Um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos. Não se deixe influenciar por comentários negativos de pessoas não lúcidas que nem sequer viram o filme. Acima até mesmo de posições políticas, Aquarius é o exercício do bom fazer do cinema, com destaque para direção, roteiro, trilha sonora, e claro, a presença forte de Sônia Braga, impecável.
O filme parte de uma ideia relativamente simples, a disputa pela ocupação de solo em uma área privilegiada do Recife, a praia de Boa Viagem. De um lado uma poderosa incorporadora, responsável pela construção de prédios de alto padrão à beira-mar, de outro Clara, a habitante solitária do edifício Aquarius, única moradora que não quis vender seu apartamento à construtora. A história é a guerra aberta entre Clara, que tenta não apenas manter seu estilo de vida, mas proteger suas principais lembranças, todas ligadas àquele ambiente, e o jovem engenheiro, recém-chegado dos Estados Unidos e que precisa provar sua capacidade em tocar um grande projeto. A narrativa, que toma evidentemente o partido de Clara, mostra seu dia-a-dia de forma natural e espontânea e como esse cotidiano é perturbado pela intervenção da construtora, de forma bastante agressiva às vezes. É difícil não ficar ao lado de Clara, sobretudo com a interpretação magnífica de Sonia Braga que fez de Clara não a heroína absoluta, mas uma pessoa comum e que se vê às voltas com uma injustiça praticada por um poderoso. Tudo isso embalado por uma trilha sonora excepcional e as boas interpretações que Kleber Mendonça consegue extrair de todos os atores. Vale cada minuto.
O filme é EXCEPCIONAL! É claro que para quem identifica no momento atual um acontecimento não democrático no Brasil a leitura do filme será uma, mas para quem acha que "tá tudo certo" a narrativa do filme pode ser "apenas" sobre liberdade individual e a questão imobiliária das nossas grandes cidades, que são temas de suma importância para qualquer cidadão, independente de posição política que se tenha, afinal trata-se do direito individual e coletivo da ocupação do território citadino. E o filme cumpre seu papel muito bem ao trabalhar com o tema, com atuações, trilha sonora e história MARAVILHOSAS. Deixar de assistir um filme como esse por questões de "a crítica da VEJA não recomendou" ou disputas "petralha x coxinha" é burrice, embora a mente fechada seja uma característica de um certo grupo, em específico.
Ps.: o filme não é recomendado para pessoas cujo gênero de filme preferido seja o besteirol, o que, inclusive, justifica algumas críticas que classificam Aquarius como "parado".
Filme parado. Chato!!! Que lixo ein? Além de ter sido pago com dinheiro dos nossos impostos, o ingresso é caro. Paguei duas vezes então. A interpretação da Sonia Roussef Braga, é só caricatura dela mesma, quando fazia novela de dramalhão na rede Bobo. Uma boboca sentimental. Se quiserem gastar seu dinheiro assistindo este velório, azar o seu. Vai se arrepender, e muito. Não recomendo. Este lixo, de mais de duas horas, me fez gostar das comédias sem graça, do Hassum
O filme tem uma boa fotografia, é suportado por atores talentosos e poderia se tornar um grande filme, se não fosse o seu escancarado viés ideológico, que torna as situações apresentadas um tanto quanto inverossímeis e artificiais. Aliás com todas estas qualidades, fica difícil entender o porque do filme precisar de financiamento oficial para ser realizado, inclusive com distribuição (é isso mesmo?) da falida Petrobras.
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