Grande narrativa, roteiro coerente, fotografia sensível, direção cuidadosa. Dentre grandes interpretações, o ator Sebastian Koch expressa com sutileza desconcertante uma incrível gama de emoções, show de interpretação! Um ótimo filme!
Um filme bastante intimista, com duração longa (3 horas), mas que não tem uma narrativa cansativa. Com história bem simples: Kurt Barnert é um artista alemão que consegue sair da Alemanha Oriental para viver na Ocidental e se tornar um grande pintor. Porém, o mesmo fica atormentado pelos traumas causado na sua infância, durante o regime nazista e da República Democrata Alemã. O filme não se torna cansativo, pelo fato do roteiro conseguir dividir a sua narrativa em 3 momentos:1- os horrores causados pela Alemanha nazistas; 2-mostra Kurt idealista e fazendo sacrifícios para a mulher que ama e 3-processo evolutivo como pintor e finalmente se libertando das suas amarras. A direção de Von Donnersmarck consegue sair de um melodrama de guerra, vai para um romance e por fim uma biografia convencional. Talvez a direção tenha por vezes nos fazer idealizar um protagonista e por outra nos entregar o protagonista de sua própria história. O exagero do roteiro está nos subtramas, que chegam a se conectar, mas a solenidade de algumas cenas tornar-se com pouco valor para o filme. Por outro lado, o filme da um show em figurino, na recriação de cenários e de fotografias. Não foi atoa que foi indicado como melhor filme estrangeiro e melhor direção de fotografia para o Oscar de 2019. Temas sensíveis como: guerra, morte, aborto e a castração da liberdade artística são colocados de forma profunda. Outro tema é a questão da romantização de doenças psíquicas que parece ser uma tendência dos artistas.
Simplesmente maravilhoso! As tres horas de duração passam voando... para quem aprecia História da Arte, é uma oportunidade de acompanhar o renascer da arte alemã no pós-guerra, com referências a Gerhard Richter e Joseph Beuys, e com cenas realistas de processos pictóricos. A trilha sonora é mag-ní-fi-ca.
O filme é muito lindo. É levemente inspirado na vida e obra do pintor alemão Gerhard Richter. A história é longa. 3 horas de filme, mas muito bem desenvolvido. Perpassa pelo contexto histórico do Nazismo e da União Soviética. Gostaria de um desfecho melhor, inclusive em relação ao sogro, porém, o filme é muito bom. Há um pouco de exagero em nus femininos, porém ao final há uma referência a uma obra, então, pode ser que se justifique.
Quando coloquei para assistir me espantei com a duração de mais de três horas. Felizmente não desisti, o filme é perfeito, tem muita arte, história e cenas tocantes. Vale bastante a pena, recomendo!
Um filme longo, cerca de três horas, mas é atraente e bastante comovente. Tem uma forte visão de mundo moral e anti-socialista. Promove a verdade e a beleza na arte. E lembrando, que este é um filme recomendado apenas para adultos.
Gostei muito, tanto que nem percebi as 3horas passarem.
O nazismo não poupou nem seus próprios compatriotas se desfazendo de pessoas com deficiência, mostra os dois lados: o povo que era a favor de Hitler e os que eram contra e que diziam-se a favor com medo.
A fotografia é muito bonita, as épocas são retratadas perfeitamente e o protagonista não acredito que ele tivesse alguma doença mental como a tia e sim, ele se lembrou dela na frente dos ônibus, pois era criança e estava com ela naquele momento.
Entendi que foi uma maneira que ele encontrou de sentir o que a tia sentiu naquele instante enquanto ele a observava.
Achei o filme muito bem feito. Sem aqueles clichês de reviravoltas etc , o filme tem 3 horas mais é bem conduzido nao ficando monotono em nenhum momento. Vale a pena ver
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