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Telekry
7 críticas
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3,5
Enviada em 27 de agosto de 2019
filme sobre especulação imobiliária em um dos seus níveis mais torpe: passar por cima de quem for preciso para atingir os objetivos das construtoras. O filme tem todo um caráter econômico, social e político.
Trilha sonora louvavel. Sonia muito bem e um alento num filme longo, monotono, quase parado. Um tedio. Na contramao dos bons filmes nacionais. Roteiro pobre direcao catastrofica.
Clara, (Sonia Braga) jornalista, viúva, moradora de um mesmo apartamento durante toda sua vida, recusa-se a vendê-lo para uma construtora. O espaço da personagem e seu amor por Recife, mescla-se a toda sua tragetória de vida. O apartamento se torna repleto de significações antagônicas : há um desconforto dentro dele (devido a pressão da construtora) e ao mesmo tempo é um local de resistência e aconchego histórico. Kleber Mendonça Filho, se alicerça em Aquarius como um extraordinário diretor/roteirista (vejam O Som ao Redor) e Sonia Braga brilha em uma interpretação dígna e maravilhosa (lembra-me alguém). Longa repleto de simbologias e merecedor de louvores. Adendo a trilha sonora que se encaixa perfeitamente a cada parte do roteiro. Final que nos redime.
Esse filme pra ser ruim tem que melhorar muito, depois de dois anos de procrastinação em ver esse filme, fui conferir-lo na Netflix, lembro que na época foi muito elogiado e também houve uma polêmica da qual me lembrei pelos comentários que li agora de dois anos atrás, minha impresão do filme: Horroroso, chato, arrastado, entendiante, atuações fracas, sem nexo... 2h30 perdidas (repartidas, pq ñ aguentei ver de um vez só de tão chato e lento q era). Eu deveria ter lido as críticas aqui antes, pra não perde meu tempo, me sinto enganado.
Me considero alguém com tendências mais pra esquerda. Bom, me considerava até assistir esse filme. Pior filme q vi na minha vida. Me expliquem o que tem a ver a namorada do enteado da clara que conheceu pelo facebook e que veio do Rio de Janeiro com a história. 2:30hs de pura enrolação.
Esperava mais do filme. Filme ruim, chato e com viés ideológico, mas esquece que a própria protagonista é rica (tem 5 imoveis, empregada e nao precisa de dinheiro). Em resumo ela é a cara de sua própria crítica, preocupada apenas consigo, ignora a realidade de todos seus antigos vizinhos para prevalecer seus ideais.
O cinema brasileiro evoluiu muito nos últimos anos. Mas este filme, vai na contramão desta evolução, sendo, portanto, um exemplo típico do desperdício do dinheiro público para seu financiamento. A história, em geral, é muito monótona e contraditória sobre as reais mensagens a serem passadas. Tenta mostrar sua protagonista como uma mulher de princípios e personalidade forte, resistente às investidas de uma construtora na compra do apartamento em um prédio antigo, e no qual somente ela ainda mora. Mas por outro lado, essa mesma mulher, ainda bonita apesar da idade, rende-se às dificuldades em arrumar um companheiro e apela para um garoto de programa (um estranho) para satisfazer suas necessidades sexuais. E, pior, o recebe em seu apartamento (é desnecessário falar sobre os riscos dessa atitude). Além disso, o filme possui cenas de sexo – apesar de poucas – porém totalmente fora de contexto, e uma exploração quase totalitária da figura da Sonia Braga, pois os demais atores tem aparições quase relâmpago. Apesar da Sonia ter tido uma bela atuação, a história é cansativa e, apesar de longa (2 h 46 min), não há nada que possa prender a atenção do telespectador. E quando todos pensavam que enfim, iria acontecer alguma coisa, o filme termina de repente. Ao que parece, o autor queria passar a mensagem do “politicamente correto”, defendendo o direito dos oprimidos em frente aos poderosos e protestando contra a discriminação em geral. Contudo, ele não pensou duas vezes em mostrar a figura de uma babá negra como autora de vários roubos na casa da sua patroa (?!). Foi surpresa saber que esse filme teve a pretensão ser o representante brasileiro ao Oscar, e quando não foi indicado, houve quem alegasse que foi devido aos seus integrantes terem feito protestos políticos em Cannes.
Aquarius é um filme muito falado, principalmente pela polêmica que criou quando seus atores fizeram protesto político no festival de Cannes contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, chamando-o de golpe. Muitos acharam que por esse motivo o filme não representou o Brasil na categoria de melhor filme estrangeiro, na premiação do Oscar de 2017. Por tudo isso, eu esperava mais do filme, que tem uma narrativa lenta, se perde em minúcias desnecessárias, para apenas ganhar certa força no final. O enredo trata da luta de Clara, uma jornalista aposentada, vítima de câncer no seio, e que mora de frente para o mar num prédio antigo na praia da Boa Viagem, em Recife. Uma construtora usará de todos os meios, inclusive sujos, para que ela venda seu imóvel, assim como outros moradores do edifício já fizeram. Mas a combativa Clara não se deixa intimidar e saberá dar um troco à altura. Sonia Braga está maravilhosa no papel título, e sempre é um prazer acompanhar as atuações de Irandhir Santos, Maeve Jaennings e Humberto Carrão. A trilha sonora é dos melhores intérpretes da MPB, entre os quais estão Maria Bethânia, Chico Buarque, Roberto Carlos e, especialmente, Taiguara, com sua belíssima canção Hoje, que dá início e fim ao filme.
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