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Débora P.
4 seguidores
2 críticas
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3,5
Enviada em 4 de junho de 2017
Filme todo em preto e branco. Casal revive lembranças do que viveram há 20 anos. Continuam na mesma sintonia de antes, mas ela está casada e depressiva e ele nunca se esqueceu dela. O final ficou a incógnita para pensarmos, pois na verdade não há um final no filme. Interessante para refletir sobre decisões erradas que tomamos na vida e que lá na frente percebemos o quanto felizes poderíamos ter sido se não fosse uma decisão tomada errada...
Antes eles imitavam o futuro. Hoje eles se reencontram e retornam ao passado. Um filme inteiro em preto e branco porque é sobre memórias. A beleza dos tons de cinza de um filme invocam a poesia da realidade. Porém, no paradoxo mais charmoso do Cinema, o p&b também torna a vida mais real.
Filme muito bonito. Não é para todo mundo. Reencontro, amor, arrependimentos, solidão...lindos momentos de olhares e sorrisos, assista como cúmplice ou se identifique. O filme ser todo em preto e branco é o qie faz tudo ser mais crível. Fotografia linda. Filme para ser visto várias vezes. Amei o casal que convence bem.
im e Amanda se reencontram no supermercado. O primeiro contato, depois de muitos anos, é constrangedor. “Já perguntei ‘como você está?’”, fala ele. “Já”, responde ela. A dificuldade em travar uma conversa é latente, mas logo percebe-se que existe uma extrema afinidade entre os dois. Algo adormecido, que vem à tona durante a jornada de 24 horas apresentada em "Blue Jay", uma produção original do Netflix. Na linha de "Antes do amanhecer" e "Before we go", o longa-metragem acompanha o encontro dos dois personagens ao longo de 80 minutos, sustentado praticamente em diálogos. Jim e Amanda deixam o supermercado para beber em uma cafeteria, depois sentam à beira de um lago, fazem compras em uma loja de conveniências, jantam e dançam na casa dele e, por fim, caminham pelas ruas da pequena cidade na Califórnia que dá nome ao projeto. Todas essas passagens ocorrem na presença de uma fotografia em preto e branco, o que reforça a melancolia da trama. Jim e Amanda eram aquele casal perfeito dos tempos de colégio, mas precisaram se separar. O que a vida lhes ofereceu na sequência não foi bem o que esperavam. Agora, adultos, ambos acreditam que deveriam estar completamente realizados, felizes. Ironicamente, esta não é a realidade, por mais que tentem disfarçar. O olhar sensível do novato diretor Alex Lehmann ("Asperger’s are us") apresenta pouco a pouco os machucados e as desilusões de cada personagem. O filme, em sua essência, é sobre escolhas, perdas, relacionamentos, o que deixamos no caminho, a procura pela felicidade. É sobre o curso avassalador da vida, o lado melancólico da existência. Toda essa cumplicidade dos personagens funciona tão bem graças à dupla Mark Duplass e Sarah Paulson, completamente entregues ao projeto. O próprio ator assina o roteiro, que, segundo ele, estava delimitado em cenas, mas valeu-se de bastante improviso durante os diálogos. Talvez esteja aí o segredo para tamanha sintonia e veracidade presentes em "Blue Jay": deixar que a experiência real tome frente.
Filme em preto e branco sobre mulher que acidentalmente encontra o ex-namorado de 20 anos atrás, com o qual ficara grávida e também abortara, pela imaturidade dele em assumir e dela em lidar por conta própria. Agora revivem sua história, estando ela casada e ele só. Muito blá,,,blá..blá para chegarem ao perdão e repararem a situação.
Blue Jay é um filme de romance dirigido por Alexandre Lehmann. O filme mostra a história de um casal Jim ( Mark Duplass) e Amanda ( Sarah Paulson) que viveram um namoro na época da escola e acabam se reencontrando apos 20 anos por acaso, na cidade Natal de ambos. O filme é independente e foi lançando na época direto para a Netflix. Por mais simples que tenha sido a história do filme, acaba sendo muito grandiosa, pois sabemos que existem poucas chances em nossa vida de ficar frente a frente com o passado. O filme se passa dentro de um período de 24 horas ( aproximadamente) e apesar de no começo o encontro parecer estranho , tornar-se uma oportunidade para ambos de relembrar o que já passou. Em pouco tempo dá pra notar que a relação entre os 2 são íntimas, por meios de olhares e gestos. Pra isso ter acontecido, a química entre os 2 personagem foi extraordinária. Mas o destaque maior foi de Sarah Paulson que tomou a frente praticamente todo o lance emocional. O roteiro escorregou um pouco no terceiro ato. Embora tenha acontecido uma revelação muito boa para a trama, o final pareceu ser muito explosivo para um filme que vinha com uma cadência lenta. Isso acabou prejudicando o clímax final. O final é agridoce e mostra quanto o tempo pode ser cruel em qualquer tipo de relação
Atuação impecável dos atores. A sensibilidade de retratar o reencontro de um grande amor. É como se todos a lacuna deixada na realidade nunca tivesse sido deixada. Sempre esteve ali, mas sem voz. Apenas com lembranças... Reviver tais lembranças e poder ter mais um instante com quem se amou de verdade é como se a vida voltasse a ter cor. O detalhe em preto em branco, para mim, tocou exatamente neste ponto, onde ambos seguiram vivendo, mas como se a vida tivesse perdido a cor, pois se perderam. Para entender a potência do filme, talvez seja preciso ter vivenciado algo similar. Um dos filmes mais lindos que já vi...
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