Quando eles envolvem céu, terra e mar de maneira envolvente, não tem como dar errado né? Três histórias distintas, que no final se interligam e fazem do filme uma verdadeira obra-prima.
Dunkirk apresenta a Evacuação de Dunquerque, mostrando três momentos distintos, o que foi muito bom. O filme também dá tensão ao espectador, spoiler: principalmente nas cenas dos bombardeios . A trilha sonora foi muito boa, também dando muita tensão no filme. com boas atuações dos atores, com um ótimo diretor e uma boa história, Dunkirk é um filme muito bom !
Nove meses após o início da Segunda Grande Guerra, 400 mil soldados do lado aliado estão acuados pelo exército alemão na pequena praia de Dunkirk. Enquanto aguardam por um pouco provável resgate, vivem sobre a pressão de um iminente ataque alemão.
Essa é a história do tão esperado filme do aclamado Diretor Christopher Nolan. E pode-se dizer que é sua obra-prima. Lapidada com todos os requintes do gosto do Diretor, a extravagância exigiu: 4 mil coadjuvantes; navios e aviões reais; filmado in local; em IMAX; e sem grandes utilizações digitais e jamais em 3D. É com esse poder de barganha frente a Warner Bros, que o público verá esse trabalho cru, denso e de imersão.
Há dois grandes trunfos neste trabalho: a utilização do som é primordial. Quando um avião nazista aparece para bombardear os soldados na praia ou o mero estampido de um tiro ocorrem, a sensação, junto à imagem, é impactante. É um áudio tão limpo que nos leva à sensação da ameaça real. O segundo é Nolan reconhecer sua mão pesada nas autoexplicações de filmes anteriores, assim como problemas de montagem, e falhas em cenas de continuidade e coreografias. Em Dunkirk não há espaço para isso. Tecnicamente é um primor. Temos aqui uma apresentação com poucos diálogos e as cenas de ação são maravilhosas; realmente feitas com esmero. Os poucos cortes fazem com que se aproveite todo o esplendor da imagem. Essa experiência é digna de um espetáculo de cinema.
Para isso ocorrer, Nolan utiliza uma fotografia de paleta fria com tons azulado e esverdeado e cenas com muita de figura de linguagem (como as duas hastes representando a prisão daqueles homens na praia e enquadra diversas vezes cenas com profundidade e em direção ao mar aberto que é a salvação e barreira ao mesmo tempo).
Por vezes Nolan parece se ver preso a essa concepção técnica. O uso da música contínua, obviamente é uma escolha do diretor. Mas há diversos momentos no filme que sua retirada deixando apenas o som ambiente trariam melhor experiência ao público.
Nolan conquistou merecidamente seu lugar entre os grandes diretores. Comparações e afirmações de que ele é o novo Kubrick não passam de discussões rasas. A verdade é que com competência e apuro, Nolan consegue hoje triunfar frente a um mercado cada vez mais digital, preso a soluções convencionais e que se esquece do sentido de arte em para só entreter e fazer a máquina de dinheiro girar.
Seu objetivo de buscar a imersão do público em um filme retirando todos os maneirismos possíveis, se concretizou. Esta é a melhor obra do Diretor neste sentido.
Sem protagonista A Guerra é contabilizada por números: de baixas e de sobreviventes. Os heróis são acasos do que um dos lados quer mostrar. Ao escolher não ter heroísmo e não trabalhar personagens com maior profundidade, há de se reconhecer o risco no filme. A história é focada neste evento específico e o drama está na sensação de abandono e iminente morte para quase 400 mil homens presos em uma praia.
A narrativa não corre de forma linear. Uma mesma cena pode ser vista de ângulos e por personagens diferentes. Em terra, acompanhamos Tommy (Fionn Whitehead) tentando todas as formas de sair daquele lugar; no céu, Farrier (Tom Hardy) perseguindo caças inimigos para proteger os navios de evacuação; e no mar, Mr. Dawson (Mark Rylance), um civil que tenta ajudar na retirada de alguns dos homens presos na praia. Cada uma dessas histórias é fragmentada e o ápice é convergir elas dentro do seu próprio tempo.
Hanz Zimmer, parceiro de Nolan nas trilhas, tem seu serviço utilizado de forma fundamental. Sua música é contínua e o crescente dela traz tensão em diversos momentos.
O mérito de Nolan está em tentar fazer algo diferente, utilizando o melhor tipo de imagem e som, levando ao espectador uma experiência única, principalmente, numa sala de cinema IMAX. Independente de gostarem ou não de seu trabalho, ele tem conseguido fazer trabalhos relevantes nesse universo aprofundando a linguagem cinematográfica numa Hollywood cada vez mais pragmática.
Posso dizer seguramente que sim,é o melhor trabalho de Nolan. É um filme que não é desperdiçado,todos os momentos que ocorrem,tudo está ali para nos mostrar algo,sem perder tempo,ao mesmo tempo com a trilha sonora revigorante de Hanz Zimmer(com certeza um de seus melhores trabalho),as cenas de ação são super realistas,o uso de efeitos especiais são mínimos e muito bem executado quando usados,os personagens na qual você não conhece ,mas se caracteriza,pois estão em guerra,e a única coisa que querem é ir para casa.Uma história emocionante e com certeza pode se dizer que é o melhor filme de guerra desse século(até agora) Nota:10/10
É um destes filmes em que o marketing evolui a sua expectativa em detrimento da realidade. Não há envolvência e carisma como em "Resgate do Soldado Ryan", nem uma história que conquiste o coração dos espectadores como em "Platoon", muito menos originalidade e conceito como em "Apocalypse Now". Me pareceu mais um espetáculo de efeitos explosivos e audiovisuais, ambientados no cenário da 2a grande guerra. Em resumo, seria como ver "Os Vingadores" ´gastando´ o Kenneth Branagh nele.
Filme ESPETACULAR! Uma imensão incrível. Que som, que direção. O roteiro é simples, mas a história tá lá, não precisa de muito pra deixar um filme incrível. Nota 10. Um dos melhores filmes que já vi.
Nolan realmente estava falando a verdade que Dunkirk não seria um filme exatamente de guerra. Aqui ele faz um trabalho diferente dos demais, não há protagonistas(o que pode ser uma decisão arriscada, mas ele se sai bem). Você não vê o inimigo em si, da para sentir a presença deles, mas não os vê(o que valoriza mais o suspense). Há poucos diálogos(mas existe duas ou três frases muito inteligentes e que faz você refletir. Agora a parte técnica é um espetáculo, o que foi aquelas batalhas aéreas, muito show. Dunkirk é sim um filme sensacional, 5 estrelas, mas não é a melhor obra de Nolan, Inception ainda é o meu favorito filme. Enfim, assistam no cinema, por que é um filme para assistir numa tela enorme, com o melhor som possível. Assisti em imax e sai anestesiado. Filmaço!
O cultuado cineasta inglês, Christopher Nolan (A Origem, Trilogia Batman - O Cavaleiro das Trevas, Interestelar), consegue mais uma vez entregar uma experiência única no cinema. Dunkirk é um filme quase experimental em relação as produções que estamos acostumados a ver na telona, principalmente quando se trata do gênero Guerra (O Resgate do Soldado Ryan melhor filme). Com seu estilo meio Kubrickeano, Nolan lança sobre o espectador um cinema de imersão, seja pela terra, ar ou água, sua preocupação maior é a história em questão, onde mais de 300 mil soldados foram resgatados da praia de Dunquerque na França (II Guerra Mundial), fato este que ficou conhecido como Operação Dínamo. A não linearidade dos filmes de Nolan é quase que um trunfo para o sucesso de suas produções (Interestelar é um caso), em Dunkirk este recurso narrativo está presente em três linhas temporais: 1h no ar, onde acompanhamos o piloto Farrier (Tom Hardy) abatendo os Spitfire alemães, 1 dia em alto mar, com civil britânico Dawson (Mark Rylance) e seu filho, abordo de um barco de passeio, cuja a missão é ajudar a resgatar o exército britânico, e 1 semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) tenta encontrar um escape do horror da guerra. O filme é implacável no sentido técnico, a fotografia de Hoyte Van Hoytema é esplêndida, aliada com a trilha tensa e ensurdecedora de Hans Zimmer, o design de som e mixagem de som perfeitos que chega a ser palpável, devido as diversas camadas que possui e junto com a tecnologia de câmeras IMAX filmado em 70 mm e efeitos práticos (quase 100% do filme), teríamos uma obra sublime, se não fosse a falta de protagonismo que o longa apresenta. Dunkirk é um filme que se preocupa com o contexto e não com quem vai carregar essa responsabilidade perante o público. Nem a presença do famoso vocalista da boyband One Direction, Harry Styles (no filme o soldado Alex), conseguiu vincular o carisma da narrativa. Dunkirk é um espetáculo cinematográfico, sem dúvida nenhuma, e Nolan um dos maiores diretores da atualidade, no entanto, o filme não é uma obra-prima.
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