Doutor Sono
Média
4,1
494 notas

68 Críticas do usuário

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Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2019
O melhor jeito de se apreciar este filme é se desprender do que foi O Iluminado, pois ele não carrega 1/3 da profundidade, subversao e visceralidade de seu antecessor. Comparando-os, Dr. Sleep pode até ser considerado "bobinho".
Mas se você se permitir adentrar no espectro místico da história que o Stephen King tanto chilicou de não ter sido explorado em The Shinning, vai poder acompanhar um bom entretenimento com alguma mensagem a ser dita.
Essa escolha de abordagem do material fonte é uma faca de dois gumes. Se por um lado não trilhar o caminho que Kubrick seguiu é uma excelente retaguarda e torna o filme independente, por outro sente-se falta da carga psicólogica e dramática que tornou o filme de 1980 tão celebre.
E mesmo sendo violento, imperdoável e X-rated, o desenvolvimento central da história soa pueril, com uma aura de filmes YA
genéricos.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de novembro de 2019
Muito bom. Uma espécie de continuação do clássico "O Iluminado" (Kubrick). Apesar do estilo hollywoodiano, o filme é uma aventura/suspense com boa amarração, despretensioso e divertido.
Salomão M.
Salomão M.

6 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de novembro de 2019
Filme te prende do começo ao fim, boas cenas de suspense e foi exatamente o que eu esperava a ver o trailer ao longo dos meses que ia ao cinema. Pelo final, parece que teremos mais estorias e que podem muito bem ser exploradas se for seguida a mesma linha de raciocínio. Recomendo
Filipe N.
Filipe N.

28 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de novembro de 2019
Filme incrível, me surpreendeu. Já era fã de carteirinha de O Iluminado de Kubrick e achei a continuação à altura. O estilo e a história são diferentes, mas há mta ligação com o filme anterior. Por coincidência já havia lido o livro Doutor Sono e conhecia a história. O filme é bem fiel ao livro. Não esperava que fosse tão bom. O melhor suspenses dos últimos tempos.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de novembro de 2019
O Iluminado não é somente um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos. Na verdade, é um dos maiores clássicos do cinema, dentre todos os gêneros. É daqueles filmes que servem como referência a inúmeros cineastas. Uma fonte de inúmeras cenas frequentemente utilizadas na cultura pop mundial. Uma obra prima icônica e eternizada. Fazer uma continuação é uma responsabilidade imensa. Para um filme que é excepcional e tão marcante como O Iluminado, usar os personagens já tão consagrados no universo popular de uma maneira continuada e em uma nova perspectiva é não somente arriscado como ousado. Não podemos deixar também de reforçar que o filme de Kubrick é baseado em outra obra icônica: o livro de Stephen King (talvez o mais cultuado do autor em sua ampla carreira literária). Não li o livro que deu origem à obra kubrickiana e tampouco ao livro do mesmo autor que deu origem a essa continuação intitulada Doutor Sono. Sei que há diferenças marcantes entre os livros e as obras e que o próprio autor tem suas divergências sobre ambas adaptações, mas analisando o filme sem essa bagagem literária, é fácil gostar do filme de Mike Flanagan. Os personagens icônicos estão lá e a estética de Kubrick também. Os trejeitos dos personagens remanescentes são visíveis. Mais parece uma homenagem ao filme clássico. Tudo parece minunciosamente pensado para os fãs do filme (mais do que os fãs do livro em si). Várias referências, easter eggs e homenagens são exibidas durante o filme. Danny (Ewan McGregor), o então menino iluminado que explorava o Overlook Hotel de velocípede pelos corredores sinistros de O Iluminado, agora é um quarentão, alcóolatra como o pai, e que ainda segue abalado pelos eventos sobrenaturais vividos quando criança e por toda sua vida adulta. Ele acaba tendo que reencontrar e lutar com os seus fantasmas do passado só que agora na companhia de Abra (Kyliegh Curran), uma adolescente de 13 anos que tem também características comuns aos Iluminados. Não darei detalhes sobre o enredo, mas a personagem Rose Cartola, interpretada pela excelente Rebecca Ferguson é de uma significância absurda. Muitas coisas que podem ser consideradas mal explicadas no filme de Kubrick, aqui ganham uma “explicação”. E a carismática atriz consegue roubar suas cenas, junto ao Ewan McGregor que consegue mais uma vez com seu talento mostrar as complexas disfunções psicológicas de um personagem rico como Danny Torrance, embora receba um foco maior a partir do terceiro e último ato do filme. Bem... o filme não chega a ser uma obra perfeita e tampouco tem a pretensão de se tornar uma obra prima como o clássico de 1980. Mas mesmo com uma longa duração (mais de duas horas e meia), o filme tem um bom ritmo. Oscila hora e outra, além de alguns personagens secundários que servem apenas de enfeite, sem nenhuma relevância na trama em si. Mas visualmente o filme é bonito e as referências ao hotel do filme de Kubrick são extasiantes aos fãs do filme original. Claro que um ou outro não gostarão do filme, e é preciso realmente ver o filme de 1980 para compreender o que acontece aqui em Doutor Sono. Mas apesar dos pesares, o filme me pareceu uma deliciosa mistureba de referências com um belo clima sombrio e que claramente tem os toques de King, Kubrick e mesmo de Flanagan. Talvez esse exagero de referências possa prejudicar a identidade artística do filme, mas me pareceu mais interessante do que falho. Um deleite em meio a erros circunstanciais. Eu gostei e certamente verei de novo quando estiver disponível para ver em casa. Para quem é fã de O Iluminado, é obrigatório, embora certamente será amado e odiado. Para quem não é fã do filme de Kubrick, veja o filme clássico e depois se prepare para uma aventura que tem mais acertos que erros.
Fla Esteves Reis
Fla Esteves Reis

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de novembro de 2019
Apesar de em alguns momentos o filme misturar temas como outras dimensões, mediunidade e espíritos malignos e se perder um pouco, no geral, é um excelente terror que prende a atenção e envolve quem assiste. Para quem gosta do gênero vale muito a pena!
Jordi Pauli Niubo
Jordi Pauli Niubo

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 16 de novembro de 2019
King, Kubrick e Nicholson geraram uma obra prima do cinema.
A fórmula dificilmente poderia ser repetida, não é mesmo!?!
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de novembro de 2019
Quando se tratava de explicar ou descrever os significados de cada obra de Stanley Kubrick era preciso muita atenção e até uma bagagem cultural e intelectual razoável – ou seja, como diria um dos maiores mestres do cinema brasileiro, Glauber Rocha: “meus filmes não são para serem explicados, são para serem vistos”. Ver Doutor Sono me trouxe a memória uma outra continuação de outro clássico de Kubrick – a sequencia de 2001 - Uma Odisseia no Espaço, o correto 2010 - O Ano em Que Faremos Contato, longa que “mastigava” todo o conteúdo filosófico e existencial de um dos maiores clássicos da ficção cientifica – algo que não o tornava ruim, mas que o relegava a uma simples história convencional – sem ousadia ou surpresas.

Embora não seja só uma continuação do clássico O Iluminado de 1980, está nova adaptação de mais um trabalho do escritor Stephen King também pode ser dita como uma sequência do livro original – que, segundo o próprio autor, era uma das piores adaptações de suas obras – por causa de inúmeras questões de abordagem e soluções dramáticas.

Aqui, Mike Flanagan (diretor de filmes como Ouija e Jogo Perigoso, outra adaptação de livro de King) mistura inúmeros elementos que não apareceram na obra-prima de Kubrick com outros que entraram para a história do cinema lá – principalmente, em seu design de produção, enquadramentos (as famosas “tomadas centralizadas” de Kubrick) e trabalho de som e de trilha-sonora – o bom disso é que o filme poderia servir como um “fan service” para os admiradores do escritor famoso e, ao mesmo tempo, uma homenagem aos fãs do filme que fez Jack Nicholson se tornar um dos maiores psicopatas de Hollywood – o lado ruim é que, assim como o outra continuação de Kubrick que citei, Doutro Sono é também uma sequência que escancara todos as nuances e choques que o original tinha de um modo simples e obvio, nadando contra a maré por simplesmente se apegar em uma formula de terror comum, mas, mesmo assim, capaz de garantir alguma atenção em suas quase desnecessárias duas horas e meia de duração.

Doutor Sono conta agora como o pequeno Danny Torrance evoluiu para a vida adulta, vivido nessa fase por Ewan McGregor, ele se esconde de seu passado – evitando utilizar-se de seus dons de “iluminação” e se entregando ao alcoolismo, numa pífia tentativa de compreender o comportamento violento do pai no terrível inverno no Hotel Overlock, em 1980; ao mudar-se para uma cidade do interior, Danny começa a trabalhar como enfermeiro em um hospital com pessoas em estado terminal – mas, ao sentir a presença da garota Abra (Curran), que também é uma “iluminada”, Danny precisa utilizar seus poderes sensitivos para impedir que um tipo de “iluminados” das trevas continuem assassinando crianças com o mesmo dom, com o objetivo de sugar suas energias, o que lhes garante longos anos de vida, sem envelhecer – principal objetivo da líder deste grupo, a perigosa Rosie (Fergusson).


Por mais que tenha homenagens e referências ao filme original, a direção de Flanagan, felizmente, tenta um caminho diferente – não necessariamente inovador – algo que possibilite Doutor Sono a ter sua própria vida sem se ancorar no legado do filme de Kubrick – e isso funciona em partes: se é curioso acompanharmos que Danny virou um alcoólatra igual ao pai e prefere esconder seus dons sensitivos – para em seguida mostrar sua tentativa de sair destes padrões de vida – o roteiro se torna simplório em oferecer uma mera trama de bem contra o mal, sem se aprofundar em ambiguidades ou desejos obscuros por trás da mente humana – algo que tanto o livro e o filme original exploravam.

Se beneficiando pela boa composição de McGregor como Danny, há ainda o bom paralelo entre este e a personagem de Kyliegh Curran, a Abra – mostrando que mesmo a moça tendo pais carinhosos e próximos (ao contrário do que Danny teve) isso não é suficiente para que eles acreditem nos poderes ou no que ela consegue ver – algo que só não fica tão bem realçado devido a atuação um tanto limitada da moça – que convence nos momentos mais dramáticos, mas parece não demonstrar certa naturalidade em meio a diálogos mais tranquilos, por exemplo – algo que também mostra que a condução de atores de Flanagan parece não se manter firme por todo o tempo – se estendendo para os membros do grupo liderado pela Rosie de Rebecca Fergusson – um tipo de personagem que só não irrita mais pela expressividade da atriz, já que Rosie é desenvolvida sem muita personalidade, tornando-se unidimensional. Os demais integrantes do grupo passam pelo mesmo, assim como o Corvo de Zahn McClarnon e a Andi Cobra de Emily Alyn Lind, introduzida com uma longa sequência em um cinema, onde tenta fazer justiça contra um pedófilo – e notem a desnecessidade da cena, tendo em vista que o proposito de quem entra para o grupo deles é justamente matar crianças – se isso é algum jeito de mostrar a hipocrisia de algumas pessoas, Flanagan não passa isso bem.

Essa falta de aprofundamento nas características destes vilões (e notem a previsibilidade da trama, pois aqui, praticamente desde o inicio, já sabemos quem são bonzinhos e os malvados) prejudica o filme – tirando tensão de vários momentos – ainda assim, o diretor sabe tirar proveito de momentos tensos aqui e ali – um destaque para a curta participação do menino Jacob Trembley (O Quarto de Jack, Extraordinário), vivendo uma das vitimas dos capangas de Rosie – mas, fica evidente, que a verdadeira tensão só aparece quando elementos do filme clássico aparecem – e, disso, me refiro especificamente ao terceiro ato – onde a evocação pelo clima que Kubrick tinha criado há 39 anos atrás acaba se tornando a melhor coisa de Doutor Sono – embora ainda seja digno de elogios a recriação dos sets do hotel Overlock – praticamente idêntica ao de O Iluminado – a direção de arte e o design de produção trazem um trabalho que beira a perfeição e, optando por inserir atores reais (e não “recriações digitais” de velhos atores, como é moda ultimamente) o resultado é o suficiente para se situar na nova trama – mas, obviamente, causará um estranhamento em quem se acostumou com o que víamos no clássico – um determinado personagem aparecerá e essa sensação será estranha mesmo – mas, com relação a mãe de Danny, Wendy, com Alex Essoe vivendo o papel que Shelley Duvall tinha feito antes, a intenção funciona, pois os momentos ajudam na concepção da relação entre Danny e sua mãe, estabelecendo até um certo arco dramático, que serve para mostrar como o personagem de McGregor tenta fugir ou encarar seus traumas desde os acontecimentos de 1980 – algo que também funciona com o Dick Halloran de Carl Lumbly (vivido no original por Scatman Crothers) – por ajudar a mostrar o comportamento e pensamentos de Danny agora na vida adulta.

A verdade é que se Doutor Sono tivesse pelo menos uns 40 minutos a menos o resultado poderia ser bem melhor – Flanagan parece querer manter uma fidelidade com o material literário de Stephen King que simplesmente não funciona na tela – algo evidente na (também) longa cena onde Rosie tenta entrar na mente de Abra, sendo representada por uma viagem até um quarto, onde os armários são como os pensamentos da pessoa – assim como uma biblioteca, que aparece também – tais soluções são óbvias e praticamente não ajudam na condução da trama. Essa vontade em enfiar tudo o que o livro mostra fica clara também com a inserção de alguns personagens, como o Billy de Cliff Curtis, que parece ser só o “melhor amigo” de Danny, para ajuda-lo aqui e ali e depois sair, sem muita função – assim como a pequena participação de Bruce Greenwood como um dos lideres do grupo de alcoólatras anônimos.

Alternando entre bons momentos e outros desnecessários, Doutor Sono fica bem distante de O Iluminado (de Kubrick) – mesmo não tendo esta intenção de se equiparar com o filme original, era de se esperar uma trama mais envolvente, que não se apega-se a clichês do gênero – acaba sendo salvo pela nostalgia ao clássico e por alguns de seus bons atores – o que pode o tornar um passatempo eficiente, mas que com certeza não vencerá o teste do tempo na mente do espectador.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de novembro de 2019
Acho que vale nostalgia e pelas referências ao iluminado, a violencia do filme é ok, mais não assusta e nem da medo
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de novembro de 2019
Um filme que faz jus ao clássico Iluminado , claro que com suas devidas proporções! Aqui temos Ewan McGregor super bem numa atuação segura, Rebecca Ferguson na sua melhor atuação até hoje para o cinema e Cliff Curtis num filme cheio de mistério e suspense. Trilha sonora é um dos ponto mais altos, trás a sensação do medo e da discórdia. Doutor medo é dos ótimos filmes de 2019.
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