Aquarius
Média
3,7
831 notas

140 Críticas do usuário

5
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Hugo D.
Hugo D.

1.892 seguidores 318 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 20 de dezembro de 2016
Um filme apenas normal, com uma hipotética luta de classes ao fundo, mas que não se concretiza ao longo das quase 2h30 de enrolação. A condução não empolga e não gera nenhum sentimento em quem assiste. Sônia Braga está bem, porém não segura o filme sozinha e muitas vezes percebemos que os debates se perdem por falta de empolgação e emoção dos atores. Gosto da participação serena de Irandhir Santos e acho que ele deveria ter sido melhor aproveitado. Não era um filme com cacife para disputar Oscar. E é uma pena a celeuma política que ele causou, acabou atrapalhando a escolha do nosso postulante ao Oscar.
Ricardo P.
Ricardo P.

14 seguidores 20 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 12 de dezembro de 2016
Aceito a opinião de todos e vou aqui deixar minha impressão. Estava ansioso pra conferir esse filme tão badalado, imaginando algo no nível do lindo, delicado e emocionante "Que horas ela volta?" Logo no início, no entanto, pensei em desistir do filme na cena em que a personagem Lúcia se recorda do ato sexual que teve sobre um móvel da sala. A ideia era exaltar a revolução sexual? Ok, mas mostrar os atores completamente nus num sexo oral e a imagem clara da vagina da moça foi desnecessário e grosseiro. Continuei assistindo, mesmo achando tudo MUITO chato. Aos 31 minutos, concluí que tinha muito mais coisa interessante pra fazer do que desperdiçar os 110 minutos seguintes vendo aquilo. Saí da sala.
Junior d.
Junior d.

24 seguidores 19 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 7 de dezembro de 2016
Lixo, desperdício de elenco e dinheiro. Filme chato e bobo. Bem melhor rever um episodio de chaves pela centésima vez
Renan Santos
Renan Santos

4 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de novembro de 2016
Aquarius é um filme trabalhado num nível maior de complexidade, com características experimentais. Por tanto, não é voltado para o grande público. Pode ser um grande filme para quem é cinéfilo e "chato" para o público comum. Os grandes diretores geralmente são aqueles que possuem visões que fogem do pragmatismo do cinema, e Klebber Mendonça Filho é um deles. É um diretor que preza muito pelos detalhes, e isso é um ponto positivo. Aquarius traz uma excelente atuação de Sonia Braga e acerta ao provocar um mergulho do público na história, principalmente nas primeiras partes do filme. Talvez tenha faltado mais confrontos diretos entre a personagem de Sonia e o de Humberto Carrão. O filme também tem algumas cenas soltas, que não movem a história a diante, assim como em O Som ao Redor, e deveriam ter sido eliminadas. Entrando nos méritos das cenas de sexo mais explícitas e os nus frontais, o Klebber Mendonça usa isso sem muito pudor. É uma questão mais pessoal, vai ter quem aprove e quem não aprove. Ainda sou "careta" em relação a isso no cinema. Não comprometem e nem devem comprometer a avaliação final, mas pra mim é um ponto negativo. Aquarius é um bom filme para quem gosta de cinema, mas não sei se recomendaria a todos.
Ana Lúcia M.
Ana Lúcia M.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2016
O melhor filme que assisti nos últimos tempos. Direção, roteiro e atriz principal dando um grande show de interpretação ( merece o Oscar ).
Um filme humano, de luta por um ideal, de luta de uma mulher para ser feliz ,com seus 65 anos , sem implorar amor e companhia dos filhos, mesmo que esse amor sentido, seja demonstrado de diversas formas durante o filme... das diferenças de classes sociais, dos valores familiares, da especulação imobiliária, etc...
Aquarius tem tantas nuances, ( O pensamente voa depois que acabamos de assistir, por dias ), tanta sensibilidade em cada detalhe, cada cena, cada lembrança sutil do passado, que o Kleber deixa passar, quase como se fosse sem querer...
spoiler: E a trilha sonora... Ah! Como esquecer Clara colocando seus discos na vitrola e dançando sozinha ? :) E o amor e carinho com seu cantinho, seu cochilo naquele rede gostosa...
Um filme vibrante, pra cima, diálogos fortes, emoções que transparecem apenas em olhares trocados, como quando colocam a música Pai e mãe de Gil.

Termina o filme... que é longo... e eu triste falei : Não!!! Acabou??? Eu quero mais!!!
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 18 de novembro de 2016
O filme começa com um capítulo tão incentivador,intitulado como "O Cabelo de Clara''.Mostra a personagem principal na década de 80,e nesse ponto,a personagem é vivida pela linda atriz Barbara Colen.Essa é uma das melhores sequências do filme.Logo após,já temos a presença de Sônia Braga até o final.

Com a chegada da premiada atriz,não vimos nada de tão incrível como boa parte da crítica diz.É um típico filme nacional,onde está indo super bem,com diálogos interessantes,só que do meio para o fim,introduzem elementos que não cabem a trama.A sexualidade é o que mais se faz desnecessário.A longa duração não faz "Aquarius" melhorar em nenhum aspecto,pelo contrário,cansa o que já não anima mais.O filme se escora em assuntos delicados para tentar comover o público,o principal deles,o câncer da personagem principal.

Sobre o elenco:É visível a entrega de Sônia Braga ao viver Clara.A atriz é a grande atração,não há mais ninguém que se destaque como ela.Alguns fracos personagens entram em cena,mas nada que faça a história ter algumas reviravoltas.
É um filme decepcionante.
Suporte M.
Suporte M.

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 16 de novembro de 2016
O filme é terrível, foi uma triste decepção, eu esperava mais da Sonia Braga que por sinal desempenhou uma atuação de baixo médio para muito ruim. O filme é raso simples e previsível foi um total desperdício de tempo.
Anna Ferro
Anna Ferro

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de novembro de 2016
Abstraindo toda questão relativa à atual situação política do país, achei um filme bom. Mas apenas isso. Não achei um filme maravilhoso como muitos falam aqui. Realmente, acho que nunca serei uma crítica de cinema, pois não consegui enxergar todas as maravilhas que falaram aqui. O filme é bom, bem produzido e a atuação da Sônia Braga é muito boa, isto tenho que reconhecer, mas a história é normal. Pequeno Segredo, sem a menor dúvida, é muito melhor. E ainda cito Nise, no Coração da Loucura, como também superior.
Diane R.
Diane R.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de novembro de 2016
Filme moroso, cansativo, chato .
As cenas são muito demoradas, falta ação, falas são robóticas, cenas desnecessárias.
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de outubro de 2016
Aquarius é um ensaio sobre uma mulher, brasileira, de classe média, entrando na terceira idade – Clara (Sônia Braga). Clara está vivendo no momento presente, a pressão para vender seu apartamento, última unidade habitada do edifício, adquirido por uma grande construtora que pretende construir um novo empreendimento em seu lugar. Somente pelo perfil da personagem principal, o filme já seria absolutamente original e inovador no panorama do cinema brasileiro. Clara não é uma “vovó de bengala”, como o cinema tradicional teima em pintar uma mulher de 65 anos. Ela é ativa, jovial, antenada e centrada. Provavelmente tudo isso tenha atraído Sônia Braga a aceitar o papel. Que é também o seu maior desafio como atriz. Ela domina absolutamente o filme. Todos os outros são secundários, incluindo o seu desafeto Diego. Embora o diretor tenha tido o cuidado de escolher muito bem cada intérprete, por mais coadjuvante que seja o personagem, o que dá vida e verdade a todos.

Ao contrário do que toda polêmica possa ter insinuado, Aquarius não é um filme de crítica social ou política em primeiro plano. O filme fala sobre o Brasil, e por óbvio, expõe alguma de suas mazelas. Mas, acima de tudo, é um filme elegante e sensível sobre temas universais como velhice, morte, memória, família, tudo mais ligado ao íntimo e pessoal. A personagem Clara nunca sofre pressão real, no sentido do embate, por parte da construtora que representa seu oponente. Há mais a presença, o incômodo da construtora que vai aos poucos tomando conta do edifício, lhe causando aborrecimentos calculados. Uma “festinha” privê no andar de cima que deixa “vestígios” na escada, uma camionete que bloqueia a saída de seu carro da garagem, estranhos que se aglomeram na escada. Kleber Mendonça gosta de brincar com a expectativa do espectador, e vez por outra insinua um confronto que nunca acontece: como na cena em que vemos Clara ser seguida por dois estranhos.

A real ameaça ela sofre quando é abordada na praia pelo filho de um antigo vizinho, que lhe diz mais ou menos o seguinte: “Você me conheceu quando eu era criança. Mas não me conhece adulto”. Há grande inteligência nesta anotação do diretor, que parece dizer que o familiar, o conhecido, o passado nem sempre é garantia de conforto e segurança. Afinal, a própria filha de Clara cobra dela a saída do prédio e cenas mais tarde, demonstra ressentimento pela ausência da mãe em sua infância – ao que é repreendida pelo irmão mais velho de forma notável, sem dizer uma única palavra. A relutância de Clara se explica não como um capricho, mas como uma valorização da memória física, cuja prevalência em relação à simples memória e registro virtual ela tão bem explica quando é entrevistada, e se refere a um dos discos de sua enorme coleção de vinis.
Aquarius é muito rico em sua construção de personagem (seus desejos, suas contradições, suas culpas) e na abordagem entrelaçada de tantos temas. O diretor Kléber Mendonça utiliza com maestria os recursos próprios do cinema – como o corte e a edição de som - para criar uma tensão crescente, e a música como comentário mais do que apenas trilha sonora (aproveitando a “deixa” que a personagem principal é uma antiga crítica musical). Destaco 2 cenas: o pesadelo de Clara, e a sequência que lhe antecede quase imediatamente, aquela em que a família revê antigas fotos, quando são interrompidos pela empregada de Clara, lembrando que ela tem também sua foto para mostrar.

Não é de todo descabido fazer um paralelo entre a resistência de Clara em vender o apartamento e a realidade do próprio cinema atual, onde diretores como Kléber Mendonça Filho ainda insistem em fazer filmes de conteúdo e relevância frente ao domínio quase absoluto dos filmes blockbusters, que só visam o lucro, e nem palidamente se aproximam de algo que se possa chamar de arte. Aquarius não é um filme perfeito mas também não é um filme banal. O diretor pernambucano precisa considerar uma premissa clássica do cinema que vale tanto para cenas de sexo quanto para cenas de violência. Muitas vezes nos filmes, aquilo que não é mostrado por completo, mas apenas sugerido, causa muito mais impacto. Além disso, só uma pequena ressalva. Não me agradou completamente o final do filme, onde uma “carta na manga” de Clara busca resolver o impasse, mas sem nos dar nenhum detalhe – o que torna a solução fácil e artificial. Embora as últimas palavras de Clara e o corte final da cena sejam irretocáveis.
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