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Omelete
Ainda que o desejo de encontrar sua “Eva primitiva” seja o que mova o personagem, em última instância é apenas um artifício para mostrar o lado mais humano por trás do talento já muito reconhecido.
Papo de Cinema
Dois pontos, no entanto, conseguem tirar "Gauguin: Viagem ao Taiti" da mediocridade absoluta – além, é claro, da simples curiosidade que tal narrativa gera aos admiradores do artista. O primeiro é a impressionante e bela trilha sonora...
Estado de São Paulo
Tuberculose, abandono, amor. Se não conseguia sobreviver de sua arte, demasiado avançada, na Europa, Gauguin também não encontrou compreensão nos Mares do Sul. [...] Tudo isso é história, que Deluc ficcionaliza, e com a cumplicidade de um ator, Vincent Cassel, que se entrega à intensidade do papel.
Folha de São Paulo
“Gauguin” está apoiado em dois pilares fortes. O primeiro é a esplendorosa beleza da ilha da Polinésia Francesa, mostrada em locações que buscaram pontos ainda intocados do lugar. O segundo é a presença de Vincent Cassell, um dos melhores de sua geração na França.
New York Times
Paul Gauguin superficialmente tem mais potencial um filme de tensão, dado que é hoje considerado uma figura problemática. Mas, buscando ser mais um filme biográfico, o filme preferiu higienizar sua imagem. [...] No final, revela pouco sobre a natureza de um artista e muito sobre cálculos comerciais.
O Globo
É, sobretudo, um filme de ator, com Vincent Cassel se empenhando na composição de um Gauguin "intenso", com tudo o que de positivo e de negativo isso pode significar no cinema.
The Hollywood Reporter
O filme tenta explorar uma vasta gama de tópicos, incluindo, a natureza, colonialismo, religião, sexualidade e arte. Isso dilui o foco do filme, com Gauguin também constantemente lutando para ganhar dinheiro e manter a ponta de um triângulo amoroso improvável (e fictício).
Télérama
O pretexto [do ciúme de Gauguin] é tratado de maneira tão desengonçada que se autodestrói em alguns segundos. Resta um belo trabalho do ator, prejudicado, infelizmente, por uma inconsistência que só atrapalha.
Cineweb
"Gauguin: Viagem ao Taiti" é pouco ambicioso, seja no retrato da trajetória do seu protagonista, seja na sua investigação sobre vida e arte, ou sobre o colonialismo francês. O que sobra de bom, além das interpretações de Cassel e Adams, é a paisagem da Polinésia.
Critikat.com
O filme cai na armadilha da maior parte das biografias tradicionais: ele se contradiz ao representar a vanguarda de maneira totalmente acadêmica. Na falta de um roteiro minimamente complexo, "Gauguin - Viagem ao Taiti" acaba despertando um grande mal-estar por causa dos preconceitos da época.