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Keila Sashida
1 crítica
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4,0
Enviada em 5 de outubro de 2020
Demonstra o reencontro de um casal que se conectavam intensamente e que após 20 anos, essa conexão ainda persiste. O fim parece indefinido, mas na realidade é definido, ocorre a revelação do medo do inesperado no passado, mas também confirmação do amor eterno e de quanto um conhece o outro de forma verdadeira, e talvez até de forma exclusiva.
Um dos meus filmes favoritos. O preto e branco é a "cereja do bolo". Traz uma luminosidade diferente aos ambientes. Gostaria demais de conhecer essa cidade (Crestiline), que inclusive é cenário de outro filme do Mark Duplass. Esse filme merecia uma continuação.
Filme muito bonito. Não é para todo mundo. Reencontro, amor, arrependimentos, solidão...lindos momentos de olhares e sorrisos, assista como cúmplice ou se identifique. O filme ser todo em preto e branco é o qie faz tudo ser mais crível. Fotografia linda. Filme para ser visto várias vezes. Amei o casal que convence bem.
Filme todo em preto e branco. Casal revive lembranças do que viveram há 20 anos. Continuam na mesma sintonia de antes, mas ela está casada e depressiva e ele nunca se esqueceu dela. O final ficou a incógnita para pensarmos, pois na verdade não há um final no filme. Interessante para refletir sobre decisões erradas que tomamos na vida e que lá na frente percebemos o quanto felizes poderíamos ter sido se não fosse uma decisão tomada errada...
im e Amanda se reencontram no supermercado. O primeiro contato, depois de muitos anos, é constrangedor. “Já perguntei ‘como você está?’”, fala ele. “Já”, responde ela. A dificuldade em travar uma conversa é latente, mas logo percebe-se que existe uma extrema afinidade entre os dois. Algo adormecido, que vem à tona durante a jornada de 24 horas apresentada em "Blue Jay", uma produção original do Netflix. Na linha de "Antes do amanhecer" e "Before we go", o longa-metragem acompanha o encontro dos dois personagens ao longo de 80 minutos, sustentado praticamente em diálogos. Jim e Amanda deixam o supermercado para beber em uma cafeteria, depois sentam à beira de um lago, fazem compras em uma loja de conveniências, jantam e dançam na casa dele e, por fim, caminham pelas ruas da pequena cidade na Califórnia que dá nome ao projeto. Todas essas passagens ocorrem na presença de uma fotografia em preto e branco, o que reforça a melancolia da trama. Jim e Amanda eram aquele casal perfeito dos tempos de colégio, mas precisaram se separar. O que a vida lhes ofereceu na sequência não foi bem o que esperavam. Agora, adultos, ambos acreditam que deveriam estar completamente realizados, felizes. Ironicamente, esta não é a realidade, por mais que tentem disfarçar. O olhar sensível do novato diretor Alex Lehmann ("Asperger’s are us") apresenta pouco a pouco os machucados e as desilusões de cada personagem. O filme, em sua essência, é sobre escolhas, perdas, relacionamentos, o que deixamos no caminho, a procura pela felicidade. É sobre o curso avassalador da vida, o lado melancólico da existência. Toda essa cumplicidade dos personagens funciona tão bem graças à dupla Mark Duplass e Sarah Paulson, completamente entregues ao projeto. O próprio ator assina o roteiro, que, segundo ele, estava delimitado em cenas, mas valeu-se de bastante improviso durante os diálogos. Talvez esteja aí o segredo para tamanha sintonia e veracidade presentes em "Blue Jay": deixar que a experiência real tome frente.
Antes eles imitavam o futuro. Hoje eles se reencontram e retornam ao passado. Um filme inteiro em preto e branco porque é sobre memórias. A beleza dos tons de cinza de um filme invocam a poesia da realidade. Porém, no paradoxo mais charmoso do Cinema, o p&b também torna a vida mais real.
Filme em preto e branco sobre mulher que acidentalmente encontra o ex-namorado de 20 anos atrás, com o qual ficara grávida e também abortara, pela imaturidade dele em assumir e dela em lidar por conta própria. Agora revivem sua história, estando ela casada e ele só. Muito blá,,,blá..blá para chegarem ao perdão e repararem a situação.
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