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Um visitante
4,0
Enviada em 4 de março de 2018
gostei muito do filme. os atores todos tiveram um período de atuação bem dedicado. méritos para a atriz principal e o coadjuvante. gosto do trabalho desse diretor que alterna momentos de grande humor (negro) e também a dor.
OS TRÊS ANÚNCIOS QUE PROMOVEM UM ALVOROÇO NA PEQUENA CIDADE AMERICANA
Simplesmente maravilhoso esse filme que ao concentrar a ação em uma pequena cidade, no Missouri, promove a sintonia com o universal, porque vai no âmago da alma humana e no tratamento de inúmeros temas que hoje estão na pauta das discussões e na mídia em todos os lugares (preconceitos, racismo, violência, impunidade, justiçamento, entre outros). E, isso é muito importante para uma obra de arte. Falar dos seus, mas olhar para o todo!
Muito já se falou do roteiro (inteligentíssimo, criativo), das interpretações, direção, trilha sonora (ah Joan Baez), entre outros aspectos que sempre são trazidos pela critica cinematográfica, portanto, não é o caso de me debruçar sobre eles. Para mim a mensagem, o conteúdo é o que prevalecem. Se bem trabalhados e mostrados com arte e sensibilidade, é possível concluir que estamos diante de uma grande obra de arte.
Um filme completo! Bom como um todo, atuações impecáveis tanto da atriz principal, como dos coadjuvantes, o policial desequilibrado e o chefe de polícia da cidade, um roteiro instigante, pertubardor e redondo. Um filme que nos mostra os extremos do ser humano, até onde vamos por rancor, e que a sensação de impunidade pode nos tornar criminosos!
Gostei muito do filme, mostra as duas faces das pessoas (lado bom e ruim) fazendo com que o espectador sinta durante todos filme uma mistura de sentimentos, mudando de opinião frequentemente sobre os atores
Quando Mildred Hayes (Frances McDormand, indicada ao Oscar 2018 de Melhor Atriz) toma a drástica decisão de colocar os três anúncios de outdoor na saída da cidade de Ebbing, você sabe que se trata de alguém que acaba de cometer um grande ato de desespero. Sete meses após o assassinato de sua filha Angela, a polícia ainda não chegou a uma conclusão sobre o crime – e, ao que tudo indica, nem está próxima (e nem se esforça) para chegar a isso. Ao chamar a atenção para o caso, Mildred sabia que iria causar uma comoção. O que ela não tinha ciência era de que as pessoas não ficariam do lado dela.
Três Anúncios Para um Crime, filme dirigido e escrito por Martin McDonagh trata justamente sobre as consequências do ato de Mildred para ela e para as pessoas que foram diretamente afetadas pela sua decisão: sua família, as pessoas da cidade e, principalmente, a polícia – aqui representada pelo Chefe William Willoughby (Woody Harrelson, em performance indicada ao Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante) e o policial Dixon (Sam Rockwell, também indicado ao Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante).
É importante mencionar que, apesar de falar sobre algo muito sério (a ineficácia da polícia local em solucionar um crime), chama a atenção em Três Anúncios Para um Crime o tom adotado pelo roteiro escrito por McDonagh. O filme tem um tom bastante irônico, personagens um tanto caricaturais (especialmente Mildred e Dixon) e situações um tanto forçadas – spoiler: como as que envolvem o incêndio da delegacia de polícia e as que retratam os diálogos entre Mildred, seu ex-marido (John Hawkes) e a namorada deste (Samara Weaving) . Por isso mesmo, fica difícil levar a sério algumas das subtramas da obra, spoiler: especialmente aquelas que envolvem Dixon e sua tentativa de redenção, uma vez que tudo é retratado de maneira um tanto rasa .
Indicado a 7 Oscars 2018, Três Anúncios Para um Crime é um filme que vai fazer você refletir um pouco, principalmente em relação às personagens centrais: Mildred, por exemplo, não é uma mãe que vai fazer você sentir empatia pela causa que ela defende; Dixon é uma pessoa extremamente preconceituosa, desprovida de inteligência e que mete sempre os pés pelas mãos; enquanto o Chefe Willoughby se esconde atrás de uma doença para evitar enfrentar a verdade por trás dos fatos.
Por causa do tom adotado pelo filme, você não conseguirá se colocar na pele das personagens e compreender as motivações dos atos cometidos por eles. Quando chegamos ao final dessa história, pouco fica conosco, a não ser o fato de que, talvez, esse seja aquele tipo de filme que tenta ser inventivo e original de uma maneira não tanto correta. Se o tom adotado fosse mais condizente e próprio à história que conta, o resultado poderia ser diferente.
Humor mal dosado, algumas cenas que serviram pra arremedar o roteiro descoladíssimo foram simplesmente vergonha alheia demais. A reviravolta nos personagens não pareceu crível, o resultado delas é vazio e no fim, ficou m filme que se aproveitou de seu elenco e de assuntos de cunho político. Bom, mas pior que 7 Psicopatas.
Dramático, tenso, real, cômico e com uma pitada de suspense. Interpretação maravilhosa da atriz principal, nem parece ser um personagem, de tão viva a sua interpretação. A velha hipocrisia e tb o jeitão da população ignorante dos interiores dos EUA. Pessoas extremamente individualistas, preconceituoso e agressivas em uma pacata cidade onde judas perdeu as botas. O fim deixa pra o telespectador decidir o que faria, como no velho programa, “vc decide”.
Porque será que quase todo ano os críticos escolhem um desses filmes "indie" como concorrente forte ao Oscar? Tem muitos filmes muito melhores que esse aí e que nunca receberam atenção da crítica. Vamos lá. No início do filme destaque para a ótima fotografia juntamente com a bizarra trilha sonora. Isso mesmo. Nos momentos mais tristes e tensos do filme soam músicas alegres e tranquilas. É a sensação de ir a um casamento e quando a noiva entra, toca "Highway to Hell" do ACDC. Os personagens são todos agressivos, impulsivos e inconsequentes (salvo o personagem Red Welby, o único razoável que demonstra perdão após spoiler: sofrer tentativa de homicídio de um dos personagens agressivos) o que resulta em acontecimentos violentos que prendem sua atenção o tempo todo. O assassinato da garota fica em segundo plano e não existe meio e final do filme com uma investigação, solução ou encerramento do caso. Apenas se sucedem cenas de violência verbal e física, spoiler: suicídio, incêndio criminoso , etc que ocasionalmente cutucam questões de racismo, homofobia e machismo porque é modinha. A personagem principal Mildred Hayes é uma pessoa ruim e revoltada que não demonstra amor pela filha conforme mostrado em flashbacks. A morte de sua filha não mudou seu jeito agressivo e inconsequente, apenas colocou peso em sua consciência. Ela acha que sua vontade está acima dos direitos dos outros e comete uma série de crimes e atos antiéticos para conseguir justiça pela filha. A atuação de Frances McDormand é muito boa. O filme se encerra no meio de uma cena de spoiler: premeditação de homicídio e não tem final. Não é transmitido nenhum valor, emoção, moral ou reflexão para o público. Como arte: 4 estrelas. Como entretenimento: 0 estrelas.
Filme super atual, tratando com intensidade os sentimentos de insatisfação social, intolerância, discriminação de nossa sociedade, não somente dos EUA, mas de uma forma global. Atuações ótimas também, o que acaba engrandecendo o filme, que embora seja denso, tem ótimos momentos de humor.
Muito bom. O diretor Martin McDonagh já tinha apresentado seus ótimos traços à la irmãos Coen e Quentin Tarantino no excelente "Sete Psicopatas e um Shih Tzu", quando tb trabalhou com os mesmos Woody Harrelson e Sam Rockwell (Oscar de Coadjuvante, super merecido), em outra excelente atuação. "Três Anúncios" é um filme q discute a banalização da violência, enquanto única linguagem possível num cotidiano típico duma pequena cidade sulista nos EUA. As relações viciosas entre mãe e filhos, maridos e esposas, chefes e subordinados, são expostas com extremo apuro subjetivo. Frances McDormand atua muito bem (o papel lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz), apesar de ter um certo tipo de personagem já um tanto parecido com outros em sua carreira. O únicos poréns do filme são algumas coincidências inverossímeis, e o personagem de Peter Dinklage (o anão de "Game of Thrones"), sempre em cenas desnecessárias e destoantes.
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