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Lucas A.
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17 críticas
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3,0
Enviada em 1 de dezembro de 2024
Filme com ótimo roteiro e fotografia, ótima atuação dos atores , possui uma ótima ótica do ponto de vista das classes sociais especialmente nos Estados Unidos.
Sinceramente as vezes parece um filme com uma história mal contada, com uns saltos temporais sem sentidos e algumas pontas soltas. É um bom filme, com reflexões e cenas que te fazem questionar a homofobia. Sinceramente, Lion: Uma Jornada Para Casa é muito melhor e merecia levar o Oscar
Ótimo filme, mas pela indicação ao Oscar achei que fosse melhor. Enfim, não acho que perdi tempo e o começo do filme me prendeu bastante, mas achei que o roteiro se perdeu na terceira parte da vida de Chiron. Trilha sonora massa e eu só vi atores que eu gosto muito. Mais merecido que La La Land, realmente.
Um tema difícil, ao abordar o preconceito, o bulliying, o tráfico de drogas,uma mãe ausente e dependente química, a homossexualidade. Tudo isso permeia o caminho do autoconhecimento do personagem Chiron ("Preto"), O pobre garoto sempre perseguido e encontrou carinho com o chefe do tráfico, Juan, a mulher deste, Teresa, e o amigo Kevin. De pouca fala, o personagem guarda muitos ressentimentos, que extravasa somente ao final. Para mim, a escolha de Moonlight como melhor filme não se justifica, mas é preciso salientar as ótimas interpretações e a bela trailha sonora.
Os atores são bons e conseguem entregar bem o que se propõe. Eu sinceramente não entendi porque jogaram tantos confetes, esperava muito mais. Achei extremamente normal, história meio parada não tem muito desenvolvimento e o final é meio previsível. Enfim bem exagerados os elogios por parte da academia. Um filme apenas bom ... nada demais.
Ganhador de Oscar e por isso tenho que assistir. O filme foi muito bem produzido. Ponto para a produção. Ao iniciar o filme e no decorrer dele, o telespectador fica impactado com as três fases de vida do garoto. Como se pode ver pelo cartaz, três faces de uma vida. Alguns fatos da vida te acompanham para sempre, isso que forma a sua personalidade. E sempre tem que lembrar que há outras pessoas à sua volta e que podem ter as consequências desses atos, sejam inofensivos ou não. Ao abordar a temática de bullying, preconceito, homossexualismo e drogas, o filme é interessante, porém para mim pecou na sequência, pois ao final se tornou muito truncado.
"Estruturada em capítulos, pegando três passagens distintas da vida do personagem Chiron, a história começa sólida e envolvente no primeiro ato e atinge seu ápice no segundo. Porém, o capitulo final é lento e desinteressante, trazendo o personagem em uma improvável e desnecessária reedição da sua figura paterna da infância."
Um filme barra pesada. É bom e faz mais do que distrair, abre os olhos para duros temas que devem ser questionados: preconceito e inclusão. Não é o meu preferido dos que foram apresentados ao Oscar,
A cena mais importante de Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme dirigido e escrito por Barry Jenkins, é justamente aquela que explica o título do longa, na qual Juan (Mahershala Ali, numa performance vencedora do Oscar 2017 de Melhor Ator Coadjuvante) explica para Little (Alex R. Hibbert) o momento em que ele decidiu a pessoa que ele iria ser. Little ainda não conseguirá entender a mensagem de Juan, devido à sua pouca idade, mas o que ele quis dizer é que nunca devemos nos deixar levar pelo olhar que os outros possuem sobre nós, e sim nós que devemos decidir a maneira pela qual os outros devem nos enxergar.
Essa cena diz muito também sobre a trama de Moonlight: Sob a Luz do Luar. Por meio dela, acompanhamos a jornada de crescimento de Little/Chiron (Ashton Sanders)/Black (Trevante Rhodes) nas três fases mais importantes – digamos assim – da sua vida: a infância, a adolescência e a vida adulta. É interessante perceber que as três fases da existência de Chiron possuem elementos bastante comuns, com os quais ele terá que lidar recorrentemente, como a falta de um ambiente familiar sólido; a mãe (Naomie Harris, em atuação indicada ao Oscar 2017 de Melhor Atriz Coadjuvante) viciada em drogas; a tentação do mundo da criminalidade; o bullying na vida escolar e a repressão da sua sexualidade e de sentimentos básicos como a raiva, a dor, a tristeza.
Todo esse background será fundamental para o homem no qual Chiron se transformou e que se apresenta a nós no terceiro capítulo de Moonlight: Sob a Luz do Luar. Ao emular a grande figura masculina que teve em sua vida (Juan) e ao modificar seu físico por completo, Black pode ter resolvido boa parte de seus problemas; entretanto, para ele se tornar alguém de verdade, ele tem muitas coisas no seu lado íntimo para trabalhar. Por isso mesmo, o final aberto do filme nos deixa com a sensação de que, talvez, Black esteja pronto para enfrentar os seus medos mais íntimos, se enxergando de verdade, como a pessoa que ele verdadeiramente é.
Vencedor do Oscar 2017 de Melhor Filme, Moonlight: Sob a Luz do Luar é um filme que representa muito bem a sua personagem principal, com a opção de uma narrativa repleta de silêncios e de lacunas que deverão ser preenchidas por nós (plateia). Por falar no roteiro, este é o elemento mais irregular do filme, especialmente pela maneira como não desenvolve a contento as personagens (com exceção de Chiron) e nos deixa por fora de muitos acontecimentos que seriam importantes para o desenrolar desta história. Fica a sensação de que este é um filme que promete mais do que cumpre.
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