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Chicago Sun-Times
A montagem, os efeitos especiais e as performances são tão perfeitas que praticamente colocam o espectador dentro daquele voo. "Sully" é um triunfo absoluto.
Cinepop
A interpretação de Hanks é simplesmente fantástica. Sem sair um minuto de seu complexo personagem, traumatizado pelo recente acidente, [...] o duas vezes ganhador do Oscar abusa de sua habilidade de convencer ao público que ele é um dos melhores atores da história do cinema.
Almanaque Virtual
Para manter a tensão dos espectadores, a direção de Clint Eastwood oscila entre a investigação, com seus tensos desdobramentos, e a reprodução da quase tragédia, desde a decolagem ao bem sucedido resgate dos passageiros.
Ccine10
O que vemos em destaque é o homem Sully e com isso desmistificando o título de herói e colocando humanidade no “mito” que ele se tornou no Estados Unidos.
Chronic'art.com
Duas surpresas diante de "Sully": primeiro, ver que o filme só dura 1h36, algo muito mais curto do que a média de Eastwood. Segundo, ver o bom Tom Hanks se junta ao grupo de heróis do diretor, marcado por um aspecto sombrio e ambíguo que o ator não tinha mostrado antes.
CineClick
Clint Eastwood optou por não se aprofundar nas histórias dos passageiros do avião e se concentrar no julgamento do piloto, um acerto que fez com que o filme ficasse mais objetivo e menos maçante.
Cineweb
Com aparência envelhecida para assemelhar-se ao personagem real, Tom Hanks assume por inteiro o papel de um homem investido da paixão pela defesa de sua honra mas que é igualmente atravessado pela dúvida – ele também se questiona sobre o que fez.
Critikat.com
Os modos sucintos da direção e a fluidez da montagem marcam talvez uma reviravolta na filmografia de Eastwood, cujo classicismo soberano caminha para uma forma cada vez mais fria e econômica.
New York Times
[...] Clint Eastwood está muito bem em seu papel como diretor, utilizando todo o seu talento para dar tensão ao filme ao mesmo tempo em que cria uma biografia.
Observatório do Cinema
É impossível não se importar com o ato realizado a seguir por Sully, o personagem não é herói por conseguir a proeza de fazer um dificílimo pouso forçado no meio do rio Hudson, mas sim por preservar a vida daqueles passageiros...
The Hollywood Reporter
Como uma saudação vigorosa e empolgante ao profissionalismo e ao bom exercício de um trabalho, "Sully" é um retrato vívido das realidades físicas e dos elementos humanos envolvidos no dramático pouso da aeronave...
The Playlist
Muitos espectadores sabem o que aconteceu naquele dia, mas Eastwood consegue criar bastante tensão ao mostrar o ponto de vista do controlador de tráfego aéreo antes de o voo terminar, e durante a evacuação do próprio avião.
Télérama
É uma história que aconteceu em menos de quatro minutos. Clint Eastwood faz dessa premissa um filme cativante de uma hora de trinta minutos, sem dar a empressão de enrolar, de modo algum. É preciso ter domínio para isso, além de uma certa moral do olhar.
Washington Post
“Sully” é uma ode elegante e muito satisfatória à competência. Parafraseando seu personagem principal, este é apenas um filme que faz o que deve fazer. Amém.
Zero Hora
O desafio na prática de códigos morais inquebrantáveis, conflito eastwoodiano por definição, é a grande força de Sully. E torna irrelevante um que outro tropeço no sentimentalismo, nem tanto pelo destaque para o núcleo familiar e mais pela desnecessária invasão do real na ficção...
Cineplayers
"Sully" é sobre homens comuns cheios de consciência de suas responsabilidades na prática do trabalho, confiando na própria experiência. A investigação dos tecnocratas [...] leva a diagnósticos diferentes do que os pilotos, espontaneamente, chegaram a partir dos fatos como eles se apresentaram.
Quarto Ato
O filme se justifica como um acompanhamento sutil (e levemente burocrático) dos “bastidores” de um evento tão comovente. O homem que salvou 155 vidas do que poderia ter sido uma tragédia de alvoroço mundial; essa escalada aos degraus do pedestal de "Sully" é, afinal, orgânica e envolvente...
ScreenCrush
Para Eastwood, "Sully - O Herói do Rio Hudson" é mais um projeto cinematográfico que parece datado de 50 anos atrás. Mais uma vez, ele explora as noções de sacrifício e de coragem em momentos difíceis.
Boston Globe
Queira você aceitar ou não, Clint Eastwood permanece sendo um dos melhores e mais quixotescos diretores trabalhando na atualidade, dividido entre seu jingoísmo e dúvida, entre excelência e desespero.
Cinemação
Aaron Eckhart é competente como o co-piloto, e a relação do mesmo com Sully é verossímil [...] É uma pena que, mesmo que se proponha a explorar essas relações, Eastwood falhe parcialmente ao inserir uma dinâmica familiar manipuladora e dispensável...
O Globo
É até compreensível que era necessário um antagonista na trama, mas o interesse fica por conta de como Sully irá confrontá-lo. Esse embate é reforçado por uma câmera às vezes subjetiva, com o uso de janelas, vidros e espelhos na mise-en-scène.
Omelete
A simplicidade narrativa - um homem honesto fazendo a coisa certa - contrasta com a grandiosidade de um feito considerado impossível. O roteiro de Todd Komarnicki, contudo, opta por traduzir o relato em termos hollywoodianos.
Rolling Stone
O filme se mostra incômodo e quase foi cancelado no Brasil depois da tragédia aérea ocorrida na Colômbia no final de novembro, que vitimou jogadores e representantes do time de futebol Chapecoense, além de tripulantes e jornalistas.
Screen International
É só no fim que "Sully - O Herói do Rio Hudson" vende barato suas correntes emocionais, mas antes disso é tranquilo e sereno como seu combativo personagem principal.
Screen Rant
Embora existam elementos de uma grande biografia americana transformada em parábola sobre atos heróicos e como são percebidos no século XXI, outros aspectos do filme são menos eficazes e impedem "Sully" de se tornar um retrato cativante de um "milagre" da vida real, como pretendido.
The Guardian
Utilizando cabelos brancos para lembrar o personagem real, Tom Hanks entrega uma performance internalizada e carismática [...] Ainda assim, o filme nunca decola de fato.
Variety
Com seus nevados cabelos brancos e seu bigode, Tom Hanks retrata um homem confiante em suas habilidades, e ainda assim humilde em suas ações - e o mesmo poderia ser dito de Clint Eastwood como diretor.
Veja
A surpresa, porém, vem do roteiro, já que a história não se resume ao feito heroico. [...] Enxuto e direto ao ponto, o filme presta uma homenagem, honesta e edificante, com direito até a um comovente reencontro do Sully real com os sobreviventes, durante os créditos finais.
Collider
Em termos de direção, é um filme geralmente preguiçoso e às vezes péssimo (embora Hanks nunca seja ruim). Os personagens são impenetráveis. As mensagens são ditas explicitamente. A música parece uma propaganda de lenços de papel. A construção é confusa e turbulenta.