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Sandra M.
1 crítica
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2,0
Enviada em 30 de janeiro de 2017
Me decepcionei muito. Filme muito ruim. A protagonista não transmite empatia. Pelo contrário. Torci contra ela o tempo todo porque demonstrou ser uma mulher egoísta. E sua atuação deixou a desejar. Cadê o sotaque que tinha quando era jovem? Sinceramente nem se compara com o Que Horas Ela Volta. Adoro cinema deu 5 pra esse filme? Com que intençâo? Horrível.
Ótimo filme sobre especulação imobiliária em um dos seus níveis mais torpe: passar por cima de quem for preciso para atingir os objetivos das construtoras. O filme tem todo um caráter econômico, social e político.
Singelo, tocante... Muitas formas de identificação com a vida de qualquer cidadão, das famílias, por ângulos variados. Sônia Braga, sempre musa, como ninguém, deu intensidade à rotina tranquila de Clara e eloquência aos olhares e silêncios de uma mulher circunstancialmente vulnerável, mas determinada e corajosa. Muito feliz por ver que ainda há muito da atriz sensual e talentosa em minha amada diva, amadurecida e segura.
Sobre o filme, minha nota já diz basicamente o que achei. O que me impressionou foi algo à parte do filme. Como pode tantas pessoas terem sentido alguma empatia por uma personagem, fruto de nossa injustiça social, com aparência muito jovem para estar aposentada, proprietária de cinco apartamentos, adquiridos pela profissão de jornalista (???), e que agora quer barrar a revitalização de uma importante área urbana batendo o pezinho para não sair de um apartamento, já que este lhe traz belas lembranças de sua vida privilegiada? Apesar da meia estrela que dei, recomendo este filme para quem tenha gostado de "Encontros e Desencontros", da Sofia Coppola, onde o coroa Bill Murray está "deprimido", no melhor hotel de Tóquio, já que sabe que a Scarlett Johansson, que lhe dá a maior bola, já está comprometida, e ele também, o que deprime a ambos. Puxa, escrevi muito. Sabe como é... viajar de iate é bom mas depois de algum tempo me deixa entediado, aí vim aqui. Entendam meu sofrimento.
O polêmico Aquarius não justifica todo o barulho feito. A adesão do elenco ao governo da ex-presidente Dilma que culminou na manifestação em Cannes pode ser explicada pela aula dada no filme sobre como se constrói o patrimonialismo à brasileira, com nostalgia, corrupção - sim, corrupção, pois como justificar a origem dos recursos para manutenção da vida hedonista dá protagonista Clara (Sônia Braga), que consegue manter sozinha um prédio inteiro aos 63 anos de idade? -, acumulação e falta de vontade de dialogar a respeito. Aquarius é um desserviço às políticas de revitalização urbana, pois, se depender do roteiro, os prédios deteriorados nos centros das grandes cidades brasileiras continuarão como estão, para "preservar a memória". Aff!
Sônia Braga não está protagonizando um filme. Aquarius é um filme que protagoniza Sônia Braga. Ela é todo o filme. E quem garante isso é o diretor Kleber Mendonça Filho, mais uma vez, depois de O Som Ao Redor, fascinado (e enganado) a respeito da classe média “esclarecida” e das questões de propriedade privada. A direção de Kleber interfere apenas para dar passagem a Braga, que samba a dança do crioulo doido e entrega uma performance corporal e verbal que arrebata todo o filme, o leva para si.
Aquarius Clara (Sônia Braga) é uma mulher com pouco mais de sessenta anos, aposentada e com muita classe musical e famosa por diversos trabalhos, quando mais jovem, vive num edifício antigo chamado Aquarius de frente pra praia em Pernambuco, ela é a única moradora residente no prédio, pois uma construtora comprou apartamento por apartamento, pra construir um grande Edifício no local, o jovem responsável pela obra é Diego (Humberto Carrão) que veio de uma temporada nos EUA estudando sobre empreendimentos modernos, Clara não está nem um pouco afim de sair do seu lar, nem uma proposta generosa faz com que a mulher desista de sua história é lembranças boas de sua vida inteira vívida ali. Bom galera um filme nacional muito bom, com muitos diálogos ótimos e uma mulher de fibra que resiste a uma grande quantia em dinheiro, para manter seu legado intacto, o filme tem muitas cenas de sexo explícito, portanto cuidado ao assistir e não acabar se assustando, Aquarius vem sendo muito elogiado pela mídia e internet, mas teve um boicote no Twitter pois os atores e produtores, fizeram protesto ao novo governo no festival de Cannes. Recomendo galera.
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