial exerce seu negativo papel com maestria. Imparcial e hipnotizante, os maiores efeitos do documentário estão na maneira como fazem uma ponte com tempos de segregação, colocando em voga aparentes medidas que se revelam apenas superficiais, num estigma que parece se querer fazer atemporal.
Melhor filme/documentário que assisti na vida! Genial! Traça uma linha do tempo desde a chegada involuntária das pessoas escravizadas pelas colônias europeias nos EUA, sua libertação através da 13a Emenda, e segue demonstrando como desde então a dominação e repressão inflingidas tiveram como intuito a exploração para fins de enriquecimento - agora- dos descendentes de europeus, ainda que estes mesmos igualmente se tratassem de imigrantes. São demonstradas as manobras legais utilizadas por pessoas de pele branca no poder para criminalizar condutas as quais são massivamente efetivadas sobre pessoas de pele negra (visando o que mesmo? Poder, muito dinheiro, ainda às custas da estigmatização, segregação, trabalho e a vida dos negros. Vale assistir com calma, absorvendo toda a lógica perversa que se repete de geração em geração. Por fim, observo que a triste constatação se amolda ao nosso país, em que o traficante negro e favelado - e civis! - é morto sob um discurso de guerra ao tráfico e segurança social, inclusive incutindo nas mal remuneradas forças policiais o falso dever de exterminar o tráfico - com fim de mascarar os reais genocidas - aqueles que nos subtraem saúde e educação, certamente satisfeitos ao nos cegar e nos dividir em polos partidais e nos fazendo esquecer de implementar uma vida digna, e sobretudo, EDUCAÇÃO, a única ferramenta apta a mudar completamente o cenário social.
O filme traz inúmeras evidências de que o racismo, seja nos EUA ou em qualquer outra parte do mundo, serve a um propósito econômico. Dizer que ele faz propaganda para os democratas é esquecer que ele evidencia o oportunismo dos Clinton e de outros candidatos daquele partido. Inclusive quando estes fazem a sua "autocrítica", são apresentados como demagogos. A própria atuação de Barack Obama não foi "incensada", mas apresentada com um certa dose de ceticismo. Observe-se que, nesse momento, passa a analisar as diversas propostas de revisão da lei penal, como uma versão do modelo vigente. Um pouco "mais do mesmo".
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