Kickboxer: A Retaliação (2018) – 1h50min
Existe um ponto em que a força de um filme deixa de ser sua história… e passa a ser seu cartaz. Kickboxer: A Retaliação é exatamente esse tipo de obra: uma vitrine de nomes, corpos e lendas — mas que esquece que cinema não vive só de presença… vive de verdade.
Principais atores e personagens
Alain Moussi — Kurt Sloane
Jean-Claude Van Damme — Mestre Durand
Mike Tyson — Briggs
Hafþór Júlíus Björnsson — Mongkut
Christopher Lambert — Thomas Moore
Ronaldinho Gaúcho — Ele mesmo
Fabrício Werdum — (participação)
Gêneros: Ação | Artes Marciais
Estória
Kurt Sloane retorna mais uma vez ao caminho da dor e da superação. Após ser preso e lançado em um ambiente hostil, ele é forçado a enfrentar Mongkut — uma força quase mitológica, construída como um “monstro humano”.
Para sobreviver, Kurt passa por um treinamento intenso, cercado por figuras lendárias do esporte e da luta. Mas quando o corpo não parece suficiente, entra em cena o elemento mais controverso da narrativa: o uso de um “reforço artificial” para alcançar a vitória.
E é aqui que o filme se revela… não como uma jornada de superação, mas como uma construção forçada de heroísmo.
Análise crítica
Kickboxer: A Retaliação sofre do excesso — e isso não é um elogio.
A presença de nomes como Mike Tyson, Ronaldinho Gaúcho e Jean-Claude Van Damme deveria agregar peso e autenticidade. Mas, na prática, funciona mais como distração do que como construção narrativa.
O protagonista, Alain Moussi, entrega fisicamente — mas ainda carece de presença dramática. Falta identidade. Falta impacto. E em um filme onde o herói precisa carregar o peso da jornada, isso faz diferença.
A luta final, que deveria ser o ápice emocional, se transforma em um espetáculo inflado. Longa, exagerada e, em certo ponto, artificial — especialmente pela escolha narrativa de recorrer a substâncias para justificar a vitória. Isso quebra o princípio mais básico do gênero: a superação pelo esforço, não pelo atalho.
E é impossível não comparar com obras como Ong-Bak, onde Tony Jaa constrói, sem grandes nomes ou exageros, uma jornada muito mais crível, intensa e memorável.
⚖️ Reflexão final
Existe uma frase simples que define esse filme: “menos é mais.”
Aqui, temos tudo — menos essência.
Muitos nomes, pouca alma.
Muita força, pouca verdade.
Ainda assim, há valor no entretenimento puro: ver lendas em tela, momentos pontuais de luta e curiosidades que agradam fãs do gênero.
Mas no fim… o filme parece mais montado do que vivido.
Vale a pena assistir?
Sim — como entretenimento casual e pela curiosidade do elenco. Mas não espere profundidade ou autenticidade.
⭐ Nota final: 6 / 10