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Marcelo Korn
3 críticas
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1,5
Enviada em 23 de outubro de 2020
Começa bem, depois vira só um banho de sangue sem muito sentido e profundidade sobre os personagens, e segue assim até o final. Filme totalmente dispensável.
Desacreditado de filmes de terror nacionais e depois de ler varias criticas positivas sobre esse filme, resolvi arriscar e assistir. Sendo simples e direto: Filme fraco, chato, que parece em alguns dois momentos que vai engatar, mas volta a ser morno e sem graça... tem bastante sangue? Tem. isso basta ? Não. A história do filme não se sustenta. Só porque tem uma cena onde o patrão destrata os empregados e o homossexual faz um pequeno discurso num momento mais improvavel possível e todos pseudo intelectuais já alardeiam ser uma joia prima de critica ao sistema de classes ( qualquer episodio dos Simpsons , Family guy ou qualquer sitcon de 20 minutos tem muito mais) o filme se arrasta de inconsistencia em inconsistencia , uma tortura visual com um som de fundo tão alto que fica dificil entender a fala dos personagens, não explica nada, mesmo porque as situações não tem explicações possiveis de tão irreais. É um filme que o espectador não se envolve, apenas torce pra acabar logo e quando acaba é uma decepção.....
O filme começa de uma forma incrível e surpreendente, realmente muito bom, mas na parte final o roteiro vira um bagunça e muitas perguntas ficam sem ser respondias, me deu raiva porque, o filme tinha muito potencial, mas ficou devendo. Nota: 5,5/10
Cinema de gênero no nosso país ganhando incentivo,O Animal Cordial segue a linha dos recentes longas desse gênero.Inácio é dono de um restaurante de classe média,ele tem uma relação conturbada com seus funcionários e tudo piora quando acontece um assalto em uma noite,e expõe os relacionamentos e suas instabilidades mentais.O longa dirigido pela Gabriela Amaral,tem um primeiro ato bom,com um bom desenvolvimento de personagem e cria a tensão entre eles,a segunda parte é inconstante,a primeira parte tem uma tensão boa,mas a partir daí ele fica inconstante e cria um final que poderia ser melhor .O roteiro escrito também pela Gabriela,aborda os demônios interiores e as loucuras que podemos fazer sob relações instáveis e como ela nos consome um tema bom e bem escrito.Os atores tem boas atuações,Murilo Benício tem uma boa atuação,o personagem dele nos surpreende com um sadismo e um jeito manipulador,a a Luciana paes é outra com destaque assim como o Irandhir Santos que tem um papel importante no filme.Mesmo não sendo um grande filme "O Animal Cordial" é um bom thriller que traz questões do seu alter ego,axuma da média pelo que o cinema nacional oferece.
Não gostei. Um filme absolutamente abstrato, vazio, sem propósito, sem história coerente. Apenas uma sequencia de atos violentos e gratuitos, sem uma contextualização mais sólida, que explique melhor a insanidade que paira em cada personagem. Assisti até o fim por pura teimosia em esperar uma explicação plausível para a sequencia de mortes "a la" filmes juvenis de terror. A crítica do Adoro Cinema tentou dar um ar de filme Noir; enxergou qualidades da mesma maneira que críticos de arte enaltecem e valorizam riscos e manchas em quadros com pinturas distorcidas, aleatórias e sem sentido. Enfim, para quem quer passar cerca de uma hora e meia, sem expectativa de uma história coerente, e que goste de ver sangue como nos filmes de terror juvenil, como me referi antes, vá em frente. E para finalizar, não sei se perdi alguma cena, mas quem me explica como o chef trans escapou e como o gerente maluco morreu, antes da garçonete zumbi fazer picadinho dele?
Estréia em longa metragem da diretora e roteirista Gabriela Amaral Almeida, filme totalmente atípico dentro do circuito nacional. Inácio (Murilo Benício) é dono de um restaurante que está falindo o que traz muitas tensões entre os funcionários. Em guerra com o chefe da cozinha Dijair (Irandhir Santos, estupendo) Inácio tem ao seu lado Sara,a garçonete (Luciana Paes). Entre os inúmeros problemas do restaurante, agrega-se a chegada de dois assaltantes que rendem todos, incluíndo um casal arrogante (Camila Morgado e Jiddu Pinheiro) e um homem solitário (Ernani Moraes). Nada é previsível a partir de então. Tudo se dá em um crescente onde se expõem o que há de pior e sombrio em cada personagem. Salvando o correto Dijair, tudo é bestialidade animalesca. Gabriela Amaral é um diretora com um grande futuro e soube fazer do filme um gore radioativo. O Animal Cordial rendeu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio, já Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida levaram os prêmios de melhor atriz e diretora no FantasPoa 2018.
Uma ideia bem elaborada , com vários personagens abrasileiradls diferentes , mas que mostra a realidade da sociedade , uma certa crítica , não muito suave , acho que o gênero suspense da esse enredo uma amplitude reflexiva , porém um roteiro mediano , poderia ser mais intenso .
Eu fiquei absurdamente surpreso com o filme, me perdoem os exageros, mas a mim pareceu ter um pouco de "Um dia de Fúria" e um tantinho de "O Iluminado". Há uma reunião de vários tipos: Gay, casalzinho burguês, marginais (especificamente os bandidos), fracassados, sonhadores, frustrados no amor etc., tudo num espaço bastante hermético, quase um bunker. Há também a desesperança nas instituições, no caso justiça e polícia. É sanguinolento e sexual paporra, nunca injustificados, gostei muito.
Hoje dia de assistir mais um filme nacional, e dessa vez com requintes bem interessantes de suspense num cenário tenso e um tanto agradável de acompanhar, se ainda houver alguma dúvida que o cinema nacional é capaz de produzir um suspense bem produzido, aqui a dúvida acaba. O filme se inicia numa situação simples, um restaurante, seu dono e meia dúzia de funcionários, os últimos clientes e só, apenas um clima quase morto, mas também tenso, o protagonista, mesmo sem muita necessidade já se mostra um tanto nervoso, quase como um animal à espreita. Logo o filme parte da, quase calmaria sem graça, para uma cena bem nervosa, regada a tons de violência um pouco exagerada e todo o cenário muda, de um ambiente quase calmo para algo cheio de mortes e suspense, mais parecendo um plano meticulosamente preparado para uma série sanguinária de fatos. Protagonistas e coadjuvantes partes para cenas nervosas e que provoca uma sensação de tensão ininterrupta. Apesar de toda essa preparação, o nome do filme diz o que o filme segue, o protagonista é um animal, mas também cordial, parece ter regras, normas e respeito, não faz as coisas simplesmente por fazer, e chega até encaixar situações de cordialidade com a sanguinária que viria a seguir, e isso agrada, agrada muito ao ponto de querer saber como funciona a mente louca e respeitosa do protagonista. O mistério do enredo segue por boa parte do filme, mesmo que em certos momentos as revelações sejam simples, é logo encaixado por situações onde pouco se prevê o desfecho, causando uma sensação que o filme está querendo enganar o espectador mostrando que há mais coisas que aparenta. Já caminhando para seu final, o filme chega a encaixar romances e certas reviravoltas, sempre com bastante intensidade, nada é simples ou fraco, parece querer manter o espectador ligado, seja pelo excesso de sangue, ou até pela nudez nas cenas mais picantes. O fim é poético, assim como o nome do filme, não é algo exagerado, mas deixa na mente do espectador toda intensidade de imaginar o corte de cena apresentado, e o que acontece realmente com o protagonista e a principal coadjuvante, parecendo mais um pensamento ligado ao início do filme. No geral, um filme que mostra uma situação tensa por maioria do tempo e não enrola o espectador, com muitas cenas fortes, de certa forma violentas, e muito sangue para todo lado, mostra uma ótima produção de prender o espectador num clima de querer saber como tudo irá terminar com tons poéticos que merece muito a recomendação.
Muito foi elogiada a atuação de Murilo Benício, porém não sei se foi tão incrível assim. Pois tudo está lá: a tensão, o bom uso da música, o bom roteiro... faltou um pouco mais de subversão... e isso se deve ao texto, porém em grande parte à atuação. A insanidade é mais intimidante nos gestos, olhares, relances do que em lamber e trepar num banho de sangue.
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