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Maurcio P.
2 críticas
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0,5
Enviada em 8 de setembro de 2016
É o estereótipo do bonzinho e do malvado dos filmes infantis. Uma velhinha boazinha tem um imóvel e não quer vender. Mas os malvados capitalistas ricos começam a fazer maldades para a velhinha para forçá-la a vender, porque só querem os lucros. Para completar a bobagem, aparece Deus do nada e salva a velhinha, dando uma lição de moral socialista nos capitalistas malvados.
Caberia melhor no horário político do que na tela do cinema.
Um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos. Não se deixe influenciar por comentários negativos de pessoas não lúcidas que nem sequer viram o filme. Acima até mesmo de posições políticas, Aquarius é o exercício do bom fazer do cinema, com destaque para direção, roteiro, trilha sonora, e claro, a presença forte de Sônia Braga, impecável.
O filme parte de uma ideia relativamente simples, a disputa pela ocupação de solo em uma área privilegiada do Recife, a praia de Boa Viagem. De um lado uma poderosa incorporadora, responsável pela construção de prédios de alto padrão à beira-mar, de outro Clara, a habitante solitária do edifício Aquarius, única moradora que não quis vender seu apartamento à construtora. A história é a guerra aberta entre Clara, que tenta não apenas manter seu estilo de vida, mas proteger suas principais lembranças, todas ligadas àquele ambiente, e o jovem engenheiro, recém-chegado dos Estados Unidos e que precisa provar sua capacidade em tocar um grande projeto. A narrativa, que toma evidentemente o partido de Clara, mostra seu dia-a-dia de forma natural e espontânea e como esse cotidiano é perturbado pela intervenção da construtora, de forma bastante agressiva às vezes. É difícil não ficar ao lado de Clara, sobretudo com a interpretação magnífica de Sonia Braga que fez de Clara não a heroína absoluta, mas uma pessoa comum e que se vê às voltas com uma injustiça praticada por um poderoso. Tudo isso embalado por uma trilha sonora excepcional e as boas interpretações que Kleber Mendonça consegue extrair de todos os atores. Vale cada minuto.
O filme é EXCEPCIONAL! É claro que para quem identifica no momento atual um acontecimento não democrático no Brasil a leitura do filme será uma, mas para quem acha que "tá tudo certo" a narrativa do filme pode ser "apenas" sobre liberdade individual e a questão imobiliária das nossas grandes cidades, que são temas de suma importância para qualquer cidadão, independente de posição política que se tenha, afinal trata-se do direito individual e coletivo da ocupação do território citadino. E o filme cumpre seu papel muito bem ao trabalhar com o tema, com atuações, trilha sonora e história MARAVILHOSAS. Deixar de assistir um filme como esse por questões de "a crítica da VEJA não recomendou" ou disputas "petralha x coxinha" é burrice, embora a mente fechada seja uma característica de um certo grupo, em específico.
Ps.: o filme não é recomendado para pessoas cujo gênero de filme preferido seja o besteirol, o que, inclusive, justifica algumas críticas que classificam Aquarius como "parado".
Filme parado. Chato!!! Que lixo ein? Além de ter sido pago com dinheiro dos nossos impostos, o ingresso é caro. Paguei duas vezes então. A interpretação da Sonia Roussef Braga, é só caricatura dela mesma, quando fazia novela de dramalhão na rede Bobo. Uma boboca sentimental. Se quiserem gastar seu dinheiro assistindo este velório, azar o seu. Vai se arrepender, e muito. Não recomendo. Este lixo, de mais de duas horas, me fez gostar das comédias sem graça, do Hassum
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